Àqueles (o grito da liberdade)

 

Gente estranha... Tanta gente!

Gente cinzenta num mundo de loucos,

São eles tantos ou tão poucos,

Os que sentem o sentir que a gente sente!

 

Tristeza guardada em coração dormente!

Têm conversas escondidas do mundo...

São desvairados. Também pensam fundo,

E sentem o sentir que a gente sente!

 

E é essa gente de tão acanhada mente,

Que nos ignora com tamanho desdém,

Que sabem que sentimos nós também,

E sentem o sentir que a gente sente!

 

Mas eles insistem em me tomar por diferente,

Porque amo o semelhante, e eles não!

No amor deles não comanda só o coração,

Mas sentem o sentir que a gente sente!

 

Por isso eu assumo à estranha gente,

Que sei ser como sou, e não como querem!

Que não é por me repudiarem que me ferem,

Aqueles que sentem o sentir que a gente sente!

Hosted by www.Geocities.ws

1