A chegada

 

Outra vez a chegar.

Enfim, nada a fazer.

Sinto-o a torturar

A minha alma farta de sofrer.

 

Mas eu gosto do seu sabor,

De sentir o seu tocar,

E de sentir a sua dor,

E de sentir o seu cantar

 

Que calado faz soar,

Entre meus sentidos

O que não basta com um olhar

Dizer o que se quer em segundos perdidos.

 

Esquecidos? Não. Jamais

Poderia esquecê-los pois são

Por nada menos nada mais

Zumbidos tordoantes do coração.

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