Maldita

(24/11/00 - 03:30)

 

ou Bavaria, circa 1365 -

 

 

 

© Dalva Agne Lynch

Da  torre de vigia
em noite fria
vejo-te partir...
Preferiste 
os ermos campos
ao terror
do meu amor -
minha boca
gotejante
ofegante
em desvario...
No aço letal
de meu punhal
eu selo a sorte.
Amado,
prefiro a morte
ao desamor...
Mas, ah, desdita!
Sou maldita -
não há morte
para mim...
 
 

 
 
 

 

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