A[mor]te
Fumei um cigarro antes de morrer...
Azedo. Amargo... Tão de mau sabor!
Acabo a minha vida, efémero entardecer,
Numa manhã longa duma noite de horror!
Acreditei que vez alguma meu amor,
Pequena artilharia desnuda de meu ser
Que pudesse vez alguma ser vida e calor
Ao invés de morte, dor. Frio e sofrer...
Acreditei em ti, nele e nela. Em toda a gente!
Dei amor a quem não devia por vez alguma
E a quem o mereceu não quis dar! Estupidamente!
Agora a quem meu amor despedaçou, por vez uma,
Única, minha vida por sua vida irá levar,
Até ao acartar pesado do seu caixão!
Vida que fui sem vida de ver-te amar
Aquele que não fui eu... Bruno Torrão!