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A dor ainda insiste em abra�ar-me.
Fujo, corro, viro a esquina,
E l� vem ela, presistente.
Carrasca minha,
Desilus�o perene e feia.
As palavras continuam em mim,
Povoando meus pensamentos divididos,
Arrancando-me l�grimas e gemindos.
Tais palavras que tanto me magoaram,
N�o fizeram eu deixar de te amar...
So me afastaram um pouco de ti.
Meu mart�rio talvez seja este...
Amar a quem jamais me amar�.
E sigo, ent�o, o meu caminho,
Sem reclama��es ou arrependimentos,
Esperando somente a minha hora ,
Quando serei feliz eternamente
(Silvia Silveira)
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