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Uma lição
de humildade
"Tendo recebido, para os nossos companheiros de São Paulo,
determinado preito de amor que pertencia e pertence a eles e não
a mim, determinada comissão de companheiros nossos, de outras bandas
de Minas Gerais, me procurou numa das nossas reuniões da Comunhão
Espírita-Cristã, a cuja bondade e cuja proteção
tanto devo! Essa comissão me procurou para dizer que a recepção
do título honorífico em São Paulo era muito envaidecimento
da minha parte. Eu respondi que não tinha ido a São Paulo
para receber determinada homenagem para mim, que eu me fizera intérprete
assim qual se eu fosse o menor expoente de uma grande "firma"
de interesses espirituais para receber os certificados que pertenciam
e pertencem aos amigos e companheiros de São Paulo...
Os nossos companheiros insistiam que eu devia orar muito. Eu falei que
estava orando, pedindo a Deus para que as minhas imperfeições
não viessem a ferir o nosso movimento Espírita-cristão.
Um deles me falou com bastante severidade sobre a queda em que eu havia
incorrido e que devia considerar tudo isso para poder continuar com fidelidade
à Doutrina, porque eu estava sendo um instrumento de vaidade e
de personalismo dentro de nossos muros. (...) Sem nenhuma idéia
de ofender os nossos irmãos, eu respondi: quanto a isso, quanto
à queda, eu rogo a vocês para que fiquem tranquilos, porque
Deus há de me ajudar, Emmanuel há de me amparar e eu não
vou cair... Quando eu disse assim, alguns dos nossos companheiros me disseram:
Basta essa sua afirmativa para mostrar a que grau sobe a sua vaidade...
Se você diz que confia em Deus, que confia em Emmanuel e que não
vai cair, esse não vou cair que você disse, isso denuncia
a hipertrofia dos seus sentimentos, de personalidade dilapidada pela vaidade
e pelo orgulho... Por que é que você não vai cair?
Eu então respondi: Eu não posso cair, porque nunca me levantei!..."
(Livro: O Evangelho
de Chico Xavier, Carlos A. Baccelli)
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