A minha droga

 

Acho que estou viciado,

Mas de uma maneira diferente!

É um vício de grande agrado.

Sinto-me letrodependente!

 

Podem achar uma loucura

Por às letras estar agarrado,

Mas se a vida para mim for dura,

É pelas letras que sou apoiado.

 

A minha seringa é a caneta.

Aquecida pela fúria do destino

Injecto a tinta azul ou preta,

E me torno drogado fino,

 

E me torno de novo menino,

Esquecendo quaisquer problemas.

Canto agora, livre, o hino...

Da alegria, e sem algemas!

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