Decresce-me

 

Quinze, catorze, treze

E as horas não param

Quem as guarda não deteve

E deixa-as assim, a cavalgar...

 

Doze, onze, dez, nove...

Os dias avançam sem atrito.

O calendário não se dissolve

Nem um pouco, nem um pouquito...

 

Oito, sete, seis, cinco, quatro

Os meses parecem corredores

Sem porta alguma, sem luz. Estou farto!

Os anos não retomam. Não voltam.

 

Três, dois, um, zero. ZERO. zero...

A vida foge de mim...

Eu não corro, mas quero...

Quero uma hora que seja, enfim.

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