Mil obrigados

 

Se era na poesia que me alegrava,

Se era na poesia que me escondia,

Se era na poesia que eu chorava

As palavras que não dizia,

 

É na poesia que eu recordo

Os melancólicos tempos que eu vivi!

 

Se era na poesia que eu gritava,

Se era na poesia que eu sorria,

Se era na poesia que me refugiava

Das pedras atiradas ao meu dia-a-dia,

 

É na poesia que agora escrevo

Os risonhos dias que vejo nascer!

 

Se era na poesia, que não concordo

Que chamassem beleza ao que escrevi,

A alegria de hoje, à tal beleza eu devo

Mil obrigados a cada letra que fiz escrever!

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