QUALIDADE DE VIDA X TRANSPORTE URBANO
Caeté é hoje, das cidades da Rede Metropolitana de
Belo Horizonte, a que detém um dos índices mais altos de qualidade de vida.
Porém a sua população, que na sua maioria depende do serviço público de
transporte coletivo, está privada de gozar tal privilégio devido ao péssimo
serviço das empresas de ônibus. A Transluxo detém o monopólio do transporte
intermunicipal circulando nos horários de pico com ônibus super lotados,
muitas vezes sem condições legais de rodar (quantas vezes ficou detido na
barreira da Polícia Rodoviária por falta de documentos?); expondo os
passageiros a toda sorte, ao circular superlotado sem extintor de incêndio; ao
deixá-los na beira da estrada, num carro quebrado sem socorro, a mercê do ônibus
do próximo horário desrespeitando o usuário fiel e refém do péssimo serviço
prestado pela empresa. Com pouca alternativa de emprego em Caeté o cidadão,
obrigado a buscar o sustento da família nos grandes centros como BH, Contagem e
Betim é escravo desse sistema de transporte sem nenhum apoio das autoridades
locais que, entra governo e sai governo, nada faz para protegê-lo da tutela do
poder econômico da empresa que manobra para manter um sistema perverso. Órfã
de pai e mãe, inconsciente de seus diretos, a população começa a demonstrar,
num momento aqui, noutro ali, a indignação represada, prestes a rebentar;
ignorando a força que tem quando unida num mesmo propósito.
