Depois
de uma seção de relaxamento, como de costume,
dei por mim pairando no ar rodeado de uma escuridão
total. Sem ver nada a minha frente fui rodando sobre mim
mesmo, procurando algo a minha volta. Num primeiro momento
vi algumas estrelas pontilhando aqui e ali, onde dei-me
conta de que estava no espaço. Até aí
tudo bem, essa já era uma visão comum. A
surpresa veio depois.
Assim que meus "olhos" se acostumaram com a
escuridão do lugar comecei a ver uma série
de naves espaciais. No princípio poucas mas a medida
que fui aguçando minha visão percebi que
eram muitas, milhares e milhares, estavam por toda parte,
em toda direção que olhada. Nem em filmes
de ficção científica já havia
visto um número tão grande de naves, todas
juntas num mesmo local. Tinham a aparência de grandes
charutos, compridas e levemente arredondadas nas pontas.
Detalhe
interessante, todas as naves eram completamente negras,
não tinham janelas, nem luzes, nem nada que pudesse
ser distinguido. Também eram foscas, não
refletiam nenhum brilho (mesmo que houvesse fonte de luz
ali, o que não era o caso). Não me perguntem
como eu conseguia ver naves pretas e foscas contra um
fundo preto e sem fonte de luz próxima.
Passado
o choque inicial aproximei-me de uma das naves, entrando
em seu interior para ver o que havia ali. Vagando por
alguns corredores desertos fui parar na ponte de comando.
Era algo parecido com o que se vê nos filmes de
Jornada nas Estrelas. Haviam assentos, pessoas sentadas,
ou em pé, com telas, botões, luzes, etc.
Não havia janelas aparentes.
Próximo
ao centro da sala estava um sujeito alto, de pé,
talvez uns 2 metros de altura ou mais. Usava uma vestimenta
preta onde não era possível ditinguir detalhes.
Fiquei impressionado pela aparência de seu rosto,
com uma cor branca doentia, completamente pálida.
A pele parecia ser uma espécie de borracha, branca
e bem esticada, meio fosca, completamente lisa, sem rugas
ou qualquer outra marca. A boca era pequena, o nariz também.
Os olhos eram muito injetados e completamente negros.
As orelhas pontudas, como as do Spoc. Usava uma gola bem
alta, cobrindo a maior parte da cabeça, na parte
de traz. O tórax grande mas afinando bastante na
cintura. Pernas finas e braços bem longos, quase
na altura dos joelhos. Em minha "cabeça"
ouvi um som "Crrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaion"
(assim mesmo, bem carregado no cra, como no sotaque ucrrrrrrrraaaaaaaaniano).
Deduzi que era o nome do sujeito. Devia ser o comandante
da nave, talvez da frota inteira.
Olhando a volta da sala vi que todos que estavam ali
tinham a mesma aparência, mas normalmente eram mais
baixas e suas golas também eram mais baixas.
Saindo dali fui para outra nave, próxima daquela,
com formato parecido mas bem menor. Nesta havia apenas
uma pequena sala como cabine de comando. Havia ali um
sujeito, nos mesmos moldes e com a mesma vestimenta. Ouvi
o nome dele também mas não consegui lembrar
quando voltei.
Veio-me,
intuitivamente, o seguinte: trata-se de uma raça
espacial de vampiros, eles nascem e vivem no espaço.
São nômades. Em suas espaçonaves vagam
pelo espaço a vida inteira. O comandante, visto
antes, passava instruções telepáticas,
diretrizes gerais do que devida ser feito, para o outro
sujeito na nave menor. O segundo sujeito traduzia essas
diretrizes em linguagem corrente na Terra e passava por
"canalização" para seus contatos
terrestres. Até onde pude perceber eles estavam
esperando algo. Todas as naves estavam meticulosamente
paradas. Aparentemente já estavam esperando ali
a muito tempo.
Adendo:
Depois de retornar fiquei confabulando com meus botões
o que era aquilo que vi. Julguei que se tratavam de naves
que estavam aguardando uma apassagem para chegar a nosso
planeta. Aparentemente estavam sendo barradas por alguma
forma de escudo que lhes impedia a passagem. Achei que
esse "escudo" estava la pelas bandas da orbita
lunar. Depois comecei a imaginar que esse "círculo
de proteção" ia mais além, abrangendo
todo o sistema solar. Mas depois de ter visto alguns tópicos
sobre universos paralelos e tais acredito que seja bem
possível que eles estivessem em algum outro lugar
que não nosso universo local, aguardando uma forma
de serem transportados para cá. Seja como for,
estavam impedidos de chegar aqui, fisicamente (eles estavam
no plano físico, ou algo que o valha, e eu no astral,
ou algo que o valha), mas podiam passar pensamentos para
os contatos humanos e era por essas "canalizações"
que eles controlavam e de alguma forma sugavam as energias
mentais humanas, uma de suas principais fontes de alimento.
Quando
contei essa experiência para uma amiga espiritualista,
a primeira coisa que ela me disse foi "mas Kryon
não é uma pessoa, é uma energia,
não é isso que as pessoas falam?".
Sim é isso que se fala normalmente, que Kryon é
uma energia apenas. Aliás, foi só nesse
momento que dei-me conta de que Craion, que eu ouvi quando
projetado, era Kryon. Então, o que posso dizer?
O que poço dizer é que isso foi o que eu
vi e ouvi. Se isso bate com o conhecimento corrente já
é outra estória. De qualquer forma está
aí a informação para o caso de ser
útil para alguém.
PS:
Esta experiência aconteceu em 2004 ou 2005, não
recordo a data com precisão. Na época achei
que não tinha nada de muito importante, mas quando
começou a tal estória do JVE e da invasão
de OVNIs, prevista para 2006-2007, comecei a considerar
que talvez fizesse algum sentido, afinal. E para o caso
de alguém perguntar "o que uma raça
tão evoluída tecnologicamente iria querer
de um pequenino planeta como a Terra?", eu respondo:
"eles devem querer algo que não encontram
nos espaços interestelares e que não podem
simplesmente materializar com sua alta tecnologia, eles
procuram vida, mais especificamente bioenergia, ou a energia
que propicia a vida, seja qual for o nome que se dê
a ela." E, por acaso, a Terra é um verdadeiro
celeiro de bioenergia, onde pulula a vida por todos os
cantos.