Alumia

@ Almedina – Estádio – Coimbra

 

Sol raiado da escura brisa

Alumia-lhe o chão que acarreta

Sob seus pés de poeta

Seu chão sagrado que pisa

 

Hão-de volver anos e lembrarei

Nas tardes que agora velejo

As velas que ardem o que vejo

Quão sábio juro que não jurei

 

Teu chão que ainda hoje pisam

Por mim sagrado da minha herança

Faz de mim regressar-te criança

Que os anos não agem como hajam

 

Teus sorrisos escondidos entre beijos

Soltam-te os olhos flamejantes

Vejo-te como te vi nunca antes

Quando a ti me fazias gracejos

 

O sol cansado ainda te queima

P’la vitrina montra. Nosso lar!

Cá dentro sinto o sangue fervilhar

Com a aguçada vontade de quem teima

 

Que por mais distâncias que nos tenham

Vindos serão os serões que ajuntamos

Nossos desejos profanos profundos unamos

Enquanto telepáticos se empatiam

 

Os nossos encefálicos desejos

Os nossos fálicos carnudos objectos

Sexuais mudos afectos

Se afectem ao longe em tom de beijos.

 

Bruno Torrão

09 Ago. 06

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