Introdução
Don José Anthonio de Alzate Ramirez já dava conta, no século
XIX, ao mundo científico da época de pequenos peixes vivíparos
da América do Sul. E em 1859, foi remetido da Venezuela, uma remessa
de Lebistes para a Alemanha (Academia de Ciências de Berlim) e Wihelm
C. H. Peters, classificou-os como Poecilia reticulata.
Em 1861, Filippi, do museu de Turim (Itália), recebeu também
uma remessa e por causa do gonopódio do macho, que tinha certas
diferenças de outros poecilídeos, denominou a espécie
de Lebistes poecilóides.
O nome de Girardinus guppyi de 1866 foi dado
pelo ictiólogo inglês Guenther, em homenagem ao reverendo
Robert J. L. Guppy, que coletou e remeteu os espécimes para
classificação, originários de ilha de Trinidad. E
ainda hoje, o nome "Guppy" é usado como nome popular em diversas
partes do mundo, inclusive no Brasil.
Porém, em 1963, uma nova revisão foi feita na nomenclatura
sistemática, pelos ictiólogos norte-americanos, que com bom
senso classificaram-no do modo como foi feito pela primeira vez - Poecilia
reticulata - por Peters em 1859, sendo que esta classificação
permanece até hoje.