ALMAS QUE SE ENCONTRAM
( L�nia Porcides)


Dizem que para o amor chegar n�o h� dia, n�o h� hora nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sens�vel de nossos �rg�os, o cora��o. Come�o a acreditar que sim. Mas percebo tamb�m que o fato deste momento n�o ser determinado pelas pessoas, quando chega quase sempre os sintomas s�o arrebatadores. Vira tudo �s avessas e a bagun�a feliz se instala.
Quando duas almas se encontram o que real�a primeiro n�o � a apar�ncia f�sica, mas a semelhan�a d'almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra. Se entristecem por n�o terem se encontrado antes, afinal, tudo poderia ser t�o diferente. No entando sabem que o caminho � este e que n�o haver� retorno para suas pretens�es.
� como se elas falassem al�m das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria, o desejo, mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrela�am passam a sentir saudade uma da outra num processo cont�nuo de reaproxima��o at� a consuma��o.
Almas que se encontram podem sofrer bastante tamb�m, pois muitas vezes tais encontros acontecem em momentos onde n�op odem mais extravasar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro, toda a emo��o contida � espera do encontro fatal.
Desejam coisas que se tornam quase imposs�veis, mas que s�o t�o simples de viver. Como ver o por-do-sol, caminhar por uma estrada com lindas �rvores, ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas, rir e brincar, brigar �s vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial. Amar e amar, muitas vezes sabendo que logo depois poder�o estar juntas de novo sem que a despedida se fa�a presente.
Por�m muitas vezes elas se encontram em um tempo e em um espa�o diferentes do que suas rrealidades possa permitir. Mas depois que se encontram ficam marcadas, tatuadas, e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas, elas jamais conseguir�o se separar. E o mais importante: ter�o de se encontrar em algum lugar. Almas que se encontram jamais se sentir�o sozinhas porquanto entender�o, por si s�, a infinita necessidade que t�m uma da outra para toda a eternidade.

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