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DIVINA
COMÉDIA
(Canto
V - Inferno)
©
Dalva Agne Lynch

Por
que de tanto amor assim se pena
Quando
enfim a ribalta se escurece
E no
aplauso a platéia se emudece
E se
fecha a cortina sobre a cena?
Seria
suficiente esse saber
que o
pranto segue a cada beijo louco
e que viver
intenso sonho é pouco
E as
Nornes se nos cobram o prazer!
E
todo abraço, o enlevo de doçura
e
o verso, assim trocado ternamente
apagam-se
na dor e na amargura!
Ah,
estultícia, amante condenado!
Melhor
seria nunca ter nascido
Que
colher dores por se ter amado!
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Tela original: Ilustração de Gustave Doré - Virgílio e
Dante observam as almas condenadas pelo pecado da luxúria sendo
carregadas pelo vento. No primeiro plano, Paolo e Francesca
- Canto V -
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Música incidental: Massenet - Elegie -
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