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Eu bendigo teus olhos, Pois � dentro deles que eu te vejo, Sei tuas alegrias e tuas tristezas. Sei da tua vida toda refletida No espelho que h� l� no fundo.
Eu bendigo tua boca, Que tantas palavras me disse Fazendo-me chorar, rir, brincar, Deixando-me lembran�as boas E at� mesmo ruins. Ela que deixou-me sentir teu gosto E saber que valeu � pena.
Eu bendigo teus bra�os, Que rodearam meu corpo Fazendo-me tremer e suspirar, Sentindo cada m�sculo de teu corpo Que parece ser todo certo, Mais at� do que eu gostaria.
Eu bendigo teu peito, Que v�rias vezes j� vi e senti Arfar em ritmo descompassado Por mim, eu sei... por mim. E que v�rias vezes j� vi e senti Pulsar forte de raiva e m�goa, Por mim tamb�m.
Eu bendigo tuas m�os, Que acariciaram-me as costas, Emaranharam-se em meus cabelos, Seguraram as minhas Trazendo-me ao peito Um cora��o disparado, agoniado.
Eu bendigo tuas pernas, Que me levaram em passos desvairados A rodopios de amor e calor. E se acalmaram em passos lentos, Juntando-se �s minhas Num bal� rom�ntico e �nico.
Eu bendigo a ti, Por me fazer sofrer tanto, Mostrar-me caminhos esmos, Sem foco de luz no final, Sem saber o que vai ser de mim Ou aonde vou parar. E, finalmente, eu bendigo a mim mesma Por criar coragem nesta hora, E afirmar, confiante, que te amo.
(Silvia Silveira)
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