MAÇONARIA

   
Símbolo da Maçonaria

   

CONTEÚDO:   

    ANEXOS:

   

        INTRODUÇÃO

    O nome Maçonaria provém do francês maçonnerie ou do inglês masonry que significa "construção". Esta é feita por um maçom (pedreiro) em suas lodges (canteiros de obras). Algumas correntes afirmam que a palavra é mais antiga e tem origem na expressão copta Phree Messen, cujo significado é "filhos da luz".

    Sua origem está cercada de lendas (teria sido criada por Hirã, o arquiteto do rei Salomão), mas a maçonaria (ou franco-maçonaria) moderna surgiu das organizações medievais da Inglaterra, as corporações de ofício (uma espécie de sindicato), que agrupavam arquitetos, mestres-de-obra e pedreiros, os quais, por construírem castelos e igrejas, eram considerados espiritualmente nobres, que organizaram-se, criando sua própria sociedade (período este denomidado "Maçonaria Operativa").

    Havia dois tipos de pedreiros: o rough mason (pedreiro bruto) que trabalhava com a pedra sem extrair-lhe forma ou polimento e o free mason (pedreiro livre) que detinha o segredo de polir a pedra bruta e erigir construções - Truques profissionais significavam bons salários. Estes pedreiros deslocavam-se continuamente de canteiros em canteiros (lodges), livres da autoridade das corporações, da nobreza e da Igreja. Eram profissionais livres e liberados de pagarem impostos. Tinham permissão para viajar pelo país, numa época em que o sistema feudal mantinha a maioria dos camponeses presa à terra. Ao contrário dos membros de outros ofícios - ferreiros e curtidores, por exemplo -, os pedreiros reuniam-se em grandes grupos para trabalhar em projetos majestosos e gloriosos, mudando-se ao terminar um castelo ou uma catedral para o próximo edifício, por isto, o nome de "Pedreiros Livres" (freemasons ou franc-maçon), cuja importância se desenvolveu do século XII ao XIV. O termo "maçom livre" já aparece nos registros da cidade de Londres em 1375.

    pedreiro (maçon)

    Para proteção, educação e ajuda mútuas, os maçons uniam-se em uma loja local - um edifício erguido no canteiro de obras, onde os trabalhadores se alimentavam e descansavam. Com o passar do tempo, a palavra "loja" passou a significar um grupo de pedreiros estabelecido em um determinado lugar. Eram tanto arquitetos quanto trabalhadores braçais. Para os não-iniciados, seu trabalho parecia sagrado. Desde o antigo Egito, os grandes edifícios de pedra eram monumentos ao poder, que celebravam a magia dos sacerdotes e o direito divino dos reis. Para os estranhos, homens armados de cinzel, de compassos, réguas, níveis e esquadros faziam os templos crescerem no solo.

    Em 1717, 4 lojas se reuniram para fundar a Grande Loja de Londres, Inglaterra, até hoje a mais importante. 5 anos mais tarde surge a Constituição de Anderson (James Anderson). Durante o séc. XVIII surgiram lojas na Europa e na América. Após a cisão que resultou na fundação do Grande Oriente, na França, em 1773, a maçonaria alcançou o apogeu, tendo importante papel nos acontecimentos da Revolução Francesa. Nota: Um "Grande Oriente" é uma federação que agrupa diversos Ritos, enquanto que uma "Grande Loja" é uma federação de Lojas que trabalham no mesmo rito.

    A Maçonaria é em termos gerais uma associação de pessoas que preservam entre si princípios de fraternidade e se reconhecem por sinais, toques, símbolos, emblemas e palavras. É uma organização discreta que se auto-define como filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Por manter os seus ensinamentos e rituais em segredo, transmitindo-os apenas aos seus membros, a maçonaria é alvo de muita curiosidade e críticas. Os membros dessa organização - que se chamam maçons ou franco-maçons (pedreiros-livres) - pregam a liberdade e a tolerância e têm por objetivo o aperfeiçoamento da humanidade.

    A Maçonaria proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da constante investigação da verdade. Seus fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

    Cada Maçonaria nacional está estruturada em células autônomas e independentes umas das outras, todas iguais em direitos e honras. Designam-se por Oficinas.

    Os Maçons se reúnem em Lojas, e cada Loja maçônica possui um "Lider", que é eleito entre os membros desta Loja, sendo este tratado por "Venerável Mestre".

    A Maçonaria usa um sistema de graus para passar os seus ensinamentos aos seus membros, cujo acesso é obtido por meio de uma Iniciação (Ritual de aceitação) a cada grau.

    A Maçonaria é uma sociedade secreta? Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.

    Apenas nos Estados Unidos, cerca de 16 mil lojas recebem vários milhões de membros maçons e os principais cidadãos de muitas cidades consideram um privilégio fazer parte de uma loja. Uma legião de presidentes americanos pertenceram à ordem (estima-se atualmente em 17) além de reis e príncipes ingleses pertenceram à irmandade. Também o eram, diz-se, o mentor da Revolução Russa, Lênin. E conta-nos a história que George Washington teria aparecido de avental maçônico na cerimônia de lançamento da pedra fundamental da cidade que hoje leva seu nome. Para a maioria dos americanos, a maçonaria é uma ordem benigna tão sóbria quanto os rotarianos, o Lions Club, ou inúmeros grupos cívicos ou de assistência social semelhantes. Ao longo dos anos, as figuras de proeminência que pertencem à maçonaria vêm sem dúvida servindo de amortecedor para a intolerância dirigida contra ela.

    Há também inúmeras organizações sociais que encontram seus membros entre os maçons sem serem de fato ligadas a eles. Nos Estados Unidos, a mais conhecida dessas organizações é a Antiga Ordem Árabe dos Nobres do Santuário Místico - mais conhecidos como shriners, do inglês shrine, "santuário" - que admite apenas maçons que tenham alcançado o 32º grau. Os shriners têm também um propósito sério: ao longo dos anos, levantaram milhões de dólares para a caridade. Grupos semelhantes relacionados aos maçons, que se dedicam às boas obras, incluem a Ordem Mística dos Profetas Velados do Reino Encantado e os Altos Cedros do Líbano; os jovens na Ordem de DeMolay e na Ordem dos Construtores; e as moças na Ordem das Filhas de Jó e na Ordem do Arco-íris. Em sua maioria, porém, esses clubes desfrutam do favor maçônico apenas nos Estados Unidos. Os maçons ingleses, que aparentemente desconfiam da frivolidade dos clubes sociais, podem suspender seus membros por juntar-se a tais sociedades.

    Quais outros homens ilustres foram Maçons? Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lamartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling. Também na América (os libertadores da América foram todos Maçons) encontramos: San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México.no Brasil destacamos: o Imperador D. Pedro I, José Bonifácio, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.

    Tem sido relevante a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e guerras separatistas em muitos países da Europa e da América. A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. A França transformou a música da loja maçônica de Marselha em Hino Nacional. Um dos grandes e recentes trunfos da Maçonaria foi a elaboração da Constituição da Comunidade Européia, dirigida pelo Maçom Giscard D'Estaing.

    Uma espécie de marco da aceitação da maçonaria aconteceu em 1965, quando o Vaticano revelou discretamente que os católicos romanos não mais seriam excomungados por juntar-se à organização nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Assim foi posta de lado uma proibição que começara 230 anos antes, e fora reafirmada por sete papas em dezesseis pronunciamentos. Foi durante a histórica reunião do Segundo Concílio Vaticano, em meados da década de 60 - o mesmo conclave que decidiu permitir a celebração da missa em outras línguas além do latim - que a Igreja começou a mover-se no sentido de reavaliar sua posição acerca da maçonaria. O Vaticano continuou proibindo a associação à ordem na Itália, na França e em outros países que aderiram à forma de loja européia chamada de grande oriente. Esse sistema, dizem, continua sendo anticatólico e ateu.

   


    Símbolos maçônicos

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    HISTÓRIA DA MAÇONARIA

    Os pedreiros tinham trabalhos exclusivos e atraentes, estavam cônscios de seu privilégio especial e muito zelosos acerca dele. Para proteger a integridade desses segredos, bem como o próprio prestígio, era necessário garantir que todos aqueles que afirmassem conhecer as artes da construção houvessem sido, de fato, treinados adequadamente. A preocupação era legítima, posto que os pedreiros andantes medievais encontravam-se com freqüência entre estranhos, que às vezes afirmavam falsamente serem praticantes do ofício, em uma tentativa de arrancar segredos. Para afastar esses impostores, os pedreiros construíram um corpo cada vez maior de palavras e frases em código, sinais de reconhecimento e apertos de mão secretos. Faziam certas perguntas de um certo modo especial, e a resposta correta atestava que o recém-chegado estava qualificado para o trabalho.

    Possivelmente, a moderna Maçonaria tenha se originado na Escócia para onde foram, segundo algumas lendas, diversos membros templários, fugindo da Inquisição promovida pela Igreja Católica. Eles teriam se associado a Guildas Maçônicas passando a estas, vários de seus conhecimentos filosóficos e esotéricoas. O próprio Robert de Bruce, o rei que libertou a Escócia da dominação inglesa pertencia à sociedade maçônica.

    No final das Cruzadas, diversas lojas maçônicas haviam sido abertas no continente europeu. O príncipe Eduardo, filho do rei inglês Henrique III, supostamente apiedou-se dos exércitos cristãos vencidos na Palestina após a última Cruzada e trouxe-os de volta à Inglaterra no século XIII. O príncipe, que mais tarde reinou como Eduardo I, fundou em seu país natal uma colônia de irmãos que se rebatizaram como "maçons livres". Segundo alguns historiadores, na Escócia eles gozavam de liberdade suficiente para continuar suas atividades sem ser incomodados pela inquisição, tendo se misturado a fraternidades maçônicas, servindo de base para o Rito Escocês da Franco-Maçonaria. De fato, haviam entrado em contato com os Cavaleiros Templários ao construir suas fortalezas, hospitais, monastérios e igrejas. Desse modo, as qualidades caridosas e galantes dos templários foram transmitidas aos maçons.

    No século XVII, com o crescimento do número e do prestígio dos pedreiros, algumas Lojas de Maçons Operativos começaram progressivamente a admitir membros honorários, que não pertenciam ao ofício da construção, que eram chamados de "Maçons Aceitos", e que podiam participar de suas discussões após serem iniciados. A "Companhia dos Pedreiros" de Londres fundou a "Acepção", uma organização paralela com esse propósito específico, em 1619. Ela admitia como "pedreiros aceitos" homens que não pertenciam à companhia, mas que estavam dispostos a pagar dobrado pela taxa de iniciação. Descobriram que podiam atrair a nata da sociedade progressista londrina: membros do clero e das classes superiores, filósofos e príncipes livre-pensadores. Muitos candidatos à iniciação esperavam aprender os antigos mistérios e a sabedoria oculta que se achava que os maçons possuíam. Além disso, havia um crescente interesse por arquitetura e por antiguidades entre os amadores abastados. Qualquer que fosse o motivo, entre 1737 e 1907 um total de dezesseis príncipes passou pelos elaborados rituais de iniciação como maçons. Quatro deles tornaram-se reis. Paradoxalmente, a mensagem maçônica que tanto atraía os membros das fileiras privilegiadas era de fraternidade universal - o valor de cada homem, independentemente de sua condição social.

    Como se vê, a transição da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa (forma como esta organização apresenta-se, hoje) dá-se de forma imperceptível.

    Os próprios maçons criaram, adornaram e foram cativados pela crença de que um saber especial fora transmitido a eles através dos séculos. Quando os maçons exploravam esses laços, reais ou imaginários, com grupos ocultos do passado distante, isso fazia parte de uma busca mais ampla da verdade. O final do século XVII e o século XVIII assistiram ao florescimento do Iluminismo, a radiosa época em que o dogma religioso inquestionável foi eclipsado pela crença na razão. Lojas maçônicas progressistas e livre-pensadores tiveram um papel importante na disseminação das novas idéias pela Europa e pelas Américas.

    Então, em 1717, quatro lojas em Londres criaram um organismo de supervisão chamado de Grande Loja, cujas reuniões anuais atraíam considerável atenção, organizando um movimento em rápido crescimento. Começara a transformação histórica da maçonaria, de uma simples guilda de ofício em uma poderosa organização social. Anthony Bayer foi o primeiro grão-mestre, cargo ocupado até por herdeiros do trono inglês.

    Em todo o Continente, o ofício - tal como veio a ser conhecido - deixou raízes. Por volta do fim da década de 1730, havia lojas na Bélgica, na Rússia, na Itália, na Alemanha e na Suíça. No entanto, a seita parecia ter um apelo especial na França. Cerca de 45 anos depois, às vésperas da Revolução Francesa, havia talvez 100 mil maçons na França, onde, porém, os graus brotaram como flores do campo. Em pouco tempo, os membros referiam-se uns aos outros como comandante do triângulo luminoso, doutor do fogo sagrado, e mestre sublime do anel luminoso. Não havia duas lojas que seguissem o mesmo ritual. Em algumas cidades, contra todos os preceitos maçônicos de desconsideração pelas classes, havia duas lojas: uma para os nobres, e outra para os burgueses e artesãos de menor importância.

    A maçonaria vinha desenvolvendo com rapidez seus próprios rituais, histórias e lendas, além de sua própria hierarquia, tal como a religião organizada.

    O primeiro Livro de Constituições maçônico foi redigido por um ministro da Igreja da Escócia, o Dr. James Anderson, e publicado na Inglaterra em 1723. O "Constituições" foi impresso pela primeira vez nos Estados Unidos em 1734 por um grão-mestre maçom, Benjamin Franklin. O histórico documento declarava ousadamente que, na atmosfera de camaradagem da loja, os que pertenciam a religiões diferentes deveriam ser capazes de associar-se e discutir novas idéias.

    O monopólio doutrinário, filosófico, que, de certa forma atingia o mundo, incomodava as autoridades, por isso, cito a abertura da loja que imitava o Templo de Salomão em Paris, e que teve a benção de Napoleão para enfraquecer a Igreja Católica.

    Para a Igreja Católica Romana do século XVIII, tudo isso parecia-se demais com uma religião rival, e sua reação foi o ataque, sem vacilações. Em 1738, o papa Clemente XII emitiu a primeira de uma série de denúncias papais da maçonaria, ordenando a excomunhão de todos os católicos que fossem iniciados no ofício. O Vaticano denunciou o juramento de segredo da maçonaria como ameaça à santidade da confissão e à autoridade da Igreja.

    Por toda a Europa, as autoridades seculares aplacaram as sanções da Igreja, castigando e torturando maçons. Mas a maçonaria chegara ao ponto em que não podia ser destruída. Seus adeptos eram numerosos e influentes demais. Além disso, com certeza, a perseguição não era novidade para os maçons. Após a fundação oficial da grande loja de Londres em 1717, as denúncias contra a organização foram publicadas com regularidade; as pressões contra a maçonaria não tiveram origem no papa Clemente XII, nem eram domínio exclusivo da Igreja.

    Clemente XII e Bento XIV expediram bulas. O atual papa, Bento XVI, já havia dito que o cristão que se associar à maçonaria "está cometendo um pecado grave".

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    HIRAN ABIFF, Grão-mestre arquiteto do Templo de Salomão

        MITO - A História de Hiram Abiff

    Segundo a lenda maçônica, quando o rei Salomão ascendeu ao trono de Davi, dedicou a vida à construção de um templo para Deus e um palácio para os reis de Israel. Salomão contratou com o rei Hiram, de Tiro, cidade situada ao norte da antiga Israel, um exército de pedreiros e carpinteiros para ajudar os judeus a construírem o templo. Hiram de Tiro enviou os trabalhadores, chefiados pelo grão-mestre dos arquitetos dionisíacos, Hiram Abiff. Descrito como o trabalhador mais sagaz, hábil e inquisitivo que jamais viveu, Abiff comandava 183.600 artesãos, supervisores e trabalhadores. Usava um sistema de sinais e senhas mediante o qual qualquer capataz podia rapidamente avaliar a capacidade de um trabalhador.

   

    "Tínhamos um arquiteto hábil, um respeitável Mestre que possuía as qualidades e os talentos que constituem a perfeição: chamava-se Hiram. Vindo de um país onde nasce a luz, ele trabalhava há sete anos na construção de um templo que deveria reunir todos os homens num mesmo culto, o da verdade. Ele coordenava-lhes as partes com arte e sabedoria e, ao nascer do dia, supervisionava os trabalhos. Seus operários eram muito numerosos; ele os havia dividido em três classes - aprendizes, companheiros e mestres, tendo cada um uma senha para receber um salário gradual: os aprendizes na coluna J.:, os companheiros na coluna B.: e os Mestres na câmara do meio. Os trabalhos chegavam a seu fim, quando três companheiros, descontentes com seu pagamento e impacientes por não serem mestres, imaginaram obter pela força a senha dos mestres. Sabendo que todos os dias, ao meio-dia, durante a ausência dos trabalhadores, Hiram visitava regularmente o edifício dirigindo-se ao sanctum inacabado para rezar, para realizar seu intento convieram postar-se nas três portas do templo para aí esperar o seu mestre. Hiram não demorou a se apresentar na porta do sul, onde ele encontrou um companheiro que lhe perguntou com palavras ameaçadoras a senha de mestre. Hiram lhe respondeu que ele não podia absolutamente recebê-la desse modo, que era preciso que ele esperasse pacientemente que seu tempo fosse terminado. Descontente com a resposta, o companheiro ferio o Mestre com um golpe de régua, que o atingiu na garganta. Hiram fugiu na direção de outra porta, a oeste. Aí ele encontrou o segundo companheiro, que lhe fez a mesma pergunta; tendo recebido a mesma recusa, ele lhe deu sobre o peito esquerdo um forte golpe com seu esquadro de ferro. Hiram fugiu cambaleando rumo à porta leste, onde o último companheiro olhe fez a mesma pergunta que os outros dois e, tendo recebido a mesma resposta, descarregou sobre ele um tão terrível golpe de martelete sobre a fronte que o derrubou morto. Os assassinos, reunindo-se, perguntaram reciprocamente qual era a senha de mestre; vendo que não haviam conseguido obtê-la, desesperaram-se por terem cometido um crime inútil, e não pensaram em nada mais a não ser em escondê-lo; para tanto, carregaram o corpo, esconderam-no sob uns escombros e, durante a noite, levaram-no para fora da cidade e o enterraram junto a um bosque, em uma cova feita às pressas, plantando sobre seu túmulo um ramo de acácia.

    A ausência de Hiram não tardou afazer com que os operários conhecessem essa terrível catástrofe, que eles atribuíram aos três companheiros que haviam faltado à chamada. Os Mestres se reuniram imediatamente na câmara do meio, que eles forraram de negro em sinal de luto; em seguida, depois de terem dado livre curso a sua dor, eles resolveram tudo fazer para encontrar o corpo de seu infortunado chefe, a fim de lhe dar uma sepultura condigna, caso estivesse morto. Para tanto, mandaram à sua procura nove mestres, em grupos sucessivos de três.

    Quando, extenuados, os exploradores chegaram ao ponto de encontro, seus semblantes desencorajados só expressaram a inutilidade de seus esforços. Um deles, contudo, fez um relatório que reanimou todas as esperanças. Caindo literalmente de fadiga, esse Mestre tentava agarrar-se a um ramo de acácia. Ora, para sua grande surpresa, o ramo soltou-se em sua mão, pois havia sido enterrado numa terra há pouco removida.

    Depois dessa "tríplice morte", Hiram ressuscita no ritual Maçônico. A lenda de Hiram revela-se assim altamente iniciática. Na tradição maçônica, Abiff é considerado o maior mártir da seita, e seu destino trágico costuma ser relatado para que ninguém esqueça a seriedade dos votos maçônicos de segredo.


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        INICIAÇÃO MAÇÔNICA

    É preciso ser convidado por um maçom, passar por entrevistas, investigação da vida pessoal, acreditar em Deus, ter pelo menos 21 anos e não possuir nenhuma deficiência física.

    O GABINETE DE REFLEXÃO - Antes de sua iniciação, o profano é introduzido no Gabinete ou Câmara de Reflexão, onde pode esperar horas antes do início da cerimônia de iniciação. Trata-se de uma espécie de reduto, pintado interiormente de preto, no qual são colocados: Ossos, um Crânio humano; uma pequena mesa, um tamborete e uma escrivaninha; sobre a mesa, pão, uma bilha de água, uma taça de sal e uma outra contendo Enxofre; nas paredes figuram sentenças como estas:

   

"Persevere e serás purificado pelos Elementos, sairás das Trevas, para a Luz".
"Se tens receio de que descubram os teus erros, não estarás entre nós".
"Se queres bem empregar tua vida, pensa na morte".
"Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te!"
"Se tua alma sentiu medo, não vás adiante!"
"Se fores dissimulado, serás descoberto".
"Julga os justos e os pecadores".
"Se tens medo, não vai adiante".
"Somos pó e ao pó voltaremos".

    Desenhos simbólicos ornam as paredes; um Galo encimando uma bandeirola com as palavras "Vigilância e Perseverança", uma Foice, uma Ampulheta, a palavra "Vitríolo" ou "Vitriolum". A iluminação é fornecida por uma lanterna ou por um archote.

    É nesse "calabouço" que o profano deve responder por escrito às perguntas que lhe são feitas e redigir seu "testamento". Em outras épocas, as três perguntas feitas ao profano eram as seguintes: "O que é que o homem deve a Deus?", "O que é que o homem deve a si mesmo?", "O que é que o homem deve aos outros?"

    Os três princípios herméticos figuram no Gabinete de Reflexão: o Enxofre, símbolo do espírito (princípio masculino), e o Sal (princípio neutro), símbolo da Sabedoria e da ciência, cada um numa taça; o Mercúrio (princípio feminino), sob a forma do Galo, atributo de Hermes (o Galo recomenda vigilância). O pão e a água são emblemas da simplicidade que deverá orientar a vida do futuro iniciado. Os Ossos, a Caveira, a Foice e a Ampulheta - Todos esses símbolos referem-se a Saturno e, conseqüentemente, ao Chumbo.

    As letras da palavra "VITRIOL(O)" são atribuídas como divisa dos antigos Rosa-Cruzes, significam:

    "Visita Interiora Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem" (Visita o interior da Terra e, retificando, encontrarás a Pedra Oculta). Trata-se de um convite à busca interior.

    Todo o simbolismo do "Gabinete de Reflexão" está relacionado com o Hermetismo. Trata-seda primeira fase da Grande Obra: a da "Putrefação".

    Antes de uma iniciação, um diálogo cerimonial invariável ocorre entre o mestre e os vários oficiais da loja. Enquanto isso, em uma ante-sala, um homem chamado de telheiro - tyler em inglês - está com a espada desembainhada, de guarda contra intrusões de estranhos. Seu título em inglês deriva da ortografia arcaica de telheiro, profissional que faz o telhado ou fabrica telhas, sendo portanto um membro provável da antiga guilda de ofício dos pedreiros - construtores. O telheiro retira o casaco e a gravata do candidato e solicita-lhe que se despoje de todo dinheiro e objetos de metal. Isso é feito, diz-se ao candidato, para que, caso ele encontre um companheiro maçom "em situação aflitiva", se lembre de que foi recebido na ordem "pobre e sem um tostão" e aja com a compaixão apropriada. A perna esquerda das calças do candidato é enrolada até acima do joelho, o peito esquerdo é exposto e seu sapato direito é tirado e substituído por um chinelo: no jargão maçônico, ele está "achinelado". Só os iniciados sabem com certeza qual é o sentido destas três últimas alterações no vestuário do candidato. No entanto, alguns historiadores maçônicos sugerem que elas têm origem na Companhia de Jesus, da Igreja Católica e simbolizam, respectivamente, o voto de pobreza, a prova de que o iniciando não é uma mulher e um lembrete de como o fundador da ordem dos jesuítas, Inácio de Loiola, que tinha um pé defeituoso, começou sua peregrinação para catequizar os pagãos.

    Depois que as roupas do candidato estão adequadamente desarrumadas, o telheiro o venda "encobre", em termos maçônicos - para demonstrar seu "estado de trevas". Uma corda com um laço de correr, ou de reboque, é colocada em volta da garganta dele. O candidato, que nessa altura já está bastante rebaixado, é levado até a porta da sala principal, onde se confronta com o guarda interior - um oficial que barra sua passagem colocando-lhe contra o peito a ponta de uma adaga. Depois de alguns instantes de tensão o candidato - ainda vendado - é levado à câmara para deparar-se com o mestre e os demais membros da loja. O noviço deve responder com precisão a uma série de perguntas rituais feitas a ele pelo mestre. Ajoelhado diante dele, o candidato jura não "revelar, escrever, ditar, marcar, gravar ou de qualquer outro modo delinear qualquer parte dos segredos da maçonaria". Se faltar com sua palavra, o candidato concorda em "ter minha garganta cortada, minha língua arrancada pela raiz e enterrada na areia do mar na marca da maré baixa".

    Depois de feito o juramento, o mestre ordena que a venda e o laço sejam removidos e explica o significado dos testes pelos quais o candidato acabou de passar. Revela então ao iniciando o passo, o sinal e o aperto de mão secretos de um aprendiz maçom admitido. Tal como é revelado em diversas descrições do ritual maçônico os gestos são, respectivamente: um passo curto com o pé esquerdo, trazendo o calcanhar direito para debaixo do seu arco; a mão passada rapidamente sobre a garganta; a pressão do polegar sobre o nó do dedo indicador de outro maçom ao apertar as mãos. Finalmente, é dita a senha secreta: "Boaz", que quer dizer "com força".

    Cada novo aprendiz admitido recebe um conjunto de ferramentas que evocam as origens da sociedade como grupo de trabalhadores, mas que, segundo se diz, representam também certas virtudes ou idéias significativas. Recebe um martelo, que simboliza a força da consciência; um cinzel, que representa as vantagens da educação; e uma régua de 24 polegadas, pelas 24 horas do dia. Após um período de estudos, o aprendiz pode tornar-se um maçom do segundo grau, ou companheiro de ofício. Nessa altura, ele recebe um esquadro (representando a moralidade), um nível (representando a igualdade) e um prumo (símbolo da retidão). Os maçons de terceiro grau, chamados de mestres, recebem uma colher de pedreiro que simboliza o amor fraternal; a pá é usada para cimentar os tijolos individuais que, na simbologia maçônica, representam os indivíduos humanos. Na tradição do ofício, o progresso do maçom em direção a uma posição mais nobre é comparado a seu progresso na construção de um templo. A metáfora é simples - atributos pessoais mais elevados equivalem a maiores habilidades como construtor.

    Interior de um templo maçônico

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        O TEMPLO

    Não possui janelas, tendo sua entrada voltada para o Ocidente (local mais escuro do templo), tendo o altar no lado oposto (região mais clara do templo). Nas paredes há 12 colunas, uma corda com 81 nós, a pedra bruta polida, e alguns outros símbolos pré e pós-iniciáticos.

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    Régua e Esquadro

        SIMBOLOGIA MAÇÔNICA

    Acácia - A planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.

    Altar - Simboliza a presença Divina. Destinado a reverência do Grande Arquiteto do Universo, Deus.

    Avental - Parte da indumentária ritualística, serve para lembrar ao maçom que ele tem o dever de trabalhar para o progresso da humanidade. Branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres.

    Cinzel - É uma ferramenta utilizada para fazer a lapidação das pedras, seguindo este mesmo raciocínio; simboliza a lapidação, o aprimoramento da condição humana. Seguro com a mão esquerda, o lado passivo. Indica o discernimento.

    Círculo - Por não ter um começo nem um fim, representa o infinito. Símbolo da Esfera Celeste, símbolo de Deus.

    Colunas - Simboliza a força, a sustentação.

    Compasso - Serve não só para traçar círculos como também para tomar e transferir medidas. O Compasso é um instrumento móvel enquanto o Esquadro é um instrumento fixo. Símbolo relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto).

    Corrente - Simboliza a prisão, a escravidão, falta de evolução.

    Delta Luminoso - Evoca a idéia da Trindade Divina. Os maçons costumam colocar após sua assinatura uma seqüência de três pontos, formando um delta. Os três lados são geralmente traduzidos pela fórmula; L, I, F (Liberdade, Igualdade e Fraternidade).

    Espada - Simboliza a coragem e a justiça. Representa o cavaleiro que serve a Deus e defende os fracos.

    Espelho - Materializa a "reflexão" (no sentido de ponderar com maturidade).

    Esquadro - (do lat. exquadra e exquadrare = esquadrar) = refere-se à "matéria" que ele retifica e ordena. Sinal de retidão de vida e princípios. Instrumento indispensável para transformar a pedra bruta em pedra cúbica. O mesmo que a régua.

    Luvas Brancas - Símbolo da pureza. Sabemos que um magnetismo emana da extremidade dos dedos e que as mãos enluvadas de branco só podem deixar filtrar um magnetismo transformado e benéfico.

    Martelo ou Malho - Utilizado junto como Cinzel na lapidação das pedras. Emblema do trabalho e da força material, ajuda a derrubar os obstáculos e a superar as dificuldades. Seguro com a mão direita, simboliza a vontade na aplicação.

    Mosaico - Faz parte do chão do templo, quadrados alternados nas cores preto e branco (xadrez). Simboliza o entrelaçamento dos opostos.

    Pão - Feito de trigo, simboliza o alimento espiritual.

    Pedra bruta - Símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral.

    Pentagrama - Simboliza o corpo humano.

    Pirâmide - A construção perfeita.

    Quadrado - Simboliza a limitação, a Terra.

    Régua - O andar correto, o bom caráter.

    Sol - Representa a busca do conhecimento, a iluminação.

    Trolha (A Colher do Pedreiro) - A trolha reúne, unifica. Símbolo do amor fraterno.

    Velas - Simboliza luz, sabedoria da alma.

 

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        OS DIFERENTES RITOS MAÇÔNICOS

    Denomina-se rito maçônico um conjunto sistemático de cerimônias e ensinamentos, que variam de acordo com o período histórico, conotação, objetivo e influência de outras seitas esotéricas que porventura penetrem na Ordem. Os ritos mais difundidos mundialmente são O rito de York (ou Real Arco) [acredita-se ter sido criado por volta de 1743, foi levado à Inglaterra por volta de 1777, inicialmente foi composto de 4 graus, hoje possui 13, atualmente é o rito mais difundido no mundo, e considerado o que mais preserva a verdadeira ritualística e conhecimentos maçônicos], o rito Escocês Antigo e Aceito [derivou-se do Rito de Heredon, em 1º de maio de 1786 foram fixados as regras e seus fundamentos, composto até hoje de 33 graus, atualmente é o rito mais difundido nos países latinos], O rito Francês ou Moderno [a história deste rito se inicia em 1774, com a nomeação de uma comissão para se reduzir os graus, deixando apenas os simbólicos. No princípio, houve uma forte oposição, então a comissão decidiu deixar 4 dos principais graus filosóficos. Com o decorrer do tempo, lojas adotaram o rito, hoje em dia é muito praticado na França e nos países que estiveram sob sua influência].

    O Rito Misräim-Mênfis é um dos mais sanguinolentos. Na sua iniciação, o candidato deve ficar com um cadáver humano dentro de um caixão. Ele ainda é praticado.

    No Brasil se exercem todos esses, mas se destacam também o rito brasileiro [rito que se originou em 1878 em Recife, com o primeiro movimento maçônico brasileiro, ficou adormecido até que em 1976 por iniciativa de Lauro Sodré, Grão Mestre, deu o caráter de regular, legítimo e legal para o rito. Este sofreu ainda atualizações, para a sua forma atual] e o Adonhiramita [criado pelo Barão de Tschoudy, ilustre escritor, em Paris, França no ano de 1766, de caráter místico e cerimonial, atualmente só em funcionamento no Brasil]. Outro que cresce muito no Brasil é o rito de Schröder [os Rituais de Schröder (recomenda-se pronunciar "chreder") foram aprovados em 29 de junho de 1801 pela Assembléia dos Veneráveis Mestres das Lojas da Grande Loja Provincial de Hamburgo e da Baixa Saxônia (pois naquela época a Alemanha ainda não fora unificada) e rapidamente conquistaram a aprovação de muitas Oficinas de língua germânica. Posteriormente foram adotados por alemães e seus descendentes em diversos países. No Brasil, com a colonização germânica no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Rito estabeleceu-se inicialmente no idioma Alemão. Mais tarde o Ritual foi traduzido para o Português, sendo reconhecido por diversas Grandes Lojas Estaduais - C.M.S.B., pelo Grande Oriente do Brasil - G.O.B. e pelos Grandes Orientes Estaduais Independentes - C.O.M.A.B.]

    Há ainda outras dezenas de ritos, adotados em menor escala.

 

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        A MAÇONARIA NO BRASIL

    Apesar de historiadores terem omitido alguns fatos, avaliando os anais da história, fica claro que a Maçonaria teve participação crucial na História do Brasil, principalmente no primeiro período republicano. Sendo que muitos dos acontecimentos que se sucederam, tomaram corpo dentro de algumas Lojas Maçônicas.

    Influenciou, entre outras, a Inconfidência Mineira, e na denominada "Revolução Farroupilha" (Guerra dos Farrapos) - tendo legado os símbolos maçônicos na bandeira do Rio Grande do Sul (vários outros Estados da Federação possuem símbolos maçônicos nas suas bandeiras, como Minas Gerais, por exemplo) - a Conjuração Baiana, a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República e a Independência do Brasil.

    A maioria dos militares ligados à proclamação da República eram maçons. Aliás, todo o ministério do primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, era composto por maçons. Especula-se que foi igualmente iniciativa da Maçonaria a renúncia do Presidente Jânio Quadros, que apontava a presença de "forças ocultas" na sua decisão.

    D. Pedro IO imperador D. Pedro I era maçom, chegando inclusive a ocupar o cargo de Grão-Mestre (maior cargo dentro da Maçonaria Simbólica) do Grande Oriente do Brasil; quando D. Pedro I rompeu com a Maçonaria, os maçons desencadearam célebre vingança, obrigando-o a abdicar em favor de seu filho ainda infante, para retornar a Portugal. Lá, morreu ainda jovem, de estranha doença.


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    REFERÊNCIAS:

 

       LINKS DE VÍDEOS

 

    Hino da Maçonaria -

                                        http://www.youtube.com/watch?v=lI0RhkPbT-c

 

    Iniciação Maçônica -

                                       http://www.youtube.com/watch?v=4G3gIJYhhPE&mode=related&search=

 

   

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