AMOR E �DIO

Opostos que, estranhamente, se atraem.

�dio, pensamento in�spito,

Dor pungente dos que n�o vivem

E simplesmente sobrevivem.

Amor, car�cia dos que sorriem

E fazem de sua vida um mar

Que ondeia em dire��o ao c�u.

Bendito seja, pois, o inferno,

E que vivam l� os desaventurados,

J� que o fogo que arde

� o mesmo que se derrama

Em seus peitos ocos e funestos.

E bendito seja, pois, o c�u,

De onde a lua clareia a vida.

E que possam viver l� os errantes

J� que deles se faz a for�a

E em seus peitos h� amor.

Amor e �dio...

Que vivam ambos eternamente!

Pois, afinal, de que valeria a luz do c�u

Se n�o houvesse trevas no inferno para iluminar.


(Silvia Silveira)

VOLTAR
Hosted by www.Geocities.ws

1