Busca falhada

 

A noite passa lenta...

Vagarosa, que nem tímida.

O sono chega e intimida,

A musa que chega e não entra...

 

Corro num ápice para a porta!

Assustou-se a minha querida

E adorada... A noite é fodida!

 

Volto de novo para o meu quarto,

Triste, em prantos mil...

Sinto-me encurralado neste covil,

Sozinho, olhando o seu retrato.

 

Decido partir a parede, mesmo sem força...

Abro com esforço um buraco, uma janela,

Para poder ver a minha musa bela!

 

Mas reparo... Os meus olhos fecham...

Ao de leve, provocado pelo dia.

Agora, que o Sol irradia...

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