A tua cura...

 

À minha tão grande amiga, Marília Céu

 

Senti no primeiro dia

Nascer uma flor no meu jardim,

Apareceste tu, Marília,

Para preencher o vazio que havia em mim.

 

Ouvi-te contar a tua vida

Com a tua (única) expressividade

Sabendo que havia um ferida

Algures na tua intimidade.

 

Foste até hoje o pano

Que amanhã me irá tapar,

Protegendo do mal soberano

Que me quer ferir e matar.

 

Sinto então a segurança,

Que poucos ma fizeram ter,

Junto de ti tenho esperança

Para ao mal sobreviver.

 

Quero que o teu céu, só teu,

Não pare nunca de tocar o meu vento,

Em que se une o que é teu e meu

Nem que seja só por um momento.

 

A tua ferida, hoje, está sarada,

E só abrirá com a saudade.

A receita está passada...

Cura-se com a minha amizade!

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