Barrote

 

Sinto estranho o corpo. Vazio!

Longe de mim. Desesperado.

Como algo que corre desalmado

Em busca dum lugar sombrio,

 

Deslocado, sem se encontrar.

Sinto vazia a alma. Estranha!

Longe do corpo que a emaranha

Em estranhas teias de sufocar.

 

Aperta-me o peito. Sufoca!

Vida por morte. Troca por troca.

Levo a sina a jogar-me o destino,

 

E, tão rápido, meu corpo cristalino

De pedras preciosas e sal puro,

Afoga-se no mar como barrote duro!

Hosted by www.Geocities.ws

1