ROSA-CRUZ
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CHRISTIAN ROSENKREUTZ
De acordo com o Fama Fraternitatis, a Fraternidade Rosa-Cruz foi fundada em 1408 pelo monge alemão Christian Rosenkreuz (1378-1484) – de início mencionado apenas como Irmão C.R. – nascido às margens do Rio Reno, filho de uma família pobre, mas fidalga, ficou órfão em tenra idade. Aos 4 anos foi entregue aos cuidados de uma abadia, no mosteiro dos Albijenses, onde aprendeu o grego, o latim, o hebraico. Quando o jovem tinha 15 anos, o seu grupo de estudos deixou o mosteiro e iniciou sua marcha em direção à Terra Santa. Para evitar suspeitas dos discípulos de S. Domingos não viajaram juntos. Em Chipre faleceu o velho monge, líder do grupo, o irmão P.A.L. Embora este irmão tenha morrido em Chipre e não tenha visto Jerusalém, nosso irmão C.R. não retornou, mas embarcou para a outra costa dirigindo-se para Damasco (Damcar), na Arábia, – o que, nessa época, é uma proeza para um cristão – querendo continuar visitando Jerusalém, mas por azar ele adoeceu, tendo que parar a viagem. Em Damasco encontrou um Centro de Iniciação e aí ficou por três anos. Era o que pretendia: viver entre sábios. Atingiu a graduação necessária e resolveu partir. É durante o curso dessa viagem por países Islâmicos que ele entrou em contato com os Sábios do Leste, que lhe revelaram a ciência harmônica universal derivada do "Livro M", o qual Rosenkreutz traduziu. Ali, ele foi curado por sábios que lhe transmitiram ensinamentos sobre um conhecimento ancestral, e o iniciaram em práticas científicas secretas. Em seguida, confiaram-lhe a missão de propagar esses conhecimentos pelo mundo cristão da Europa Ocidental, e de criar uma irmandade secreta, que “possuisse uma quantidade suficiente de ouro e pedras preciosas, e que pudesse educar os monarcas”.
De Damasco passou ao Egito e deste país foi viajando pelo mediterrâneo até Fez. Daqui resolveu passar a Espanha e juntar-se aos Alumbrados, que o receberam mas acharam os seus pontos de vista demasiado avançados, não o aceitando! A partir de Espanha, Germelshausen adoptou o nome simbólico de Cristão Rosacruz (Christian Rosencreuz).
De posse desse conhecimentos Rosenkreutz volta à Europa com o intuito de tornar público o seu novo saber. Após uma série de dificuldades, Rosenkreutz é rejeitado. Voltando para a Alemanha, ele é ajudado por quatro Irmãos na tradução do misterioso Livro "M", cujo conhecimento deveria ser mantido em segredo até que a humanidade estivesse devidamente preparada para recebê-lo.
Enquanto a Europa mergulhava na escuridão, a avançada civilização árabe preservou um grande corpo de conhecimentos místicos. A Alquimia, a arte da transmutação, tornada proeminente entre os gregos, foi introduzido aos árabes que transmitiram esta arte que precedeu a Química à Europa.
Nesse tempo a "Santa Inquisição", fundada por S. Domingos para reduzir a cinzas todo aquele que ousasse perfilhar idéias diferentes das que eram impostas pelo Catolicismo, obrigou Christian Rosencreuz a abreviar a estadia em Espanha e França e a dirigir-se para a Turíngia, na Alemanha, sua pátria, regressando ao mosteiro Albijense em que fora criado. Até hoje não foi possível determinar em que ponto de Espanha era a sede dos Alumbrados (ou Iluminados), que tiveram uma existência de séculos, tendo sido exterminados pela "Santa Inquisição", durante o século XVI.
Na Turíngia, Christian Rosencreuz foi encontrar no mosteiro os três antigos companheiros e, com eles, estabeleceu a Fraternidade Rosacruz. Em um local secreto, os quatro homens formaram o “Novo Templo do Espírito Santo”, onde curavam doentes e confortavam desamparados. Rosenkreutz foi aos poucos construindo a fraternidade que leva seu nome e que conduz a sua obra missionária. Uma vez por ano, a fraternidade se reúne no Templo do Espírito Santo. Mais tarde foram admitidos novos membros ficando a Fraternidade com 8 membros. Anos depois a Fraternidade Rosacruz tinha 13 membros e não podia ultrapassar esse número. Estava estabelecida no estilo usado por Jesus: 12 membros, simbolizando os 12 signos do Zodíaco e o Sol, que formava o 13º. Assim, é criada a Fraternidade Rosacruz, com o intuito de manter o conhecimento daquele grupo de Iniciados.
Seus membros fazem
voto de celibato e castidade.
A fim de manter o número de membros da ordem, cada rosa-cruz deve nomear um sucessor antes de sua morte, se possível. Quanto ao fundador, afirma-se que ele teria morrido em 1484 aos 106 anos de idade (longevo, por causa do elixir da longa vida, que ele descobrira). Seu túmulo teria sido descoberto em 1604, 120 anos após sua morte, tal como ele próprio havia predito,
por um dos
imperators que lhe sucedeu .
Dada a falta de liberdade de pensamento, a Ordem teve que se ocultar durante vários séculos sob diversos nomes, mas nunca cessou suas atividades, perpetuando seus ideais e ensinamentos.
Existiram diversos ciclos de atividades da Ordem Rosacruz. Dentro de um mesmo ciclo, há uma época de plena atividade, seguida por uma época de inatividade de mesma duração. Esses ciclos são necessários por diversos motivos. Um ciclo se iniciou em 1378, com o "nascimento" de Christian Rosenkreutz. Quando ele "faleceu", em 1459, a ordem iniciou sua fase de inatividade, voltando novamente a plena atividade com a "descoberta" do túmulo de Christian Rosenkreutz e a publicação dos manifesto, em 1614.A primeira manifestação da Confraria tem lugar em 1589 (ou 1597), quando um tal Nicolas Bernaud percorre a Europa para procurar os amadores da química (alquimistas) e comunicar-lhes as suas idéias políticas.
Em um documento publicado em 1617, o editor do terceiro manifesto rosa-cruz revelou a própria identidade: Johannes Valentinus Andreae (1586-1654), um teólogo e pastor protestante de Württemberg, no sul da Alemanha. Seu pai era chanceler e abade comendatário de Konnigsbronn, e tinha por hobby a alquimia. Andreae era parente de um pastor de grande renome e tornou-se um dos homens mais eruditos de sua época. Tendo aprendido a falar com fluência línguas antigas e modernas, além de ter se dedicado a geografia, história, genealogia, matemática e teologia, sendo um homem de vasta cultura e, na sua juventude, visitou vários países europeus; publicou vários textos científicos. Mal dá para deixar de perceber os paralelos com a vida de Christianus Rosencreutz.
Andreae também afirmou, em um livro intitulado Menippus, que "As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreutz" não passara de um ludibrium, palavra latina para “farsa, logro”, com o qual ele quisera estimular as reivindicações por reformas sociais. Em outras palavras, a rosa-cruz não passava de uma invenção literária. O impacto de seus livros acabou sendo muito diferente do que ele imaginara. Ao que parece, o jovem e entusiasmado escritor criou, de modo involuntário, um poderoso movimento espiritual, que logo ganhou autonomia e nem mesmo seu fundador foi capaz de detê-lo. Na verdade tudo indicava que também os dois primeiros manifestos eram fruto de sua pena, em conjunto com dois amigos seus, Christoph Besold e Arndt Gerhardt. Em tempos violentos como aqueles, os autores provavelmente adotaram o anonimato por medida de segurança. Nessa época, na passagem do século XVI para o século XVII, a Europa, ainda agitada pelas conseqüências promovidas pela reforma luterana, vivia em meio a toda ansiedade provocada por um sem número de pequenos grupos independentes, os mais variados possíveis, que acalentavam sonhos reformistas a procura da sociedade ideal. Normalmente, esses grupos eram formados por idealistas, filósofos, e, de modo geral, por pessoas bem instruídas e inteligentes. Andreae veio a participar de um desses grupos, que ficou conhecido pelo nome de "Círculo de Tubinga", ou círculo alquímico “Fundação dos Tintureiros”. Este Círculo teria fundamental importância na formação dos ideais do jovem Andreae, sendo creditado a este movimento, o alicerce dos belos ideais apresentados na forma dos três manifestos rosacruzes. Pesquisas históricas nos anos 1980 e 1990 comprovaram que os autores principais de tais textos era um grupo de amigos, ligados à Universidade de Tübingen (o “Círculo de Tübingen”). Foi constatado também que os Manifestos nasceram na casa do jurista Tobias Hess. É convicção de alguns autores que Andreae o teria escrito como se fosse o contraponto da “Companhia de Jesus” (Jesuítas). Os dois primeiros textos são atribuídos a Tobias Hess (1568-1614) e Johann Valentin Andreae (1586-1654), elaborados no momento de grande crise que resulta na Guerra de Trinta Anos. O segundo é autor inconteste do romance publicado em 1616. Enquanto vivo, é vítima de muitas intrigas, pois as autoridades protestantes suspeitam de que é iniciador desse mito rosicruciano. Andreas resolveu declarar ao público que, dessa forma, tencionara ridicularizar a mania de maravilhoso e o alquimismo ocultista, que caracterizavam os homens do seu tempo. Não lhe deram crédito, porém a Alemanha e, depois, a França se viram recobertas por uma onda de escritos referentes à Rosa-Cruz. Os historiadores Richard van Dülmen, Martin Brecht e Roland Edighoffer reconstituíam os fatos graças a uma pesquisa histórica aprofundada, que aconteceu a partir de 1977. Brecht e Edighoffer estudaram, ao mesmo tempo e independentemente um do outro, e finalmente provaram a autoria dos manifestos. A grande maioria dos personagens relacionados com o lançamento dos "Manifestos Rosacruzes" se originaram do meio luterano alemão. Esses pensadores e teólogos luteranos acreditavam que a Reforma de Lutero deveria ser ampliada, que a doutrina ortodoxa não era suficiente e que o Cristão devia realizar a comunhão mística com Deus. É de se notar que o próprio Lutero foi um dos primeiros a utilizar uma "rosa-cruz" (no seu brasão - "selo de Lutero", ou "rosa de Lutero") como símbolo de sua teologia - formado por uma cruz de santo André em forma de X emoldurada por uma rosa, abaixo está a frase: “O coração do cristão permanece em rosas, quando ele permanece sob a cruz.” Também é feita uma associação entre o Brasão da família Andreae com o mote Rosacruz, visto haver ali algumas rosas e também uma cruz...
Na Praça da Greve, em Paris, um belo dia aparece o seguinte manuscrito: “Nós, deputados do Colégio Principal dos Irmãos da Rosa-Cruz, fazemos estada visível e invisível nesta cidade pela graça do Altíssimo, para o qual se voltam os corações dos justos. Mostramos e ensinamos, sem livros nem marcas, a falar todas as línguas do país onde queremos estar, para tirar os homens, nossos semelhantes, do erro e da morte”.
Há quem faça uma aproximação com a Escola dos iluminados árabes, discípulos de Abd el Kadir Gilani, em Bagdá no séc. XII. Este personagem foi o fundador de uma Ordem que subsiste ainda, e convidava os seus adeptos a seguir a “via da rosa” (em árabe = sebir-el-uard). Curiosa coincidência: Sebil pode traduzir-se, em certos países orientais, por cruz. Os Alumbrados (Iluminados da Espanha), exterminados pela Inquisição, teriam, então, dado origem aos Rosa-Cruzes.
A Fraternidade Rosa-cruz, segundo a concepção de seus primevos criadores, funcionaria tendo os seguintes seis preceitos e regras básicas, a serem estritamente observados:
Todos os Irmão Rosacruzes daquela época juraram absoluta fidelidade a esses seis preceitos. A Ordem Rosacruz pode ser compreendida, de um ponto de vista mais amplo, como parte da corrente de pensamento hermético-cristã. Nesse contexto, é clara a influência do Corpus Hermeticum que, após 1000 anos de esquecimento, foi traduzido por Marcílio Ficino, a figura central da Academia Platônica de Florença, em 1460, por encomenda de Cosimo de Médici. Nas “Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz”, é dito que "Hermes é a fonte primordial". A própria maçonaria adotou o título de "Cavaleiro Rosa-Cruz" homenagear seus irmãos maçons que eram rosacruzes, para 18º do Rito Escocês Antigo, para o 12º grau do Rito Adonhiramita e para o 7º grau do Rito Moderno ou Francês. Também na Franco-Maçonaria foi instituído o grau de "Cavaleiro Rosa-Cruz", que tem como símbolos principais o Pelicano, a Rosa e a Cruz. Isto, porém, não significa vínculo jurídico; trata-se de mero relacionamento extrínseco ou de nome.Estavam proibidos de exercer qualquer profissão, a exceção daquela que curaria os enfermos, e isso a título de caridade.
Não deveriam usar trajes que os distinguissem da população local, como acontecia com o clero e ordens religiosas, mas antes, deveriam passar como se fossem habitantes dos locais onde eles estivessem.
Todos tinham a obrigação de estar presentes em um dia previamente marcado, denominado de "Dia C", para reunirem-se anualmente na sede do Templo do Espírito Santo. No caso de impossibilidade, explicar por escrito o motivo da ausência.
Cada Irmão Rosa-cruz deveria procurar e, no caso de encontrar, informar a existência de pelo menos uma pessoa de valor que pudesse sucedê-lo, quando necessário.
As Letras CR seriam o selo maior de reconhecimento.
A Confraria deveria permanecer oculta por pelo menos um século.
A
partir de 1648 os Rosa-Cruzes, após um brilhante período de exteriorização,
entram numa espécie de hibernação.
Por volta do final do século XIX, a tradição rosa-cruz experimentou um reflorescimento. Em 1888, o poeta e advogado francês Stanislas de Guaïta (1861 - 1897), um ardente adepto do ocultismo, fundou uma irmandade rosa-cruz na França, com o romancista Joséphin Péladan (1859 – 1918). Pouco depois, no entanto, Péladan abandonou a irmandade, queixando-se de que seu perfil era demasiado anticatólico para seu gosto. Ele fundou outra organização, também sob o rótulo da rosa-cruz, dedicada ao amor fraternal e às atividades intelectuais e artísticas. Péladan abriu um salão rosa-cruz em uma galeria de arte em Paris, que acabou por se tornar um ponto de encontro muito freqüentado e de grande influência, especialmente para as pessoas ligadas ao mundo das artes.
A Rosa Cruz Hermética - Nos quatro extremos da Cruz (em cada uma das abobodas das pontas) tem três símbolos alquímicos: Mercúrio Filosófico, Enxofre e Sal.
Também em cada braço da cruz temos um pentagrama, que representa o Homem Superior. Em cada ponta deste pentagrama temos um símbolo zodiacal (com exceção do vértice superior, cujo símbolo representa do Sol).
A parte inferior do braço descendente da cruz, esta dividido em quatro seções, cada uma preenchida com uma das cores de Malkut, do símbolo Kabalistico da “Árvore da Vida”. Essas cores são amarelo limão, oliva, rosa e negro. Por cima dessas quatro seções do braço inferior encontra-se uma estrela de seis pontas (Selo de Salomão ou hexagrama), que tem seis planetas nos seus vértices, com o Sol no centro. O hexagrama foi considerado numa época como o mais poderoso de todos os símbolos, os planetas estão colocados na ordem de certos rituais Kabalisticos que eles representam.
Os quatro raios longos que se estendem por detrás de cada braço da cruz simbolizam os raios da Luz Divina. Estes raios apresentam as letras que formam a palavra I N R I. As letras dos raios menores representam as primeiras letras dos nomes resonantes usados pelos gregos e egípcios nas suas antigas escolas de mistérios.
O círculo central da cruz é composto por pétalas de rosas, e estão distribuídas da seguinte forma: no círculo externo temos 12 pétalas com 12 letras simples do alfabeto hebraico (que representam os 12 signos do zodíaco); o círculo mediano tem 7 pétalas com 7 letras duplas (que representam 7 planetas), e o círculo central tem 3 letras mães da Kabalah. As pétalas tem a cor da Escala do Rei, que é atribuída aos vinte e dois Caminhos da Árvore Qabalística da Vida. Ao centro desta formação temos outra cruz, amarela, com uma rosa de 5 pétalas ao centro, que representa Tiphereth, a sexta Sephira na Árvore da Vida. que é o receptáculo das forças Sephiróticas da Arvore.
Este símbolo representa a Grande Obra do Adepto. Ela é chamada de "A Chave dos Sigilos e Rituais".
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FRATERINIDADE ROSACRUZ – FRC (inglês, The Rosicrucian Fellowship) -
Foi fundada por
Max Heindel entre 1909 e 1911, sua sede internacional está localizada em Mount Ecclesia, Oceanside, Califórnia (EUA); tem uma sede central e centros de estudo no Brasil e centros em Portugal. No Brasil, na cidade de São Paulo, além de uma Sede Central da Fraternidade Rosacruz, funciona também desde 1929 a Fraternidade Rosacruciana São Paulo, instituição independente, mas seguindo o modelo da escola de Max Heindel, destinada à exposição da mesma doutrina, fundada por Lourival Camargo Pereira. Não é uma dissidência, por ser mais antiga do que a filial brasileira da escola de Max Heindel, e também não mantém vínculos administrativos.
LECTORIUM ROSICRUCIANUM (ou ESCOLA INTERNACIONAL DA ROSACRUZ ÁUREA)
– É uma organização rosa-cruz
que se pretende inspirada pelos Cátaros,
que começou a se estruturar em Haarlem, Holanda, em 1924, através do trabalho de Jan van Rijckenborgh (pseudônimo de Jan Leene) e Catharose de Petri (Z. W. Leene), quando saíram da Sociedade Rosacruz (Het Rozekruisers Genootschap), divisão holandesa do grupo americano Rosicrucian Fellowship, sendo que este grupo se tornaria independente da Rosicrucian Fellowship em 1935. Com o final da Segunda Guerra em 1945 (quando seu trabalho foi proibido pelas forças de ocupação nazista), o trabalho exterior foi retomado e passou a adotar o nome Lectorium Rosicrucianum, ou Escola Internacional da Rosacruz Áurea e, apresentando-se cada vez mais como uma escola gnóstica, "Gnosis" significando aqui o conhecimento direto de Deus, resultado de um caminho de desenvolvimento espiritual. Desde então, o grupo se expandiu por vários países da Europa, América, Oceania e África, além de publicar inúmeros livros, muitos dos quais com comentários sobre antigos textos da sabedoria universal, como os Manifestos Rosacruzes do Século XVII, o Corpus Hermeticum (textos atribuídos a Hermes Trismegistus), o Evangelho Gnóstico da Pistis Sophia, o Tao Te Ching, entre outros.
Todo o processo do Lectorium Rosicrucianum está estruturado em sete aspectos. Depois de assistir a um curso de orientação oferece-se ao interessado a possibilidade de aceder diretamente á condição de simpatizante ou aluno. A condição de simpatizante corresponde ao átrio do Lectorium Rosicrucianum, ou seja, ao exterior da Escola Espiritual propriamente dita, não obstante, desde o átrio é possível contemplar livremente uma parte importante do trabalho da Rosacruz Moderna, assistir a um número considerável de atividades e aprofundar na Filosofia da Escola Espiritual. Sua duração pode ser indefinida. Os cursos que se realizam não pressupõem obrigação alguma para os assistentes. Normalmente organizam-se 2 cursos anuais nos centros locais. Para os simpatizantes organizam-se atividades públicas com uma periodicidade mínima mensal. O acesso ao Discipulado realiza-se depois de assistir a um curso de introdução, ou depois de ter recebido o respectivo curso pelo correio, ou em qualquer momento desde a condição de simpatizante.
Lectorium Rosicrucianum -
http://www.rosacruzaurea.org.br
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FRATERNIDADE ROSACRUZ ANTIQUA (FRA)
- Teve origem na Europa, fundada e organizada pelo ocultista alemão, o
Dr. Arnold Krumm-Heller. Sua sede na Alemanha era em Marburg/Lahn, enquanto seu fundador viveu. Depois da Segunda Guerra, o Mestre mostrou desejo de transferir a Direção Suprema - o Summum Supremum Sanctuarium - para o Planalto Central do Brasil (que ele tinha conhecido com a idade de 16 anos), tendo enviado ao Brasil seu discípulo - o Dr. Albert Wolff - para dar prosseguimento ao seu desejo. Infelizmente o Dr. Wolff faleceu no Brasil antes de poder realizar sua missão.
IGREJA GNÓSTICA
A Ecclesia Gnostica, fundada no Brasil em 1935, vem funcionando ininterruptamente até a presente data. Sua Sede no Brasil está situada à rua Sabóia Lima 77 na Tijuca, cidade do Rio de Janeiro (RJ). Ela funciona em plena harmonia com a Fraternitas Rosicruciana Antiqua, ambas abrigadas no mesmo local. Fraternidade Rosacruz Antiqua (FRA) - http://www.fra.org.br/index.html Fraternidade Rosacruciana São Paulo - http://www.maxheindel.org/ Topo
ANTIGA E MÍSTICA ORDEM ROSA-CRUZ (AMORC)
- O livro "O Domínio da Vida" distribuído pela AMORC aos seus candidatos apresenta a Ordem como tendo nascido a quase 3.500 anos, no Egito. Nesta época o velho Egito atingiu um grau elevado da sua evolução, a religião e os conhecimentos científicos se fundiram. Para preservar esses conhecimentos foram criadas as escolas-de-mistérios, administrada pelos sacerdotes. A primeira reunião teria ocorrido no dia 1º de abril de 1489 a.C., no Templo de Kanark. A partir desta data, passaram a se reunir todas as quintas-feiras subseqüentes. A princípio, não foi usado nenhum nome parecido ou derivado da palavra rosacruz. A Ordem Rosacruz apenas tem suas raízes na antiga Fraternidade.
O faraó Ahmose I (1580 a.C.), foi o primeira a dirigir essa classe, antes governada pelos altos sacerdotes do Egito. É tido como fundador da Ordem o Faraó Tutmés III, da XVIIIª dinastia, por volta de 1350 a.C. Teria o Faraó fundado uma fraternidade secreta, com o objetivo de estudar os mistérios da vida, assim como as tradições osirianas. Tutmés III usava sua insígnia pessoal, um escaravelho, que se tornou selo da ordem e hoje é usado pelos rosacruzes. Após A morte deste faraó, seu filho Amenhopet II passa a reger e assume os encargos do pai na fraternidade em setembro de 1448 a.C.. Em 1420 a.C. foi sucedido por seu filho, Thutmose IV, e este por Amenhopet III, que finalmente foi sucedido por seu filho Amenófis IV (ou
Akhenaton - XVIII Dinastia), que particularmente é importante na história da Ordem Rosacruz. Considerado o primeiro Grande Mestre da Ordem, seu reinado é marcado pela instauração aos poucos do conceito monoteísta, a crença em um Deus único, criador de tudo o que existe. Esse deus chamava-se Aton, e acabou dando um novo nome ao faraó; Akhenaton (Devoto de Aton) [leia sua biografia na nossa área de Biografia dos Grandes Ocultistas]. Seu pai construíra o templo de Luxor, dedicado a fraternidade.

Com a morte de Akhenaton , terminou a primeira fase da Fraternidade. E os sacerdotes contrariados retomam o culto politeísta para agradar ao povo.
Não se pode esquecer que Moisés, filho da tribo de Levi, foi criado no Egito como filho de faraó Amenhotep, recebeu a educação de um herdeiro, freqüentou as escolas egípcias e provavelmente as escolas-de-mistérios, onde adquiriu o dogma de Monoteísmo. O dogma do "Deus Único", era interpretação da Fraternidade Egípcia e constituía ensinamentos do Faraó Akhenaton que fundara a primeira religião monoteísta conhecida pelo homem.
Com a queda do império egípcio, cabe às Escolas de Mistério gregas perpetuarem os segredos.
Segundo os escritos da AMORC, durante o século XII, ela se desenvolveu na Alemanha, mas era secreta e inativa em suas manifestações externas. Este período de inatividade duraria cerca de 108 anos. Segundo muitos historiadores a fraternidade funcionava em períodos de atividades e outro de inatividade alternadamente e cada período duraria cerca de 108 anos, porém não se sabe porque esses ciclos foram adotado. Parece que a cada novo ciclo a Ordem renasce e sem ligações com os ciclos anteriores., sabe-se também que a diferença nos ciclos de atividade e inatividade, variava de país para país. Por isso quando a Fraternidade estava ativa na Alemanha, ela estava inativa na França. Esta falta de coincidências dos ciclos dificulta muito os estudos históricos para determinar a origem exata da Fraternidade em cada país.
A Grande Loja do Brasil da Ordem Rosacruz implantada em 1956 no Rio de Janeiro, foi transferida para Curitiba em 1960. O templo faz parte de um conjunto arquitetônico de 06 edifícios em estilo egípcio em homenagem aos seus primeiros membros que (supostamente) se reuniam nas câmaras secretas da grande pirâmide. Nos outros edifícios funcionam a administração geral, o auditório “H. Spencer Lewis”, um memorial com pirâmide e a Loja Curitiba, onde funcionam a biblioteca e o museu com reproduções de peças egípcias de várias dinastias, inclusive papiros e múmias.
Localização: E a nota diz:"Nossos predecessores, os irmãos da Rosa-Cruz (22), não foram, portanto, loucos quando afirmaram que possuíam a chave da Grande Obra"
Certamente Papus também teve alguma relação iniciática com a Ordem Rosa-Cruz, e ao que me parece, a Ordem Cabalística da Rosa-Cruz foi fundada com permissão da verdadeira Rosa-Cruz, que lhe teria conferido carta-patente, e permitido suas atividades de Alta Magia." 22- Éliphas Lévi alude à grande linhagem de que ele descende. Ele teve como mestre Briewer Lytton, que foi, de 1849 a 1865, o 51 imperador de uma ordem R + C em Londres; ele o sucederá de 1865 a 1874, como o 520 imperador. Para aderir a essa ordem, impõe-lhe a prova tradicional relativa à evocação de Apollonious de Thyane."
Seitas e Sociedades Secretas – Coleção Além da Ciência, Edit. Fase Ltda, 1982.
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