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Introdução ao estudo da Doutrina
Espírita
A Doutrina Espírita tem por
princípio a relação do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo
invisível.
Mesas Girantes Como quer que seja, as mesas
girantes não deixam de ser o ponto de partida da Doutrina Espírita
... O Livro dos Médiuns - segunda parte, Cap. II,
60
Um dos primeiros fenômenos a serem observados sobre essa relação ficou conhecido como fenômeno das
mesas
girantes, quando
objetos diversos eram colocados em movimento, com ruídos e pancadas, sem
causa conhecida.
Se esse fenômeno ficasse limitado apenas ao
movimento dos objetos, poderia ser facilmente explicado pelas ciências
físicas. No entanto, pôde-se constatar que por trás desses movimentos, havia
a intervenção de uma causa inteligente. Descobriram que as mesas se
levantavam e batiam, com um pé, um número determinado de pancadas,
respondendo desse modo, por sim e por
não, segundo a convenção, a uma questão posta.
Obtiveram-se depois respostas mais desenvolvidas por meio das
letras do alfabeto: o objeto móvel, batendo um número de pancadas
correspondentes ao número de ordem de cada letra, chegava assim a formular
palavras e frases que respondiam às questões propostas. A precisão das
respostas e sua correlação com as perguntas aumentaram o
espanto. O ser misterioso causador desse fenômeno declarou que era um
Espírito, se deu um nome e forneceu diversas informações a seu
respeito.

Assim, quando um objeto é posto em movimento,
elevado ou lançado no ar, não é o Espírito quem o pega, o empurra e o
ergue como faríamos com a mão; ele o satura, por assim dizer, do seu
fluido combinado com o do médium, e o objeto, assim momentaneamente
vivificado, age como o faria um ser vivente, com a diferença que, não
tendo vontade própria, segue o impulso da vontade do Espírito."
O Livro dos Médiuns - segunda parte, Cap. IV, 77
Iniciação de Allan Kardec
Aprimoramento da comunicação O meio de correspondência
das mesas girantes era muito demorado e incômodo. O Espírito, então,
indicou um outro: adaptar um lápis a um cesto ou a um outro objeto
qualquer. Esse cesto, pousado sobre uma folha de papel, se pôs em
movimento pela mesma força oculta que fez mover as mesas. Mas em lugar de
um simples movimento regular, o lápis traçou, por ele mesmo, caracteres
formando palavras, frases e discursos inteiros de várias
páginas.
O papel primordial do
médium Observou-se que os objetos não podiam ser postos em
movimento senão sob a influência de certas pessoas dotadas de uma força
especial, designadas com o nome de médiuns, que quer dizer intermediários
entre os Espíritos e os homens.
A escrita
direta Mais tarde se reconheceu que os objetos usados nos
fatos anteriores não eram necessários, e o médium, tomando diretamente o
lápis, se pôs a escrever por um impulso involuntário e quase febril. Por
esse meio, as comunicações tornaram-se mais rápidas, mais fáceis e mais
completas. A experiência, enfim, fez conhecer várias outras variedades de
faculdades mediúnicas e soube-se que as comunicações poderiam ser feitas
pela palavra, pelo ouvido, pela vista, pelo tato,
etc.
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