Notas
(1) Um exemplo desta variedade pode ver-se na lista de nomes suevos começados pela letra A publicada por Francisco J. Veloso no "Boletim de Trabalhos Históricos", vol. XXXIII, de Dezembro de 1982.
(2) "Na sua generalidade são os nomes germânicos compostos, como também muitos dos gregos, de dois elementos, no uso quotidiano, porém, o segundo destes era por vezes omitido e à forma assim encurtada...dá-se a designação de hipocorística. a esses nomes, constituídos assim por uma raíz única, ajuntavam-se por vezes, sufixos de sentido diminutivo".
J. J. Nunes, "O elemento germânico no onomástico Português", in "Homenaje ofrecido a Menendez Pidal", vol. II, págs. 577 - 603
(3) Enrique de Gandia, "Del origen de los nombres y apelidos"
(4) "O património visigodo da língua portuguesa", in "Congresso do Mundo Português", I Congresso, II Secção
(5) Não foi só na Península Ibérica que isto aconteceu. Entre os povos galo-romanos estabeleceu-se rapidamente o "costume de, por snobismo, dar aos filhos nomes germânicos".
Jacques le Goff, "À civilização do Ocidente Medieval".
Em Itália, "na época dos bárbaros aboliu-se o uso do apelido, e os vencidos, à semelhança dos vencedores, denominavam-se apenas com os nomes próprios ou no máximo com algum sobrenome pessoal, que os distinguisse de um homónimo".
F. Rodriguez, "Case italiane di origine imperiale o Reale", in "Rivista di Araldica e Genealogia", Marzo-Aprile 1933.
(6) Leite de Vasconcelos, em "Antroponímica Portuguesa", defende uma opinião diferente. Segundo ele, o uso dos patronímicos teria começado em tempos íbero-romanos, vindo ininterruptamente até os séculos XV - XVI. O facto de as inscrições funerárias pertencentes aos primeiros tempos da idade média cristã (séculos V - VIII) indicarem apenas um nome para cada pessoa explicar-se-ia pela humildade dos fiéis.
(7) Enrique Gandia, ob. cit.
( 8 ) Pierre David, "La Métropole éclésiastique de Galice du VIII au XI siécle".
(9) Vittorio Bertoldi, in "Onomastica iberica e matriarcado mediterraneo", separata da "Revista Portuguesa de Filologia", vol. II, indica como exemplo o caso dos nomes compostos HAR BELEX E UMAR-BELLES, no país basco, que aparecem junto aos nomes dos filhos BONBELEX e BELES, e outras inscrições, como INDERCA INDERCILLI, em que H. Schuchardt via duas derivações de um apelativo ibérico correspondente ao basco "indar", força, adoptado na forma "Inderquina" de famílias portucalenses. Outros exemplos: BELEX BELEXCONIS f., e VISALIA VISALI f., em que a filha herda o nome paterno VISALUS. Leite de Vasconcelos nas "Lições de filologia Portuguesa" aponta "FIRMINA FIRMI" e "RUFINUS RUFI", em inscrições da época lusitano-romana.
(10) "Pelo facto de uma personagem usar o nome Lamberto, deve-se concluir que teve, numa data relativamente próxima, um antepassado com o nome Lamberto: mas esses primeiro Lamberto tanto se pode encontrar na série dos seus antepassados paternos como na dos seus antepassados maternos..."
Maurice Chaume, "Pour les recherches généalogiques dans le haut Moyen Age - Les indices", estudo incluído na colectânea "Recherches d´Histoire Chrétienne et Médievale".
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