Alentejo

 

Ai Alentejo, como te odeio!

Os teus cheiros, sabores,

A tua terra feita de dores

De secas intensas,

De aridez, e imensas!

 

Ai Alentejo, como te odeio!

Essa tua calma de enfrentares a vida,

Transparece tua tristeza sentida

Pela pobreza que não te esquece.

E que não desaparece!

 

Apenas o teu anoitecer

Tem a força de esconder com oliveiras

O fogo que de dia queima noites de lareiras.

E só isso me faz arrepender

P’lo ódio que te tenho e que não canso de o dizer.

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