Estou perplexa, Cavaleiro.
Minha espada
desembainhada
de repente
não tem razão
nem comunhão
com causa alguma...
À beira do Escuro
ainda procuro
espada em riste
por uma razão!?
À beira do Nada
para que espada
e para que
diga-me, Cavaleiro
haveria um nexo?
Também ficaste perplexo
perdido no turbilhão
sem uma mão
que te guiasse?
Tu, que seguiste
espada em riste
por este mesmo Caminho
sinistro, sozinho
diga-me, Cavaleiro
para que a espada
se não vale mais nada
o nosso lutar?
Diga-me, Cavaleiro
no que se transmuta
a minha espada
depois da Cruzada
chegar ao seu fim?
Ah, mas eu sei...
No alto da rocha
como uma tocha
minha espada é a Cruz
um raio de Luz
saindo da Rosa
escura, sinistra
do meu turbilhão...