(26/09/00)
© Dalva Agne Lynch
 
 
 
Estou quase chegando. Quase ultrapassando
a camada informe do ser-se, mergulhando
corpo e tudo o que demais sou eu
no nao ser-se - na dissolução deste eu
que se me gruda como fardo
que amo como amante e amigo
que odeio
que dispo como roupa, velha e suja
chorando
às margens escuras do rio da separação
na dispersão eterna
na Unidade do ser-se
afinal
real.
 
 
 
 
              
 
 
 

 

 

 

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