Orgulha-te!

 

É o desejo de apagar a vida.

Pegar no comando e rebobinar.

Comprar uma borracha rija e comprida

E simplesmente apagar.

 

É o desejo de iniciar

Aquilo que devia já ter sido.

É a vontade de mudar

Aquilo que tem persistido

 

E que não se apaga com sopros,

Como se de velas se tratasse.

É o separar de dois corpos

Como que neles se entrelaçasse

 

A euforia de poder modificar

O que se acha que está mal.

Mas agora paras. Ficas a olhar.

E na merda continua Portugal!

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