Maria A's Blog
Genealogia
Carta de Armas de meu antepassado diogo Pires Drummond
fol. 19)







DRUMMONDS ESCÓCIOS











BRAZÃO D’ARMAS











Dom João por Graça de Deus Rei de Portugal e d’os Algarves, d’aquêm e d’alêm mar, em Africa, Senhor de Guiné, e d’a Conquista, navegação, commercio d’a Ethiopia, Arabia, Persia e d’a Índia, a quantos esta minha Carta virem. Faço saber que Diogo Pires Drummond, morador n’a minha Ilha d’a Madeira, me fez petição como elle descendia, por linha direita sem bastardia, por parte de sua mãe e avós, de geração e linhagem d’os Drummonds de Escócia, que n’aquelle Reino são fidalgos de cota d’armas, e de solar conhecido, e d’as principaes casas d’o reino, pedindo-me por mercê que pela memoria de seus antecessores se não perder, e elle gouvir e usar d’a honra d’as armas que pelos merecimentos de seus serviços ganhárão, e lhe fórão dadas, e assim d’os privilegios, honras, graças e mercês que por direito por bem d’ellas lhes pertence, lhe mandasse dar minha Carta d’as dictas armas, que estavão registradas em os Livros d’os Registros d’as armas d’os Nobres e fidalgos de meus Reinos que teẽ Portugal, meu principal Rei d’armas, a qual petição vista por mim mandei sobre ella tirar inquirição de testemunhas, a qual foi tirada por meu mandado pelos meus Dezembargadores d’o paço, pela qual prova elle supplicante descender d’a dicta geração d’os Drummonds de Escócia, como filho legítimo que é de Andreza Gonçalves Drum-







(verso)







Drummond, que foi filha legitima de Joanna Escocia de Drummond, que foi filha legitima de João Escocio Drummond, e Bisavô d’elle Supplicante, que foi filho de D. João Drummond Senhor de Escobar em Escocia, Irmão de Anna Bella, Rainha de Escocia, o qual procedia e descendia d’os principaes Senhores de Escocia d’a nobre casa de Drummond; segundo que todo isto claramente se provou por instrumentos publicos e autenticos, sellados com os sêllos d’a Chancellaria d’El Rei de Escocia, e d’os outros Senhores d’o Reino, que fórão approvados por meus Dezembargadores d’o Paço; pelo que de direito as suas armas lhe pertencem, as quaes lhe mandei dar esta minha Carta com seu Brazão, Elmo e timbre, como aqui são divisadas e registradas em os livros d’os registros d’o dicto Portugal, meu Rei d’armas; as quaes armas são as seguintes = “Um escudo com o campo de ouro, e três faxas ondadas de vermelho, e por differença uma brica de verde com um D. de ouro; elmo de prata aberto guarnido de ouro, paquife d’ouro e de vermelho com sua colheira d’ouro” = o qual escudo, armas e signaes possa trazer e traga o dicto Diogo Pires de Drummond, assim como as trouxérão, e d’ellas usárão seus antecessores, em todos os logares de honra em que os dictos seus antecessores, e os nobres e antigos fidalgos sempre costumárão a trazer em tempo d’os mui esclarecidos Reis meus antecessores, e com ellas possa entrar em batalhas, campos, duellos, reptos, escaramuças, desafios, e exercitar com ellas todos os outros actos licitos de guerra e de paz; e assim as possa trazer em seus firmaes, anneis, sinetes e divisas,







(fol. 20)







e as pôr em suas casas e edificios, e deixal-as sobre sua sepultura propria, e finalmente se servir, honrar e gouvir e approveitar d’ellas em todo e por todo como a sua nobreza conveẽ; porêm mando a todos meus Corregedores, Dezembargadores, a Juízes e Justiças, Alcaides, e em especial ao meu Rei d’Armas, Arautos, e Passavantes e a quaesquer outros Officiaes e Pessôas a que esta minha Carta fôr mostrada, e o conhecimento d’ella pertencer, que em todo lh’a cumprão e guardem, e fação cumprir e guardar como em ella é conteûdo, sem dûvida nem embargo algum que em ello lhe seja posto, porque assim é minha mercê. Dada em a minha mui nobre e sempre leal Cidade de Lisbôa aos dezenove de Março. El Rei o mandou pelo Bacharel Antonio Rodrigues seu principal Rei d’Armas. Antonio d’Hollanda por Pedro de Evora, Escrivão d’a Nobreza, a fez, anno de Nosso Senhor Jezus Christo de mil quinhentos trinta e oito annos = Portugal, Rei d’Armas.











JUSTIFICAÇÃO







d’a origem d’esta Familia.











Em nome de Deus, Amen. A todos e a cada um de qualquer estado, ordem, condicção, ou dignidade que seja, que as prezentes lettras e instrumento publico hajão de vêr, ler e ouvir, que n’o anno d’a incarnação d’o Senhor, comforme o modo d’a Egreja escocianna, de mil quinhentos vinte e cinco annos, aos dezoito dias d’o mês de Maio, indicção treze, e n’o segundo anno d’o Pontificado d’o Sanctissimo em Christo Paes e Senhor nosso, Clemente por divina Providencia. Papa septimo,







(verso)







n’o duodecimo Anno d’o reino d’o Excellentissimo Principe e Senhor nosso Senhor Jacobo, illustrissimo Rei de Escocia quinto, n’o Paço d’o Reverendissimo em Christo Pae e Senhor nosso, Senhor Jacob por Graça de Deus e d’a Sé Apostolica, Arcebispo de Sancto André, Primas de todo o Reino de Escocia, Legado e Cancellario d’o mesmo Reino, e Commendatario perpetuo de Dumferling, e d’o Conselho d’o dicto Supremo Rei nosso, abaixo d’o Burg de Edimburget, e em prezença d’o meu Notario Publico, e d’as testemunhas abaixo escriptas, pessoalmente apprecêrão os nobres e poderosos varões Archibaldo Conde de Angusia e Senhor de Duglas, Jorge Conde de Huntley e Senhor de Gordon, Roberto Barton Senhor de Barton, antes chamado Rotulator d’o Conselho Supremo d’El Rei nosso Senhor, e Governador do Senhor David Drummond de Estobald, pupilo, João Drummond Senhor de Bordland, Jacob Drummond Senhor de Pit, David Drummond Senhor de Milnab, e Guilherme Drummond Senhor de Pitcorne, d’a geração e familia d’o dicto David Senhor de Drummond de Stobhal, gozador por longa successão de tempos; os quaes todos e cada um dicerão que porque a verdade se havia de preferir á amizade, e se d’a uma e d’a outra se tractára a questão, mais sancto era honrar a verdade, d’onde vinha que os dictos Senhores Condes, Barões e Nobres, não com dadivas nem amisade, mas só movidos d’a verdade dérão testemunho certissimo e verissimo, e de presente o dão, que vindo- lhe a sua noticia de maneira que ha cem annos e mais, que o Senhor João de Drummond, filho d’o Senhor João de Drummond de Estobald n’a Ilha d’a Madeira







(fol. 21)







morreu, o qual em quanto viveu, porque era Escocez, não usando de proprio vocabulo de sua geração e ascendencia, como costuma muitas vezes accontecer áquelles que se mudão para nações estranhas, mas usando d’a lingua portuguêsa, ou de outra qualquer particular, os homens d’aquella Ilha lhe costumárão chamar João de Escocia, o qual não se esquecendo de sua nobresa pelas grandes partes de seu animo, veio a enriquecer muito, e porque seus filhos depois não viessem, nem fossem tidos e respeitados, por de geração obscura e baixa, descobrio estas cousas a seu Confessor e a outros, e de que maneira, deixando o Reino de Escocia, se partira para a dicta Ilha d’a Madeira, e que ahi casára e gerara muitos filhos e filhas, os quaes depois, até estes tempos presentes, d’este tronco, em augmento e louvor d’a Religião Christaã, e honra d’esta nobre familia de Drummond, se estendérão, e nascêrão mais de cem pessôas, pela qual causa, sendo chamadas em ajunctamento muitos d’a nobre familia de Drummond, e revolvendo-se diligentemente as armas e antiguidades d’a dicta familia, conforme ouvirão e alcançárão de seus antepassados, e certissima e indubitalvelmente, conhecêrão que o dicto Senhor de Drummond, que n’a Ilha d’a Madeira falleceu, fôra filho d’o Senhor João Drummond Estobald, o qual era irmão d’a Ilustrissima Senhora Ara Bela Rainha de Escocia, d’a qual successivamente por linha direita os nobilissimos Reis d’Escocia succedêrão, d’os quaes o quinto mancebo ainda n’estes nossos tempos reina ditoso. E que o mesmo fôra irmão d’o nobilissimo Senhor Malcolino de Drummond Conde de Marren, e que nascêra junctamente com quatro irmãos







(verso)







de preclara nobreza de uma filha d’o nobilissimo Senhor Millo de Sancto Claro, Conde de Orcadia, o qual Senhor João de Drummond, morto seu pae e Senhor João de Drummond de Stobald, por ser homem magnanimo e mui desejoso de conhecer varias nações e correr diversos reinos, deixando o reino de Escocia, seguindo melhor fortuna a que a esperança o guiava, se partio para França, e d’ahi para o reino de Granada para pelejar contra os inimigos de Christo contrarios de graça aos Christãos, e depois se partio para a Ilha d’a Madeira, aonde, como acima fica dicto, deixando muita geração morreu. E o mesmo era irmão d’o Senhor Walteri Senhor de Stobald d’a Nobre e inclita familia de Drummond, d’a qual descendêrão quasi todos os grandes, Duques, Condes, e Barões d’o Reino de Escocia, e a mesma nobreza real, ou pelo menos são comjunctos em sanguinidade e afinidade aos progenitores d’a mesma familia de Drummond; e para que começando d’os principios appareça mais acrescentada a honestidade e honra d’esta familia, e a base e origem d’este Reino d’os Escoceses, d’onde se estendêrão tantos noblissimos ramos, em todos seja claro e manifesto, passados pouco menos de quinhentos annos; Edgard, filho de Duarte Rei de Inglaterra, morto seu pae, soffrendo muitos infortunios de seu reino e fugindo a um irmão de seu pae, que tirannicamente pretendia tomar-lhe o reino, por conselho e persuasão de um nobilissimo e prudentissimo Varão que El Rei Ungaro tinha mandado com sua filha, mãe d’o dicto Edgaro, quando se veio receber com o dicto Duarte a Inglaterra para a acconselhar, como sua Mãe Mar-







(fol 22)







Margarida se embarcárão para Ungria, e levantando-se uma tempestade deu com elles em uma enseada d’o mar de Escocia; e sabendo Malcolino, Rei d’os Escocezes d’o dicto naufragio, mandou alguns d’os grandes de seu Paço, que, se algum d’aquelles nobres Ingleses escapárão d’o perigo d’o naufragio, lh’os levassem, aos quaes incitando com a fertilidade d’a terra, se casou com a Margarida, a qual, alêm de outras obras esclarecidas que fez, foi o celeberrimo Mosteiro de Dumferlino, trazendo para elle varões de grande e admiravel religião, e o dotou de possessões mui amplas, a qual esclareceu e esclarece em muitos milagres, e é muito celebrada e honrada n’o catalogo d’os Sanctos de Escocia. Esta sanctissima Rainha e seu Marido Rei d’os Escocêses forão mui inclinados áquelle Ungaro que dicémos fôra progenitor d’esta familia de Drummond, e tão conjuncto por consanguinidade com a Rainha que o enriquecêrão com amplissimos dons e mercês, e senhorios, e d’os quaes até esta hora gósão os successores do dicto progenitor, e para que a origem de Drummond com diuturnidade d’o tempo não perecesse, e se acabasse n’a memoria d’os homens, o primeiro senhorio que a dicta Rainha ao progenitor foi chamar-lhe Drummond, a qual palavra em latim quer dizer enchente e summa de aguas; e por esta causa deu por armas a esta insigne familia as ondas d’o mar fluctuoso de rubia em um campo de ouro, em signal d’o perigo em que esta Rainha se vio n’o mar, para o progenitor e seus descendentes, e que essas armas fossem levadas por dous homens silvestres porque aquelle Senhorio n’aquelle tempo era silvestre o man-







(verso)







mandou sustentar e trazer, assim como todos os d’aquella familia até hoje trazem e mandárão aos seus parentes que n’a Ilha d’a Madeira mórão o trouxessem; e para que em todo o logar se dê credito, a todas e a cada uma d’as causas que n’este presente instrumento com seus escudos d’armas e subscripções de suas proprias mãos, e com escudo d’o dicto Senhor David Senhor moderno de Drummond, n’o qual está esculpido as insignias d’a familia de Drummond, em fé e testemunho d’o sobredicto será commum, e para que se dê maior credito a seus testemunhos juncto ao d’o Reverendissimo Senhor Arcebispo e Cancellario pedirão que se dependurasse aqui o sêllo grande d’o supremo Senhor Rei nosso presente, e por mim Notario Publico com juramento d’a Sé Apostolica em presença d’as testemunhas abaixo escriptas me mandárão subescrevesse e assignasse, sôbre as quaes cousas todas, e cada uma d’ellas o dicto Roberto Berton, Senhor de Berton, d’o Conselho d’o dicto Supremo Senhor Rei nosso pediu a mim Notario Publico um ou muitos, publico ou publicou instrumento ou instrumentos; e fôrão feitos n’o dicto logar, n’o Reino de Escocia juncto ao meio dia n’o anno dia e mêz, indicção e Pontificado dicto n’o principio. Estando ahi presentes os Reverendos Padres em Christo Gavvino pela Misericordia de Deus Bispo de Charia, d’o registro d’os rotulos, e d’o Conselho d’o Senhor Nosso Rei Jacobo, Bispo Dumblamente, os nobres e poderosos Senhores Colino Comde Ergalia, o Senhor Campbel e Lorne, João Conde de Lenox e o Senhor de Derville, Berto Conde de Gloncarne, Senhor de Falmaver, João Lindsey Senhor de Petring, João Stre-







(fol. 23)







Stremevilg Senhor de Hert, Jacobo Toveert Senhor de Imerslet, soldados, João Chartres Senhor D’Aviz, Mestre David Lengorne, Senhor Alexandre Scat Capellão Adam Read de Sterquinet com outras muitas testemunhas rogadas para a verdade d’estas cousas. E eu Mestre João Chapman Clascogen por apostolica auctoridade Apostolico Notario, porque passando todas as cousas e cada uma d’ellas assim e d’a maneira que estão dictas junctamente com as testemunhas nomeadas, a que tudo me achei presente, e todas estas cousas e cada uma d’ellas vi fazer e ouvi e alcancei, por isso fiz instrumento publico escripto por minha mão e subescrevi e publiquei, e com o signal, nome e subscripção que costumo e assignei rogado e requerido em testemunho d’a verdade de todas e cada uma d’as cousas acima declaradas = João Chipman, etc.











CARTA







D’EL REI JACOBO DE INGLATERRA



PARA D. FILIPPE REI DE PORTUGAL



EM ABONO D’ESTA FAMILIA.











Jacobo por mercê de Deus, Rei d’a Gran-Bretanha, França e Hybernia, Defensor d’a Fé, etc, ao Serenissimo Principe e Senhor Filippe terceiro Rei d’as Hespanhas, de ambas as Sicilias, de Jerusalem, d’as Índias, etc., Arquiduque de Austria, Duque de Borgonha e de Milão, etc., Conde d’Ausburgo Ferrol, etc. Serenissimo Rei, irmão parente e amigo, nosso mui amado Martim Mendes de Vasconcellos (*), que vive n’a Ilha chamada de São Pedro n’as partes d’o Brazil nos pediu por sua petição que quizessemos fazer certo a Vossa Magestade como elle e os mais de







(*) Com este sinal, na margem externa, está o teór seguinte: - (*) Este título de Vasconcellos Teixeiras § 6.º, N.º 5.º. (Tomo 3.º pag: 112 - v.º )



(verso)







de sua geração que vivem n’o Brazil, ou n’a Ilha d’a Madeira, descendem d’a antiga e nobre familia d’os Drummonds n’o nosso Reino de Escocia, e o mesmo nos pedirão as principaes cabeças d’a mesma geração d’os Drummonds, dizendo que teẽm achado por certo que as gerações sobredictas d’o Brazil e Ilha da Madeira depende de seus antepassados, nós inclinando- nos de bôa vontade, confirmâmos diz certo queos sobredictos descendem d’a familia e geração d’os Drummonds; e constando- nos a nós d’a nobreza e familia de Martim Mendes, e d’a honra e logar em que eu tenho em meus Reinos as Cabeças e Principaes d’esta familia, assim por razão de sua nobreza como d’o estreito parentesco que comnosco teẽ, não menos vol-o-hei por encommendado do que antigamente o fôrão seus antepassados, aos Reis de Portugal vossos Avós, queremos-vos pedir isto para que Martim Mendes entenda quanto nós para comvosco podemos e valemos, fazendo vós grande caso d’elle e de todos os demais de sua geração; que estão em vossos Reinos e Senhorios, e vos rogâmos que o mesmo Martim Mendes n’o primeiro logar, depois d’elle todos os ma is parentes seus, acham em vós aquelle favor e mercê, e muito maior se for necessário, que achárão n’os Reis de Portugal vossos avós, nós consequentemente se houver alguma occasião e algum d’os vossos espere e queira nossa mercê nós lhe faremos mui compridamente. Deus nosso Senhor guarde a Vossa Magestade, e conserve seus Estados por largos annos. Dada em nossa Côrte, de Sensbursense doze d’Agosto Anno d’o







(fol. 24)







d’o Senhor mil seiscentos e treze. De Vossa Magestade irmão que muito vos ama. El Rei Jácobo.



Todos os documentos referidos tenho autenticos em meu poder.







§ 1.º







N.º 1 – João Escocio, o primeiro que veio a ésta Ilha logo depois d’o seu descobrimento, era natural d’o Reino d’Escocia, e filho de João de Drummond, Senhor de Stobald e irmão de Arabella mulher de Roberto (*), Reis de Escocia, de quem descendem os Reis de Inglaterra, como largamente consta d’a justificação e mais documentos ao principio d’este título. Viveu n’a Villa de Sancta Cruz, onde teve bôa fazenda, e ahi:



Casou com Branca Affonço, irmaã do primeiro Vigario d’a dicta Villa, os quaes erão naturaes d’a Covilhaã em Portugal.







De quem houve







2 – João Escocio, o Môço.



2 – Diogo Escocio, § 2.º.



2 – Catharina (*) Escocia, mulher de Pedro Teixeira, de Machico.







(*) Esta palavra Roberto está escrita em letra diferente, e antes estava escrito Jaime; e na margem externa, a lapis, diz: - Jaime, Rei d’Escocia.



(*) Em estrelinha superior a este nome “Catharina”, está (em letra diversa e em tinta d’outra côr mais clara, como corrigindo) a palavra “Clara”.







2 – Guimar Escocia (1) mulher de Henrique Fernandes de Lordello, em Machico, filho de João Fernandes de Lordello e de Izabel Teixeira, filha do 1.º Capitão Tristão Vaz, em título de Teixeiras, § 1.º N.º 1.º .



2 – Beatriz Escocia, mulher de Antão Alvaro de Carvalho, de quem vêem os Carvalhos de S. Gil em seu titulo, § 1.º, N.º 1.º.







(1) Na margem externa, com este sinal, está o teór seguinte: - (1) D’ estes foi filha Branca Affonço, que foi 2.ª mulher de João Corrêa Valente, em titulo de Espinolas Adornos, § 1.º, N.º 3.º, e Guimar de Lordello mulher de João de Freitas, em tit.º de Freitas de St.ª Cruz, § 1.º, N.º 2.º.







(verso)







2 – Izabel Annes Escocia, mulher de João de Leiria, em St.ª Cruz, e fôrão paes de:



3 – Ignez Pires de Leiria, mulher de João de França, em título de Franças, § 1.º, N.º 2.º.



3 – Izabel Antunes Drummond, mulher de João Rodrigues de Perada, c. g.



3 – Leonor Escocia, mulher de João Rodrigues de Sancta Cruz, c. g.



3 – Branca Affonço, mulher de Gonçalo Ferreira de Carvalho, em titulo de Carvalhos Ferreiras, § 1.º, N.º 1.º.



2 – Joanna Escocia, mulher de André Pires, e fôrão paes de:



3 – Ignez Escocia, mulher de Gil de Gramacho paes de Salvador Gramacho sogro de Henrique Moniz de Menezes, Commendador de St.ª Cosma.



3 – Joanna Escocia, digo Beatriz Pires, mulher de Fernão Favilla, em titulo de Favillas.



2 – Catharina Annes, mulher de Gaspar Gonçalves Ferreira, filho de Gonçalo Ayres Ferreira, em titulo de Ferreiras, § 2.º, N.º 2.º.



2 – Branca Affonço, mulher de Belchior Gonçalves Ferreira, irmão de seu cunhado, e filho tambem d’o dicto Gonçalo Ayres Ferreira, em titulo de Ferreiras, § 3.º, N.º 2.º.



De todas estas filhas procedeu grande geração, que não seguimos.



2 – João Escocio, filho 1.º de João Escocio, o Velho.



Casou com Guimar de Lordello, filha de João de Freitas, de St.ª Cruz.







De quem houve







3 – Gonçalo de Freitas Drummond, que foi instituidor d’a Capella de N. S. d’o Pilar, em quem







(fol. 25)







se continua descendencia a pag. 127, e d’este procedem os Freitas Drummonds Aragões.



3 – Guimar de Lordello.



3 – Catharina de Freitas. (1)







§ 2.º







N.º 2 – Diogo Escocio, filho 2.º de João Escocio, § 1.º, N.º 1.º, foi Clerigo.



Houve, não sei se legitimos, se B. B.



3 – Izabel Escocia, mulher de Fernão Caldeira, s. g.



3 – Guimar Escocia, que não casou, e n’ella houve o Capitão Simão Gonçalves d’a Camara, a Francisco Gonçalves d’a Camara, em titulo de Camaras, § 1.º, N.º 3.º.







(1) Na margem externa, com este sinal, está o téor seguinte: - (1) Esta Catharina de Freitas foi mulher de Pedro Teixeira, fidalgo d’a Casa Real, filho de Anna Teixeira, filha de Tristão Vaz, 1.º Capitão de Machico, e de seu marido .................. em título de Teixeiras, §1.º, N. º 1.º e foram Paes de :4 – João Teixeira; 4 – Frei Jordão Escocio; 4 – Branca Teixeira, que mulher e de Diogo Affonço; 4 – Izabel Barradas; 4 – Anna Teixeira, que foi mulher de Bartolomeu Nunes, pessoa nobre d’o Pto. Santo, e foram Paes de: 5 – Catharina Escocio Drummond, que justificou sua ascendência em 1586 e casou com Pedro Teixeira Delgado, e teve: 6 – Antonio Teixeira Escocio, que casou com Guimar de Castro Menezes, e teve: 7 – Manuel Mendes Ruas; 7 – D. Catharina; 7 – D. Maria Escocio de Menezes, que foi mulher de Sebastião Coelho Calaça, e forão Paes de: 8 – D. Maria Escocio, mulher de Gabriel Pestana de Vellosa, título de Pestanas Vellosas, § 1, N.º 2.







(verso)
2007-04-28 09:09:17 GMT


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