Palavras

 

São de lágrimas minhas palavras feitas!

Doces amarguras do meu destino.

São os espinhos das tão eleitas

Rosas de negro fino.

 

São palavras de todo um medo

Que possuo na minha coragem,

Descrevendo o feliz enredo

Do rio que não alcança a margem.

 

São suspiros escritos

Sobre fios de velhas mágoas,

Revelando aos infinitos

Angústias em tons de águas.

 

São tristes as palavras minhas

Mas que me dão tanta alegria.

E encontro nestas linhas

Meu refúgio do dia-a-dia.

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