Ah, perguntam-me,
por que você não gosta do Natal? Pois vou contar a vocês porque
não gosto do Natal. Porque escondo-me das luzes e dos cânticos e das
árvores enfeitadas.
Dallas, Dezembro de
1985
A enorme árvore de Natal estava
perto da janela, toda decorada. As crianças riam, felizes, desenhando suas
diferentes versões do que são ovelhinhas, vacas e burrinhos. Havia cartolina,
lápis de cor , cola e tesouras espalhados por toda parte sobre o tapete
verde-claro.
A linda cabecinha de cabelos loiros
cintilantes de Joseph, de cinco anos de idade, apareceu por detrás de uma enorme
caixa de papelão que ele estava usando como mesa de desenho.
Será que eu percebi, naquele
momento, que esta seria a última vez que eu o veria?
Mas eu parei para olhar o sol brincando
em seu cabelo esvoaçante. Sua mãozinha segurava com força o lápis de cor,
enquanto que ele se absorvia inteiramente em seu trabalho.
- Mommy, vem! Vem ver o que eu
fiz!"
Ele levantou orgulhosamente seu
desenho.
- Só um pouquinho, Jo-Jo. Já
vou lá!
...mas eu nunca cheguei a ir até
ele...
Esta foi a última vez em que o
vi, por doze longos anos.
São Paulo, Dezembro de
1998
Entro na sala da TV. Joseph,
dezenove anos, está deitado no sofá, de bermudas e camiseta, com seu cabelo
loiro caindo na testa. grandes olhos azuis me fitando.
- Alô, Mom!
Coloco minha mão sobre sua
cabeça, acariciando seu cabelo macio. Meu Joseph. Foi por isso que sobrevivi
todos estes doze anos, Joseph. Pensando em um momento como este - meus filhos
todos juntos, vendo TV.
- Hora de dormir,
meninos!
- Não, Mommy, por
favor!
Vou deixar que fiquem
acordados - como sempre. Daí eles vão vir, um por um, para me dar um beijo de
boa noite, enquanto eu me sento aqui no computador, e tento me lembrar dos meus
tempos de mentira e engano. Meus doze Natais lutando por meus filhos.
Será que valeu a pena,
Joseph, passar por tantas mentiras e engano, para ter você de volta entre seus
irmãos?
Ele não pode ler meus
pensamentos. Mas levanta seus lindos olhos azuis, e sorri.
Sim, meu Joseph, valeu a
pena. Cada terrível minuto de falsidade e mentira, Joseph, valeu a pena.
Você está de volta em casa,
entre seus irmãos.
Nunca se pergunte se existem
milagres. Eles existem, quando você ama tanto, que está disposto a entregar até
mesmo seu corpo e toda sua vida, para resgatar o que ama.
Esta é a história de Natal -
mas ela ainda não terminou.
Os monstros que me tomaram
meu Joseph e seu irmão mais velho ainda estão em poder de minha filhinha. Eles
ensinaram a ela que sua mamãe é maligna, e agora ela tem medo de mim. Meu Esposo
também está com eles, e sofreu uma severa lavagem cerebral, e somente agora,
dezoito anos mais tarde, começou a abrir os olhos. Para ver os "Santos" que
destruíram minha família, entre em http://www.thefamily.org/
Mas um dia as luzes do
Natal nao mais significarão, para mim, a ausência.
Juntem suas preces às minhas,
meus amados. Que os portais do Céu abram nesta mágica noite
.
Porque vou gostar do Natal
apenas quando o Senhor cumprir suas palavras:
"E restiruir-vos-ei os
anos que foram consumidos pelos gafanhotos." (Joel
2:25)
No precioso nome do Senhor,
Dalva Agne Lynch e Joseph Gabriel Lynch, meu
filho
(esta página foi criada por meu filho Joseph e eu
no Natal de 1998, e posteriormente modificada. O texto faz parte de meu livro
"Heavenly Elite - an inside view of the Christian group The
Family")