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Eutanásia
O termo Eutanásia vem do grego,
podendo ser traduzido como "boa morte"ou "morte apropriada". O termo foi
proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra "Historia vitae et
mortis", como sendo o "tratamento adequado as doenças incuráveis". De
maneira geral, entende-se por eutanásia quando uma pessoa causa
deliberadamente a morte de outra que está mais fraca, debilitada ou em
sofrimento.
Recentemente, pudemos ver no noticiário televisivo, os
suicídios assistidos, provocados por Jack Kevorkian, médico de 70 anos que
afirmou ter levado à morte mais de 130 pessoas. Imagens mostrando na tela
os últimos momentos de vida de um paciente após injeção letal aplicada por
Kevorkian puderam ser vistas por quem quisesse. Kevorkian está enfrentando
numerosos processos por homicídio e suicídio assistido.
O que o
Espiritismo diz sobre esse atentado à vida?
Vejamos a resposta que
os espíritos deram à pergunta que Allan Kardec fez sobre esse assunto:
"Perg.: Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se
que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns
instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim? Resp.: Quem vos daria
o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem
até à borda do fosso, para dai o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e
alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último
extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja
soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas
previsões? Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar
desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso
definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros
exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro,
reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa
hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância.
Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da
agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.
O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é
inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se
passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os
derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a
vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas
lágrimas no futuro." S. LUÍS, Paris, 1860 O Evangelho
segundo o Espiritismo - Cap. 5, 28 |