<B> VITOR GAÚCHO HP </B>

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Para nós, apaixonados por carro, os automóveis são membros da família. Por tanto, seguem algumas dicas resumidas de como tratar bem essas máquinas maravilhosas que tanto prazer e orgulho nos dão:

  1. Cuidado com a porta; é pra lá de normal vermos por aí gente massacrando a porta dos carros com pancadas absolutamente desnecessárias. A força excessiva ao fechar a porta pode, dentre outras coisas, danificar borrachas, afrouxar os vidros e diminuir a vida útil da fechadura. Por outro lado, ficar tentando fechar a porta várias vezes também causa danos. Por tanto, tente "bater" uma única vez a porta, fechândo-a com firmeza, que nada tem haver com força. Uma boa dica é segurar a porta com a mão próxima a fechadura antes de fechá-la, desta forma você terá total controle da força a ser usada. Cuidados especiais com Santana/Quantum, Palio e Corsa, estes, em sua grande maioria, tem portas extremamente fáceis de fechar.

  2. Durante a lavagem do carro, evite pulverizar óleo mineral ou óleo de mamona por baixo do chassi ou monobloco e também no motor. Aplicados com frequência, esses lubrificantes causam o ressecamento de componentes de plástico e de borracha, como coxins e mangueiras em geral. Além disso, resíduos de terra e areia aderem ao chassi e componentes externos do motor, acelerando o desgaste de peças, como polias, discos e tambores de freios. O mesmo é válido para o motor, que só deve ser lavado se estiver muito sujo.

  3. Não utilize detergente comum no reservatório de água do limpador de pára-brisas. Coloque apenas produtos indicados pelo fabricante, pois a oleosidade de certos produtos pode acabar forçando a bomba elétrica. Além disso, a borracha das paletas pode ficar ressecada, forçando uma troca desnecessária.

  4. Nunca utilize palhas de aço para limpar os vidros de seu automóvel. Use limpa-vidros ou álcool com jornal, que não deixa vestígios de fiapos como o pano.

  5. Se o vidro traseiro possui desembaçador, cuidado ao limpar a parte interna. Jamais utilize produtos abrasivos, nem encoste objetos pontudos ou cortantes, para não danificar os filetes de aquecimento.

  6. Você sabia que muitos "bons motoristas" cometem erros imperdoáveis na hora de dar a partida no motor de um carro? Vou tentar explicar com exemplos: quanta gente costuma insistir na idéia de que quanto mais pressão no pedal do acelerador, mais facilmente o motor funcionará? Quanta gente, apesar de alguns carros trazerem o aviso "Não pise no acelerador ao dar a partida no motor; a aceleração é controlada pelo sistema de injeção eletrônica" colado no quebra-sol, insiste em achar que a aceleração na hora da partida ainda é necessária? Pra você entender melhor, comparemos nossos carros a nossos corpos. Quando você vai alimentar-se, coloca a comida aos poucos na boca, caso contrário engasgará, certo? Então imagine voc? usando uma concha para se alimentar. Pois é, aquele seu pezinho que insiste em ficar no acelerador na hora de dar a partida é o que controla, indiretamente, a quantidade de comida que está na concha e vai até a sua boca, ou seja, a quantidade de combustível que o motor irá precisar para entrar em funcionamento. Eu disse indiretamente porque o pedal do acelerador controla, através de uma borboleta, a quantidade de ar que será usada pelo motor. No entanto, a mistura inflamável consiste em ar e combustível e um depende da quantidade do outro para o bom funcionamento do motor. Por tanto, quanto mais aberta estiver a borboleta de aceleração, mais ar o motor irá admitir e quanto maior a quantidade de ar admitido, mais combustível será necessário para equilibrar a mistura. Sendo assim pense que quanto mais pressionado estiver o pedal do acelerador, maior quantidade de comida estará na concha, ou maior quantidade de combustível será aspirada para dentro do motor. Você já imaginou colocar uma concha lotada de comida na boca? É isso que você faz quando liga o carro com o pedal do acelerador totalmente pressionado. Nos veículos carburados, que são minoria pois a injeção eletrônica chegou no final da década de 80 ao Brasil com o Gol GTI e em meados da década de 90 já equipava pratcamente todos os veículos, quando o motor está frio, o correto é virar a chave, acionar a alavanca do afogador, dar duas ou três bombeadas leves no acelerador e dar a partida. Essas duas ou três bombeadas no acelerador servem para colocar uma misturinha inflamável no carburador, ou seja, comida na concha que você levará até a boca. Se o motor não funcionar em no máximo sete segundos, solte a chave e aguarde cinco segundos para tentar novamente. Quando alguém perde o apetite é sinal que tem algo errado com essa pessoa e com nossos carros acontece exatamente a mesma coisa. Tentar seguida e insistentemente dar a partida pode provocar desde o descarregamento total da bateria, que com o motor frio precisa de mais ação, até a queima do motor de arranque. Se o motor estiver quente vire a chave, dê uma leve bombeada no acelerador e ligue o motor; um carro com carburador bem regulado responderá prontamente. Outra dica é dar a partida sempre com o pedal da embreagem acionado, isso evita um esforço excessivo do motor de arranque. Lêmbre-se que a alavanca do afogador só deve ser acionada com o motor do veículo frio e só existe em carros com carburador, sua função é enriquecer a mistura ar combustível e regular a marcha-lenta, o que nos carros injetados é feito automaticamente.

    Em carros equipados com injeção eletrônica o processo de partida é ainda mais simples. Imaginemos agora que nosso corpo é quase que totalmente controlado eletronicamente. Todas as nossas vontades e nossos desejos passam por nosso cérebro eletrônico que os executará na medida do possível. A concha que nos alimenta é praticamente a mesma, só que nós não precisamos mais colocar alimento nela, nosso próprio cérebro controlado por chips mede o tamanho da nossa fome e usa a concha para nos alimentar com o tipo e a quantidade exata de comida que precisamos no momento. É mais ou menos o que acontece com os carros equipados com injeção eletrônica. Sendo assim vire a chave e aguarde dez segundos aproximadamente. Estes dez segundos são necessários para que nosso cérebro eletrônico possa determinar a quantidade e o tipo de comida que devemos ingerir na ocasião ou seja, os dez segundos são necessários para que a central eletrônica da injeção e a bomba elétrica de combustível possam adaptar-se a temperatura na qual irão atuar. Bom como nosso cérebro eletrônico determina o tipo e a quantidade exata de comida que nossa boca suportará na ocasião, você não acha que nós humanos somos inprecisos demais para contrariá-lo? Sendo assim, pare de uma vez por todas de ligar carros com injeção eletrônica com o pé no acelerador, este tipo de carro deve pegar somente no arranque, a central de injeção sabe exatamente o tipo e a quantidade de mistura inflamável que deve ser usada no momento da partida. Pisar no acelerador ao ligar ou desligar veículos dotados de injeção eletrônica bem como fazê-los pegar no tranco, causa excesso de combustível na câmara de combustão, o que pode prejudicar seriamente o catalisador, componente responsável pela "purificação" dos gases lançados na atmosfera. Aliás, seja seu carro carburado ou injetado, evite tranco; tal procedimento pode acabar, no caso do tranco ser forte demais, fazendo com que pule um ou mais dentes da correia dentada, o que tirará o motor de seu sincronismo ideal e, caso aconteça isso, a possibilidade de haver um empenamento de válvulas é considerável, além, claro, do excesso de combustível que ficará na câmara, mas isso é o menor problema se comparado a tirar o motor de ponto. Isso no caso de seu carro ser dotado de carburador, porque se for equipado com injeção eletrônica, além de tudo isso, tem a variação de tensão da bateria que, em caso extremo, pode danificar a central. Caso nada disso aconteça, o aparentemente inofensivo excesso de combustível não queimado pode, também, infiltrar-se através dos anéis dos cilindros no cárter e diluir parte do óleo lubrificante do motor, o que causará atrito entre as peças e, consequentemente, a diminuição de sua vida útil. Por tanto, pense bem antes de fazer seu carro pegar no tranco. Ah! Por falar nisso: abandone de uma vez o inútil hábito de dar "a última acelerada" antes de desligar o motor. Muitos motoristas antigos fazem isso; param o carro, dão uma acelerada e, antes que a marcha-lenta extabilize, desligam a ignição. Tal procedimento também deixa combustível não queimado "passeando" e correndo sério risco de lavar as paredes dos cilindros, ou seja, tirar o lubrificante tão necessário para não haver atrito entre peças na próxima partida. Por tanto, pare o carro, aguarde a marcha-lenta normalizar e só então desligue o motor. Caso esteja com o ar condicionado ligado, desligue-o antes de desligar o motor, pois o funcionamento do mesmo altera a marcha-lenta.
    Como eu disse anteriormente, carro com injeção eletrônica não tem afogador; a dozagem da mistura ar/combustível e a regulagem da marcha-lenta em baixas temperaturas é feita automaticamente. Então, seja com o motor quente ou frio a partida nestes veículos se dá somente através da chave e do pedal de embreagem, lêmbre-se que acionar totalmente o pedal de embreagem na hora da partida faz com que o motor de arranque trabalhe mais leve. Bom aí se o motor não pegar dentro de sete segundos, desligue a chave e aguarde 30 segundos para tentar nova partida. Estes trinta segundos são necessários para dar um "reset" no comando eletrônico da injeção para que o sistema possa rastrear, em sua programação interna, quais os parâmetros corretos de funcionamento.

    Outro ponto extremamente importante mas que muita gente não dá o devido valor: seja seu carro carburado ou injetado, solte a chave de ignição assim que o motor entrar em funcionamento. Segurar a chave além disso poderá prejudicar seriamente o motor de arranque.

    Acho que deu pra entender o trocadilho com o corpo humano, não? Com exemplos cotidianos fica mais fácil a compreensão.

  7. Carro com injeção eletrônica requer cuidados especiais na hora de se fazer a ligação direta (popularmente conhecida como "chupeta"). Siga os seguintes passos:
    • Ligue o carro para prover energia.
    • Conecte primeiro os pólos positivos de cada cabo e, em seguida, os pólos negativos.
    • Acelere o carro para liberar a energia em marcha lenta (cerca de 1500 rpm).
    • Acione a chave do carro que está recebendo a energia.
    • Depois que ele pegar, ligue o farol alto e o desembaçador elétrico (dispositivos que consomem mais energia, evitando variações de corrente que podem prejudicar o funcionamento da injeção).
    • Só então desconecte os cabos.

  8. Nos tempos de injeção eletrônica e tecnologia cada vez mais moderna, existe uma relativa polêmica sobre a melhor maneira de aquecer o motor. Na minha opinião, isso se faz do seguinte modo: dê a partida conforme descrito acima e aguarde 20, 30 segundos antes de sair com o carro. Esse tempinho é necessário para que o óleo chegue as partes superiores do motor. Se seu carro for carburado, deixe-o ligado com o afogador puxado sem acelerar até sentir que ele está pronto para sair, isso acontece quando você dá uma leve pisada no acelerador e o motor não engasga. No entanto, o tempo de pré-aquecimento é mais longo que os 20 ou 30 segundos necessários para o bom funcionamento de um motor equipado com injeção eletrônica. se seu carro for injetado, deixe-o em marcha-lenta que, por causa da temperatura baixa do motor, estará mais alta que o normal nesse tempinho de pré-aquecimento. Não fique dando pisadas no acelerador, o pré-aquecimento ´ praticamente um "bom dia" ao motor e, da mesma forma que levamos alguns segundos para acordar completamente de um sono profundo, o motor também precisa de um tempinho para "acordar" completamente, seja injetado ou carburado e você deve respeitar isso. Após esse processo, saia com o carro e ande de vagar, sem exigir muito do motor para que o óleo possa fazer a lubrificação completa sem que haja desgaste excessivo nas peças por atrito. Se seu carro for carburado, vá desativando gradativamente o afogador até o motor atingir a temperatura ideal de funcionamento. Se for injetado, a marcha-lenta se normalizará assim que o motor atingir tal temperatura.

  9. Todo carro equipado com sistema de injeção eletrônica traz um dispositivo conhecido como "volta para casa". Ele permite, em caso de falha em algum dos componentes do sistema de ignição ou alimentação, que a central eletrônica modifique seus parâmetros de operação, para que o veículo continue rodando (mesmo que funcionando de modo irregular) e chegue até a oficina mais próxima. Se ocorrer uma pane em qualquer de seus componentes, uma luz-espia acenderá no painel, sinalizando que o carro está com algum tipo de problema. Quando isso ocorrer leve o veículo imediatamente até uma oficina especializada.

  10. Nas trocas de óleo, jamais coloque o líquido além do nível indicado. O excesso acaba sujando as velas, prejudicando a queima de combustível. O carro vai acabar perdendo potência e consumindo mais combustível.

  11. Para garantir medição precisa, sempre faça a verificação dos níveis de óleo e água com o motor frio.

  12. Faça sempre as revisões e trocas de componentes no prazo recomendado pelo fabricante.

  13. Nunca abra a tampa do reservatório de água com o motor quente. Isso acaba despressurizando todo o sistema, gerando bolhas de ar que podem prejudicar a circulação da água e, em uma situação extrema, levar ao superaquecimento do motor.

  14. Responsável pela "purificação" dos gases lançados na atmosfera pelo escapamento, o catalisador é um componente caro e bastante delicado. Batidas em lombadas ou excesso de combustível no motor podem danificar irremediavelmente esse aparelho e você já constatou isso no ítem seis. Nunca estacione sobre o mato ou folhas secas. Quando o motor está em funcionamento, o catalisador chega a atingir temperatura de até 800 graus e isso pode provocar risco de incêndio no automóvel, mesmo com a ignição desligada.

  15. Um hábito que traz problemas para o carro é rodar com o tanque sempre na reserva. Pouca gasolina no reservatório faz com que os resíduos naturalmente depositados dentro do tanque entrem no sistema de alimentação. Com o tempo, essa sujeira entope filtros e prejudica o funcionamento da injeção eletrônica, sujando e obstruindo também os bicos injetores. Além disso, tanque com pouco combustível provoca o aquecimento excessivo da bomba elétrica (na maioria dos modelos ela trabalha mergulhada dentro do reservatório, imersa na gasolina), o que pode acabar danificando esse componente.

  16. Nos tempos de gasolina cara, a saída é economizar combustível. Para obter o mínimo de consumo, sem comprometer o rendimento, alguns itens importantes não podem ser esquecidos. Mantenha velas, filtros (de combustível e de ar) e bicos injetores sempre limpos, além do motor bem regulado. Os pneus devem ser regularmente calibrados. Ao volante, não abuse do acelerador, mantenha os vidros fechados e não rode com peso desnecessário dentro do porta-malas. No caso dos carros dotados de carburador, desligue o afogador assim que o motor atingir a temperatura ideal de funcionamento. Outra dica não usar a famosa "banguela" em descidas. A quem diga que esta prática economiza combustível, o que nos veículos carburados não deixa de ser verdade, mas o que você economiza em combustível certamente gastará com a manutenção dos freios mais tarde, uma vez que esse procedimento provoca desgastes avançados nos componentes do sistema de frenagem. Só pra constar: veículos equipados com injeção eletrônica possuem um sistema chamado cut-off, que corta a alimentação do motor fazendo-o trabalhar só com ar quando se tira o pé do acelerador em rotações altas, ou seja, em carros injetados o consumo de combustível é maior em marcha-lenta que usando o freio-a-motor. O aconselhável é usar a mesma marcha que se usaria na subida para descer.

  17. Não descanse o pé no pedal da embreagem enquanto dirige. Este é um hábito muito comum entre os motoristas, mas que pode provocar a queima do disco da embreagem. Além disso, os rolamentos e o volante do motor podem ser danificados. Quando parar em ladeiras, jamais segure o carro pisando no acelerador e na embreagem ao mesmo tempo. Esse procedimento, além de aumentar o consumo de combustível, desgasta o conjunto de disco e platô da embreagem, diminuindo sua vida útil. Ao parar em semáforos, é aconselhável colocar o câmbio em ponto morto, evitando ficar com a embreagem acionada por muito tempo. Esse procedimento, por mais simples que pareça, ajuda muito a prolongar a vida útil de todo o conjunto.

  18. Esquecer a mão apoiada na alavanca de câmbio só contribui para criar folgas no anel cincronizador. Por tanto, tire a mão do câmbio.

  19. Procure sempre puchar o freio de mão com o botão de destravamento pressionado. Desta forma você estará evitando desgastes desnecessários na catraca da trava.

  20. Cheque mensalmente o nível do fluido de freio. Quando for completá-lo, tome cuidado para não deixar cair nenhuma partícula de sujeira. Qualquer resíduo pode compromenter o perfeito funcionamento do sistema.

  21. Nunca encha o tanque de combustível até a boca. Nos carros com carburador, parte desse combustível acaba se perdendo pelo bocal ou pela válvula de alívio. Nos modelos com injeção eletrônica, dotados de dispositivo de retorno e que trabalham com o sistema de alimentação sob pressurização constante, o excesso de gasolina provoca uma contrapressão interna que pode danificar a bomba elétrica de combustível e a válvula reguladora de pressão. Lembre-se: o nível correto do tanque é quando o combustível atinge o bico da bomba. Isso pode ser percebido quando o gatilho da mangueira desarma automaticamente. Descarte de vez aquela mania de arredondar o valor, colocando alguns litrinhos a mais.

  22. Um engenheiro passa um bom tempo de sua vida estudando, mais o tempo de experiência, mais o tempo para projetar uma suspensão para em uma hora uma anta estragar tudo rebaixando o carro. Todo rebaixamento altera a geometria da suspensão, sendo o kit de molas e amortecedores rebaixados a opção mais indicada para quem quer rebaixar o carro sem danos, porém sai caro. Então, o que a anta faz? Corta as molas e anda com o carro pulando feito cabrito por aí ou então aquece as molas, adeus tratamento térmico, né? Quer um efeito de rebaixar o carro bem menos agressivo? Coloque saias laterais, mesmo assim tem que ser coisa boa, caso contrário pode afetar a aerodinâmica do veículo.

  23. Se o seu carro possui ar condicionado, no inverno, acione-o por pelo menos trinta minutos no período a cada trinta dias. O sistema pode ficar com o funcionamento comprometido com a falta de utilização.

  24. Ao fechar a tampa do capô, o ideal é soltá-la a cerca de um palmo de altura. Evite apoiar-se em áreas flexíveis para nao amassá-la.

  25. Rebocar o carro com o auxílio de cabo flexível ou corda é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro e pode render uma boa multa para o motorista. Além do risco de uma colisão iminente entre os dois veículos, um cabo ou corda esticado é um perigo para pedestres e motociclistas, que podem ser surpreendidos ao cruzar os veículos no trânsito. O correto é puxar o automóvel acoplado a outro com um cambão (tubo de aço rígido). Para advertir os demais motoristas, o carro rebocado deve ter o pisca-alerta ligado durante todo o percurso. Tudo isso, em baixa velocidade, para maior segurança.

  26. Dirigir carro popular exige uma conduta diferente da usada em outros modelos. Com motor de apenas 1000 cc, esses carrinhos exigem o uso excessivo do acelerador e freqeuntes reduções de marchas para acompanhar os demais veículos. Para extrair o máximo rendimento de um popular, consulte o manual do proprietário para saber quais são os regimes de rotação em que o torque (força) e a potência máxima são atingidos. Nos modelos dotados de conta-giros, basta dirigir entre o regime de torque máximo e o de potência máxima. Já nos demais, o jeito é esticar bem as marchas. Atualmente, os populares equipados com injeção eletrônica trazem um dispositivo que corta a ignição/alimentação quando a rotação atinge seu limite, evitando danos ao motor.


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