Então o homem começa a falar: "Filho,
como você duvida de seus antepassados, e só
sabe pouca coisa sobre a origem do homem no seu mundo,
assim também nós tínhamos dúvidas
sobre os nossos antepassados. O nosso conhecimento, as
nossas informações, os nossos documentos
escritos, nossa documentação são
tão escassos quanto os seus. Só nos permitem
saber e sentir que os nossos antepassados - que também
são os seus - vieram da civilização
chamada Maoth, que - sim - ainda existe no centro da Terra.
Qual a origem deles, não sabemos.
Nascemos e aprendemos no continente que vocês hoje
chamam de Atlântida. Naquela época havia
outro continente, localizado no oceano Pacífico,
conhecido por vocês como Lemúria, cuja população
não era tão rica em conhecimentos e capacidade
técnica.
Os lemurianos estavam na fase de exploração
com suas ciências limitadas. Só tinham criado
a tecnologia para as viagens pela água; e desse
modo estavam-se preparando para explorar e se instalar
em outras partes do globo.
Nós, da Atlântida, porém, possuíamos
não só a capacidade de viajar pelas águas,
como ainda a capacidade de viajar dentro da água;
e a capacidade de viajar no ar, e podíamos visitar
outras civilizações no universo e depois
voltar a Maoth.
Antes de existirem a Atlântida e a Lemúria,
houve períodos de convulsões e destruição
que devastaram as terras tanto no interior como na superfície
da Terra. Esses fatos têm de ocorrer em todos os
ciclos."
A velha concorda, meneando a cabeça, e pega o
fio da história.
"Entende, filha, tínhamos conseguido uma
grande habilidade em captar a energia de dentro da Terra
e a energia cósmica do universo, mas não
sabíamos que estávamos colhendo demais.
Tampouco tínhamos os conhecimentos ou a capacidade
de armazenar o que tínhamos colhido. Para esclarecer
isso em sua cabeça, pense no que acontece com as
frutas e legumes, produtos da terra. Como você sabe,
se colhermos produtos demais e estes não forem
devidamente armazenados, eles simplesmente apodrecem e
se decompõem. Quando a energia é colhida
e não é totalmente consumida, ela continua
a se acumular, nunca se dissipando, mas tornando-se cada
vez maior. Quanto maior se torna a energia, menos controlável
ela será - e foi isso que aconteceu.
Tínhamos atraído mais energia do que éramos
capazes de armazenar ou consumir. Consequentemente, ela
se descarregou de nossa pilha numa centelha gigantesca,
viajando entre o Pólo Norte e o Pólo Sul.
Essa centelha foi tão grande que causou uma catástrofe
que não tínhamos previsto, nem poderíamos
jamais conceber, nem mesmo com toda a nossa habilidade
técnica e nossa sabedoria secular.
Gerada essa centelha, ocorreu uma reação
em cadeia, que não pôde ser detida. Tivemos
de permitir que ela seguisse e atingisse sua força
total, e nesse ponto os continentes de Atlântida
e Lemúria tiveram o seu fim catastrófico.
Ambos os continentes foram arrasados! Lemúria era
mais vulnerável, e aquela infeliz massa de terra
chegou a desintegrar-se; enquanto que a Atlântida,
sendo um continente mais estável, fragmentou-se
em meia dúzia de pedaços antes de ser inundada
pelas águas do oceano."
Então falha o velho: "Sim, os vários
fragmentos da Atlântida submergiram sob a superfície
da água. E agora, depois de dezenas de milhares
de anos, ficou totalmente coberta pelos detritos oceânicos
que se acumularam lentamente sobre ela. No entanto, à
medida que a Terra for sofrendo terremotos e convulsões
submarinas, cada vez aparecerão mais partes da
Atlântida, novamente descobertas. Uma modificação
cíclica da Terra será anunciada quando as
massas de terra da Atlântida voltarem à superfície,
quando as montanhas voltarem a ser relevo submarino.
Antes da submersão da Atlântida, nossos
pais e avós tinham realizado muita coisa. Ensinaram-nos
que o Todo-Poderoso este presente em todo o universo.
Tínhamos aprendido a traçar os ciclos do
universo e a equacionar esses ciclos com os ciclos do
tempo, os ciclos da história e os ciclos da humanidade.
O nosso conhecimento da energia nos foi dado por nossos
antepassados.
Tinham-nos ensinado a construir uma estrutura - uma estrutura
para abrigar as ciências; essa mesma estrutura abrigava
a religião; essa mesma estrutura encerrava o conhecimento.
Essa estrutura armazenava a energia, e era simultaneamente
a emissora e a produtora dessa energia. Todos nós
e nossas máquinas tínhamos poder ou energia
por meio dessa estrutura única. As nossas mentes,
bem como nossos corpos, eram nutridos por essa estrutura.
Os nossos corpos foram formados por meio dessa estrutura.
Sim - essa estrutura é a pirâmide! Bastava-nos
uma, e essa estrutura foi um projeto da antiga sabedoria
de Maoth, o mundo interior.
Alguns de nossos antepassados de Maoth fundaram e colonizaram
a Atlântida na superfície da Terra, como
experiência para ver se o progresso dos atlantes
na superfície seria paralelo ao do mundo interior.
Sabiam da existência de Lemúria, que estava
progredindo por seus meios em sua cadeia normal de evolução
sobre a superfície. Os habitantes de Maoth também
sabiam que os atlantes ultrapassariam os lemurianos em
desenvolvimento em um breve período de tempo. E
isso ocorreu, com efeito.
Os atlantes erigiram uma estrutura de pirâmide
em seu continente, semelhante ao dos maothanos na terra
dentro da Terra. No entanto, não perceberam que
a atração de energia para a pirâmide
da Atlântida estava-se tornando violentamente desequilibrada.
Esse desequilíbrio ocorreu porque a pirâmide
estava exposta diretamente às energias do universo.
A mesma estrutura dentro do mundo só tinha acesso
à energia cósmica que se filtrava pela crosta
terrestre. Na superfície, porém, não
havia nada para filtrar - para regular - a quantidade
de energia atraída e absorvida pela estrutura da
Atlântida.
O equilíbrio de polaridade entre as superfícies
externa e interna começou a modificar-se, tornando-se
excêntrico. Com o passar dos milênios, a diferença
entre o potencial elétrico tornou-se mais intensa
e ameaçadora, até que afinal o potencial
de compensação, que é uma lei básica
da natureza, procurou estabilizar esse grande acúmulo
de energia, e surgiu a centelha."
(pp. 291-294)
A mulher continua a narrativa. "Começamos
a reconstruir. Construímos a nossa civilização
de estrutura de pirâmide em todos os sete pontos
de nossa distribuição. Cada uma de nossas
pirâmides era exatamente igual à original
de Atlântida. Guardava o depósito de energia.
Era o repositório da sabedoria. Era o centro da
nossa religião. Novamente, toda a energia necessária
era obtida da pirâmide; e, sm, agora éramos
mais sábios. Sabíamos como atrair justo
a energia suficiente a ser armazenada nessa pirâmide.
A energia em excesso potencialmente acumulada era automaticamente
derivada ou liberada, pois não queríamos
que ficassem presa como antes.
A energia eletromagnética e cósmica era
colhida no vértice pelo controle do cristal-mestre,
e depositada na parte inferior da pirâmide. A nossa
sabedoria e conhecimentos eram guardados no meio, ou parte
central; a nossa religião ficava perto do vértice.
A pirâmide foi projetada novamente para que os
iniciados - os que se querem tornar religiosos - tivessem
de passar pela pirâmide em passos determinados.
Os que não conseguiam alcançar o mestrado
do plano de iniciados eram reabsorvidos, pois desde que
o indivíduo se torna iniciado, mesmo um pouquinho
de conhecimento pode ser perigoso, se não for tratado
devidamente."
(pp. 296-297)
Os Ritos da Iniciação
Passa a falar o velho. "Resolvemos realizar uma
experiência para ver se podíamos levar alguns
dos seres da superfície de volta a algumas das
formas básicas de conhecimento e sabedoria. Fizemos
reviver no espírito dos sobreviventes o significado
da estrutura da pirâmide na região deles,
mas os limitamos a utilizá-las só para fins
religiosos. Eles aprenderam a temer a luz e temer as trevas.
Ensinamos-lhes a temerem a si mesmos e depois a temerem
o desconhecido, pois tínhamos de ensinar-lhes a
não temer - a ver através e além
de seus temores. Eles passaram pelos ritos da iniciação
exatamente da mesma maneira que existem os nossos ritos
da iniciação.
Foram colocados na pirâmide, no escuro total. Cabia
a eles encontrar vários pontos de onde se pudessem
desenvolver e alcançar o plano de conhecimento
seguinte. A pirâmide é construída
de modo a ter câmaras ocultas, portas e corredores
ocultos, equivalentes a várias provas, tribulações
e recompenças - ou a morte.
O primeiro temor que criamos nos iniciados foi o medo
do escuro. Eles foram lançados no corredor inicial
do labirinto. Dali o iniciado tinha de encontrar a sua
primeira câmara. A planta da pirâmide fora
desenhada de modo a colocar essa primeira câmara
embaixo. Depois que o iniciado chegava à câmara
mais baixa, num escuro total, o seu medo ou o absorvia
ou o iluminava. O passo seguinte era fazê-lo defrontar-se
com o desconhecido.
A câmara e o corredor eram inundados de água.
Numa escuridão total, o iniciado estão tinha
de tomar a seguinte resolução; ou aceitar
o destino que se lhe deparava e mover-se com ele, ou lutar
e no fim perder. Aqueles que aceitaram de boa vontade
e com fé a inundação da câmara
e do corredor aprenderam, ao flutuar sobre a água,
que flutuavam para outro corredor superior; e continuariam
a flutuar até o topo. Mas esse topo estava fechado
- não tinha abertura. Se o iniciado não
desistisse, veria que a inundação parava
bem a tempo e a água recuava devagar, levando-o
de volta à câmara inferior. Uma vez lá,
o iniciado tinha de aprender de novo, por meio de sua
própria intuição, que tinha de ver,
mas não com seus olhos. Tinha de ver com os olhos
da mente. Sua intuição devia ver por ele,
assim como um cego 'vê' mais do que uma pessoa que
vê. O iniciado tinha de ver o que aprendera dessa
experiência; pois, afinal, descer por um corredor
escuro como breu para uma câmara vazia e depois
de repente sentir a água jorrar para dentro, levando-o
flutuando por um poço vertical até um fim
é um coisa que o devia esclarecer. Ele devia ver
uma luz em sua mente que o fizesse compreender que havia
algum lugar para onde ele devia ir - alguma porta secreta
que ele ainda tinha de encontrar. Ele aprendeu a ver com
os olhos dos sentido - os olhos da mente."
A mulher fala então: "A primeira câmara,
ou a inferior, é construída de modo a serem
lisos o seu teto e a parte superior de suas paredes, para
que o corpo do iniciado não se machuque muito durante
o processo de flutuação.
Depois que o iniciado não conseguia localizar
o poço pelo qual flutuou, sua decisão seguinte
seria voltar pelo caminho por onde veio. Como o corredor
descendente é muito comprido, ele mais cedo ou
mais tarde compreenderia que podia haver uma abertura
para outro corredor de dentro do corredor descendente.
Por fim ele chegava à decisão certa e começava
a sua caminhada subindo o corredor descendente. Numa escuridão
total, ele tinha de tatear fisicamente com as mãos
em volta de si - 'vendo' com seu sentido do tato. Em algum
lugar nas paredes do corredor, ele por fim encontrava
umas ranhuras. Nas proximidades dessas ranhuras haveria
uma pedra diferente ao tato, tendo uma composição
diferente da do resto das pedras no corredor. Encontrado
isso, o iniciado devia - e a maior parte o conseguia -
raciocinar corretamente que aquilo era a entrada para
outra câmara ou corredor."
O homem fala: "Agora cabia ao iniciado determinar
de que modo essa pedra se moveria - se abriria para lhe
dar passagem. Bastava o iniciado recitar direito um salmo
que lhe era ensinado, sem lhe darem o motivo, durante
o estágio preparatório. Depois de recitar
o salmo corretamente, com a devida entonação,
os mestres mais velhos faziam com que se abrisse essa
grande porta maciça.
Essa porta é uma porta muito vigiada, e muitas
pessoas que por ali passaram entre as iniciações,
ou os nômades que entraram por acaso, não
poderiam abri-la. A porta na verdade é feita em
três partes, uma atrás da outra. Hoje são
chamadas de tampões, mas eram as portas verdadeiras
pelas quais a entrada ao corredor ascendente principal
era fechada, proibindo a entrada aos não-iniciados.
As portas abriam-se de tal maneira que o iniciado tinha
de rastejar em volta para encontrar o local. Havia apenas
espaço suficiente para ele passar, espremendo-se.
Transposta a primeira porta, ele via que tinha de se espremer
por outra, mas então tinha de descansar, e nesse
período de repouso o iniciado aprendia a dedicação.
Aprendia que a vida tem muitos obstáculos difíceis
a vencer. Se ele descansasse demais, as portas começavam
a fechar-se; a essa altura ele tinha de se apressar e
começar a se espremer pela segunda porta, e aí
as coisas paravam de fechar. Depois de passar pela segunda
porta, ele novamente se encontrava num local estreito,
com mais uma porta. Então o iniciado se perguntava
quantas portas ele teria de passar, espremendo-se, para
alcançar a sua meta. Aqueles que tivessem conseguido
intuição suficiente adivinhariam que havia
só mais uma terceira porta a transpor, e com essa
idéia na cabeça descansavam menos da segunda
vez do que da primeira. Aqueles que se sentiam desesperançados,
descansando mais, veriam que a porta novamente começava
a se fechar. Os que não se apressavam o suficiente,
terminavam sua iniciação, bem como sua existência,
nesse ponto.
Tendo transposto a terceira porta, o iniciado percebia
que o corredor era muito comprido - uma passagem pela
qual ele novamente tinha de rastejar, agarrando-se, subindo
para alcançar a outra extremidade. Ao chegar lá,
o corredor dava para uma câmara vasta, imensa. O
iniciado mais uma vez tinha de aprender a ver com uma
parte diferente de seus sentidos. Como o cego que confia
em seu sendo de audição, o iniciado de rápida
apreensão aprendia então a 'ver' com seus
ouvidos. Não sendo mais obrigado a rastejar, ele
conseguia encontrar prontamente a extremidade da câmara,
vendo-a com seus ouvidos - o que o levava à fase
seguinte de sua iniciação."
Fala a mulher: "Aqueles que não compreediam
que podiam encontrar seu caminho pelo sentido da audição,
tateavam de um lado para outro, na câmara. Pensavam
que era uma sala sólida com paredes muito altas
que eles não podiam escalar para alcançar
o teto. Alguns faziam circuitos completos em volta da
câmara, sem sentirem nem perceberem que um dos lados
dessa imensa câmara continha um corredor através
do qual eles podiam encontrar uma saída, entrando
num outro corredor; e ainda outros não percebiam
que, depois de terem rastejado até o ponto de junção
que lhes permitia ficar de pé, o corredor se dividia
em duas direções.
Alguns iniciados levavam muito tempo para perceber a
planta baixa dessa vasta câmara. Os que não
conseguiam localizar qualquer das extremidades da câmara,
chegavam a desistir. Esperavam durante dias e dias até
que por fim eram levados para fora da pirâmide e
aí o seu iniciado, bem como sua vida, estava terminado.
O iniciado que descobria o ponto de junção
no momento em que conseguia se pôr de pé
defrontava-se com outra decisão: qual o caminho
a tomar. Alguns continuavam sua caminhada pelo rumo horizontal
reto, enquanto outros continuavam pelo piso ascendente
da câmara imensa - recitando seu salmo para chegar
à outra extremidade. O curioso é que a maior
parte dos iniciados escolhia o rumo reto e alcançava
a câmara que estava ao fim desse corredor reto e
horizontal. Os iniciados que preferiam subir à
câmara, em vez de seguir o corredor horizontal,
não encontravam uma entrada aberta na outra extremidade
da câmara, para então seguirem o corredor
horizontal."
Ele fala: "Nessa câmara há um altar;
e uma imagem do nosso Deus, feito do metal e pedras preciosas
mais raros, estava embutida numa das paredes da câmara.
Uma vez que o iniciado entrava nessa câmara, tinha
de observar um prolongado período de jejum e meditação.
Não tinha permissão de sair daquela câmara
até que experimentasse um período de paz
interior.
Três mestre aproximavam-se dele e lhe ensinavam
a ver e saber por meio dos sentidos. Um lhe ensinava os
mistérios do sentido do tato, o outro, da audição,
e o terceiro, os do olfato. Completado o período
de iniciação, na câmara pequena, o
iniciado tinha permissão para voltar ao ponto da
junção.
Ele então tinha de continuar a sua subida pela
câmara comprida. Ao chegar ao topo, tinha de transpor
um imenso degrau, no fim do qual havia um túnel
pequeno e curto pelo qual tinha de rastejar.
Mais uma vez, ele se deparava com um obstáculo
em forma de uma porta. Essas portas, sem que ele o soubesse,
estavam colocadas permanentemente no local. Não
eram mais para serem movidas mecanicamente. O que o iniciado
tinha de aprender era que ele agora tinha de esforçar-se
fisicamente, vencendo o obstáculo em seu caminho,
escalando-o. Esse ato em si era difícil e, feito
isso, ele encontrava outro túnel pequeno e curto.
Sua capacidade de ver que teria de escalar o obstáculo
como uma porta era apresentada ao seu sentido do olfato,
pelo aroma de ervas cujo cheiro ele tinha de aprender
a conhecer e seguir.
Depois de rastejar para atravessar o último túnel,
pequeno e curto, o iniciado por fim conseguia entrar no
templo propriamente dito, onde cinco mestres idosos agora
o atendiam. Eles lhe ensinavam os sentidos restantes do
corpo e do espírito. Depois ensinavam a controlar
seus sentidos. Ele aprendeu a qualidade física
de seu corpo, e como controlar cada órgão.
Treinavam-no para diminuir o ritmo de suas funções
orgânicas ao ponto dele transcender o estado de
sono e entrar num estado de animação suspensa.
Ele tinha de aprender a respeito de suas funções
orgânicas completa e totalmente dentro de 40 dias.
Depois que os mestres se convenciam de que ele tinha
suficiente controle e conservação de suas
funções orgânicas, colocavam-no num
recipiente e o lacravam. Nesse ponto, o iniciado tinha
de diminuir o ritmo das funções fisiológicas
de seu corpo ao ponto de poder existir naquele recipiente
hermético e lacrado durante três períodos
consecutivos e inclusivos de 24 horas. Quando o recipiente
era aberto, ele devia ser capaz de reanimar o seu corpo
e continuar a iniciação. Se ele não
conseguisse ter um controle total sobre suas funções
orgânicas, então claro que terminava seus
ritos de iniciação dentro do recipiente
lacrado.
Tendo reanimado seu corpo, o iniciado era então
levado pelos cinco mestres por uma porta secreta na parede
do templo e conduzido por uma escada comprida e tortuosa,
que subia para um templo muito maior, contendo apenas
uma mesa.Ele se deitava de costas sobre essa mesa e os
mestres ligavam cabos a seus tornozelos e pulsos. Um grande
cristal era colocado sobre sua testa. Mandavam que o iniciado
mantivesse os olhos fechados e que tornasse a pôr
o corpo num estado de animação suspensa.
Então o teto da sala se abria, mostrando que o
vértice realmente se movia, expondo a câmara
a toda a força da energia cósmica.
A força energética, capaz de cegar o não-iniciado,
também fazia com que o iniciado no rito deixasse
seu corpo e entrasse no cristal em sua testa, e nesse
momento ele entrava em comunhão perfeita com o
Poder Todo-Poderoso. A ele então eram confiados
todos os segredos do universo. Via-se um brilho azul em
volta de seu corpo físico, que se transformava
no corpo de um mestre. A pedra do topo da pirâmide
voltava ao lugar, voltando a ser o teto da câmara
do rito da energia cósmica. Alguns momentos depois,
o azul fundia-se no corpo do iniciado e eram retirados
os quatro cabos e o cristal.
O iniciado, já mestre neófito, era vestido
com a roupa branca tradicional. Depois ele saía,
conduzindo os anciãos por uma segunda escada secreta,
que ele conhecia então intuitivamente, e entrava
na câmara da instrução universal.
Essa sala, junto com o resto do mundo, seria sua universidade."
(pp. 299-305)
Ele fala: "Quando as pirâmides foram lacradas,
foram largadas num estado que dava a impressão
de que nunca tinham sido completadas. O desenho da pirâmide
é tal que o vértice, a parte superior da
estrutura, que contém a captação
de energia e a capacidade de conversão, é
facilmente removível. Não precisávamos
mais dela, porque íamos voltar para o Centro, de
modo que a enterramos no solo nas vizinhanças de
cada pirâmide. Depois que o vértice é
retirado da pirâmide, ela não possui mais
a capacidade de captar energia, de converter, gerar e
regenerar, transmitir e amplificar.
A comissão de anciãos resolveu que se surgisse
o momento em que um desastre espontâneo exterminasse
Maoth, algumas provas e conhecimentos deviam ser transmitidos
aos homens da superfície que estavam-se desenvolvendo;
portanto, a noção de onde está enterrado
o vértice e certas fórmulas que permitem
o usuário ativar novamente a pirâmide foram
colocadas numa câmara secreta dentro da pirâmide.
Ficou resolvido que a Grande Pirâmide do Egito encerraria
essas informações, enquanto as outras pirâmides
espalhadas pelo mundo contêm informações
específicas que governam as leis da ciência,
história e o universo. A câmara secreta contendo
esse conhecimento está dentro de um dos tampões
de granito no corredor ascendente da Grande Pirâmide
do Egito.
Outra grande pirâmide no Egito, chamada a Pirâmide
curva, contém os motivos da interação
de várias pirâmides menores no Egito e como
interligar as funções de todas as pirâmides
em todo o mundo. O dispositivo gerador-conversor de energia
também será encontrado na Pirâmide
Curva. Sim, é um cristal. Os que têm uma
forma de bola não são as fontes primárias,
e sim secundárias, que na verdade são os
tradutores - os dispositivos de comunicação
- que lhes permitem comunicar-se com os maothanos em todo
o mundo e o universo. Uma dessas bolas de cristal já
foi encontrada e tirada de uma das pirâmides secundárias
da Atlântida."
Ela fala: "A bola de cristal em si é inútil.
Deve ser utilizada da maneira como foi encontrada, mas
ainda falta muito tempo para que as portas daquela pirâmide
se abram de novo, dando acesso a ela."
(pp. 307-308)
As profecias da pirâmide, Max Toth, Editora Record,
1979, Rio de Janeiro, RJ.