ORDEM TEMPLÁRIA:
A Ordem de Cristo
(Página 7 de 8)



    A ORDEM DOS CAVALEIROS DE CRISTO - Os Templários entraram em Portugal ainda no tempo de D. Teresa, que lhes doou a povoação minhota de Fonte Arcada, em 1127. Um ano depois, a viúva do conde D. Henrique entregou-lhes o Castelo de Soure sob compromisso de colaborarem na conquista de terras aos mouros. Em 1145 receberam o Castelo de Longroiva e dois anos decorridos ajudaram D. Afonso Henriques na conquista de Santarém e ficaram responsáveis pelo território entre o Mondego e o Tejo, a montante de Santarém.

    Os Templários Portugueses a partir de 1160 ficaram sediados na cidade de Tomar, onde continuou a situar-se a sua ordem sucessora, a Ordem de Cristo.

    Nas décadas seguintes, a confraria seria extinta em toda a Europa. Com exceção de Portugal - sem esquecer que esta nação foi a primeira estância de fuga dos templários, justamente por terem expulsado os mouros da Península Ibérica. Para muitos pesquisadores, os tesouros da Ordem teriam sido transferidos para Portugal, cujo rei (D. Diniz - 1261-1325) não se intimidou pelo processo papal nem pela execução do grão-mestre da Ordem. Em 1317, reiterando que os templários não haviam cometido crime em seu reino, D. Diniz transferiu todo o patrimônio dos Templários para uma nova organização recém-fundada: "Cavaleiros da Ordem de Cristo", (Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo), verdadeira herdeira dos Templários, que ficou sediada no mesmo convento em Tomar a partir de 1357, depois de ter passado por Castro Marim.
 


 

    Toda a hirerarquia foi mantida e na cruz vermelha sobre o pano branco, símbolo templário, foi acrescida uma nova cruz branca em seu centro, simbolizando a pureza da ordem. A Ordem de Cristo herdou todas as propriedades e fortalezas em terras lusitanas de sua antecessora, assim como os votos de pobreza (!), castidade e obediência (ao rei de Portugal, que foi muito esperto!). Assim, Portugal virou refúgio para perseguidos em toda a Europa. De vários países chegavam fugitivos, carregando o que podiam. O castelo de Tomar virou a caixa-forte dos segredos que a Inquisição não conseguiu arrancar. Dois anos depois, em 1319, um novo papa. João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo. Começava para os cavaleiros uma nova era, com uma nova missão.

    Enquanto isso, na Europa ex-cavaleiros da Ordem entravam para mosteiros de outras ordens ou se tornavam mercenários.

    A Ordem de Cristo é uma ordem religiosa que não possui graus, templos, ritos, insígnias ou passes. Costuma-se dizer, porém, que quando se é escudeiro dela não se está ainda nela; quando se é mestre dela já se lhe não pertence.
 


Convento da Ordem de Cristo

 

    Ao longo do século seguinte, os consideráveis recursos militares e econômicos da ordem foram direcionados para a expansão marítima portuguesa, quando, em 1416, a ordem passou a ser comandada pelo infante (príncipe) Dom Henrique. A organização encontrou o respaldo para colocar em prática um antigo e ousado projeto: circunavegar a África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra entre os dois cantos do mundo. Havia pouca tecnologia para navegar em oceano aberto (o Mediterrâneo é um mar fechado) e nenhum conhecimento sobre como se orientar no Hemisfério Sul, porque só o céu do norte estava mapeado. Mais ainda, acreditava-se que, ao sul, os mares estavam cheios de monstros terríveis. A Ordem de Cristo ganharia soberania sobre os territórios que conquistasse na África, bem como direito a 5% do valor das mercadorias vindas da região. Novas mudanças liberaram os cavaleiros de seu voto de castidade e pobreza.
 

    A Ordem de Cristo ficou dependente da coroa em 1484 no reinado de D. João II.

    Os seus membros desempenharam um papel muito importante nos Descobrimentos, - quer em África ou nas Índias Ocidentais - nas conquistas e evangelização de novas terras, altura em que o Infante D. Henrique se tornou o seu Grande Mestre.

    Apenas em 1498, oitenta anos depois, o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar à Índia.

    O sogro de Cristóvão Colombo também foi seu Grande Mestre, e Colombo navegou através do Atlântico com a cruz dos Templários brasonada nas velas. Pedro Alves Cabral, que não tinha experiência náutica, mas era um cavaleiro da Ordem. Portugal ia se tornando a maior potência marítima da Terra.

    O castelo medieval de Tomar, foi sede da Ordem de Cristo de 1307 até 1550, estando de pé ainda hoje. Nele foram guardados os segredos das grandes navegações. A Escola de Sagres foi uma lenda criada por poetas românticos portugueses do século XIX. Na verdade, foi o porto de Lagos, no sudoeste de Portugal, que a Ordem de Cristo deflagrou a expansão marítima do séc. XV. A Ordem de Cristo, controlou o conhecimento das rotas e o acesso às tecnologias de navegação enquanto pôde.

 

 

    IR PARA A PÁGINA 8



Hosted by www.Geocities.ws

1