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CRIAN�AS (Livro: Fonte Viva de Francisco C�ndido Xavier)
Quando Jesus nos recomendou n�o desprezar os pequeninos, esperava de n�s n�o somente medidas providenciais alusivas ao p�o e � vestimentas. N�o basta alimentar min�sculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. � imprescind�vel o abrigo moral que assegure ao esp�rito renascente o clima de trabalho necess�rio � sua sublima��o. Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lament�vel abandono. A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no c�rcere ou no hosp�cio, mas o relaxamento espiritual no reduto dom�stico gera dem�nios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasi�es, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evid�ncia, atravessam largas faixas di s�culo, espalhando mis�ria e sofrimento, sombra e ru�na, com deplor�vel impunidade � frente de justi�a terrestre. N�o desprezes, pois, a crian�a, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada. Recorda que todos nos achamos em processo de edeuca��i e reeduca��o, diante do Divino Mestre. O prato de refei��o � importante no desenvolvimento da criatura, todavia, n�o podemos esquecer "que nem s� de p�o vive o homem". Lembremo-nos da nutri��o espiritual dos meninos, atrav�s de nossas atitudes e exemplos, avisos e corre��es, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a crian�a, nas tarefas de hoje, ser� conden�-la ao menosprezo de si mesma, nos servi�os de que se responsabilizar� amanh�.
Emmanuel
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