Perdão

 

Estranha meta esta que procuro,

Envolta em quimeras de rara beleza,

Para a qual não me sinto seguro,

E só me deparo com a incerteza,

 

Tornando-me um ser tão estranho,

Capaz de ser tão incompreendido,

Por quem afecto de grande tamanho

Tenho guardado e sinto ferido.

 

Estranho caminho que agora percorro,

Era de espinhos sangrentos ornamentado!

Por todos os poros que pedisse socorro

Jamais sentia que fosse, então, ajudado...

 

Agora que quero esvair-me em morte

E lançar-me aos torrões ensanguentados,

Vejo tantos a acudir-me a sorte...

Tentando dos males serem livrados!

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