Sardinheiras na varanda
Batem-se ao vento no Outono,
Que à noite me atrasa o sono.
Na Primavera se inundam de cor,
Para alegrar a minha dor.
Observam as gentes passar,
Pelas calçadas a falar,
Das vidas felizes que ostentam...
Das alegrias que noutros despertam.
E as sardinheiras da minha varanda
Ouvem falar tamanha propaganda,
Trazendo a mim a alegria,
Orgulhoso de as possuir todo o dia.