Para proteção, educação e ajuda mútuas, os maçons uniam-se em uma loja local - um edifício erguido no canteiro de obras, onde os trabalhadores se alimentavam e descansavam. Com o passar do tempo, a palavra "loja" passou a significar um grupo de pedreiros estabelecido em um determinado lugar. Eram tanto arquitetos quanto trabalhadores braçais. Para os não-iniciados, seu trabalho parecia sagrado. Desde o antigo Egito, os grandes edifícios de pedra eram monumentos ao poder, que celebravam a magia dos sacerdotes e o direito divino dos reis. Para os estranhos, homens armados de cinzel, de compassos, réguas, níveis e esquadros faziam os templos crescerem no solo.
Em 1717, 4 lojas se reuniram para fundar a Grande Loja de Londres, Inglaterra, até hoje a mais importante. 5 anos mais tarde surge a Constituição de Anderson (James Anderson). Durante o séc. XVIII surgiram lojas na Europa e na América. Após a cisão que resultou na fundação do Grande Oriente, na França, em 1773, a maçonaria alcançou o apogeu, tendo importante papel nos acontecimentos da Revolução Francesa. Nota: Um "Grande Oriente" é uma federação que agrupa diversos Ritos, enquanto que uma "Grande Loja" é uma federação de Lojas que trabalham no mesmo rito.
A Maçonaria é em termos gerais uma associação de pessoas que preservam entre si princípios de fraternidade e se reconhecem por sinais, toques, símbolos, emblemas e palavras. É uma organização discreta que se auto-define como filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Por manter os seus ensinamentos e rituais em segredo, transmitindo-os apenas aos seus membros, a maçonaria é alvo de muita curiosidade e críticas. Os membros dessa organização - que se chamam maçons ou franco-maçons (pedreiros-livres) - pregam a liberdade e a tolerância e têm por objetivo o aperfeiçoamento da humanidade.
A Maçonaria proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da constante investigação da verdade. Seus fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Cada Maçonaria nacional está estruturada em células autônomas e independentes umas das outras, todas iguais em direitos e honras. Designam-se por Oficinas.
Os Maçons se reúnem em Lojas, e cada Loja maçônica possui um "Lider", que é eleito entre os membros desta Loja, sendo este tratado por "Venerável Mestre".
A Maçonaria usa um sistema de graus para passar os seus ensinamentos aos seus membros, cujo acesso é obtido por meio de uma Iniciação (Ritual de aceitação) a cada grau.
A Maçonaria é uma sociedade secreta? Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Apenas nos Estados Unidos, cerca de 16 mil lojas recebem vários milhões de membros maçons e os principais cidadãos de muitas cidades consideram um privilégio fazer parte de uma loja. Uma legião de presidentes americanos pertenceram à ordem (estima-se atualmente em 17) além de reis e príncipes ingleses pertenceram à irmandade. Também o eram, diz-se, o mentor da Revolução Russa, Lênin. E conta-nos a história que George Washington teria aparecido de avental maçônico na cerimônia de lançamento da pedra fundamental da cidade que hoje leva seu nome. Para a maioria dos americanos, a maçonaria é uma ordem benigna tão sóbria quanto os rotarianos, o Lions Club, ou inúmeros grupos cívicos ou de assistência social semelhantes. Ao longo dos anos, as figuras de proeminência que pertencem à maçonaria vêm sem dúvida servindo de amortecedor para a intolerância dirigida contra ela.
Há também inúmeras organizações sociais que encontram seus membros entre os maçons sem serem de fato ligadas a eles. Nos Estados Unidos, a mais conhecida dessas organizações é a Antiga Ordem Árabe dos Nobres do Santuário Místico - mais conhecidos como shriners, do inglês shrine, "santuário" - que admite apenas maçons que tenham alcançado o 32º grau. Os shriners têm também um propósito sério: ao longo dos anos, levantaram milhões de dólares para a caridade. Grupos semelhantes relacionados aos maçons, que se dedicam às boas obras, incluem a Ordem Mística dos Profetas Velados do Reino Encantado e os Altos Cedros do Líbano; os jovens na
Ordem de DeMolay e na Ordem dos Construtores; e as moças na
Ordem das Filhas de Jó
e na Ordem do Arco-íris. Em sua maioria, porém, esses clubes desfrutam do favor maçônico apenas nos Estados Unidos. Os maçons ingleses, que aparentemente desconfiam da frivolidade dos clubes sociais, podem suspender seus membros por juntar-se a tais sociedades.
Quais outros homens ilustres foram Maçons? Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lamartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling. Também na América (os libertadores da América foram todos Maçons) encontramos: San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México.no Brasil destacamos: o Imperador D. Pedro I, José Bonifácio, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
Tem sido relevante a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e guerras separatistas em muitos países da Europa e da América. A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. A França transformou a música da loja maçônica de Marselha em Hino Nacional. Um dos grandes e recentes trunfos da Maçonaria foi a elaboração da Constituição da Comunidade Européia, dirigida pelo Maçom Giscard D'Estaing.
Uma espécie de marco da aceitação da maçonaria aconteceu em 1965, quando o Vaticano revelou discretamente que os católicos romanos não mais seriam excomungados por juntar-se à organização nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Assim foi posta de lado uma proibição que começara 230 anos antes, e fora reafirmada por sete papas em dezesseis pronunciamentos. Foi durante a histórica reunião do Segundo Concílio Vaticano, em meados da década de 60 - o mesmo conclave que decidiu permitir a celebração da missa em outras línguas além do latim - que a Igreja começou a mover-se no sentido de reavaliar sua posição acerca da maçonaria. O Vaticano continuou proibindo a associação à ordem na Itália, na França e em outros países que aderiram à forma de loja européia chamada de grande oriente. Esse sistema, dizem, continua sendo anticatólico e ateu.
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MITO -
A
História de Hiram Abiff
Segundo a lenda maçônica, quando o rei Salomão ascendeu ao trono de Davi, dedicou a vida à construção de um templo para Deus e um palácio para os reis de Israel. Salomão contratou com o rei Hiram, de Tiro, cidade situada ao norte da antiga Israel, um exército de pedreiros e carpinteiros para ajudar os judeus a construírem o templo. Hiram de Tiro enviou os trabalhadores, chefiados pelo grão-mestre dos arquitetos dionisíacos, Hiram Abiff. Descrito como o trabalhador mais sagaz, hábil e inquisitivo que jamais viveu, Abiff comandava 183.600 artesãos, supervisores e trabalhadores. Usava um sistema de sinais e senhas mediante o qual qualquer capataz podia rapidamente avaliar a capacidade de um trabalhador.
"Tínhamos um arquiteto hábil, um respeitável Mestre que possuía as qualidades e os talentos que constituem a perfeição: chamava-se Hiram. Vindo de um país onde nasce a luz, ele trabalhava há sete anos na construção de um templo que deveria reunir todos os homens num mesmo culto, o da verdade. Ele coordenava-lhes as partes com arte e sabedoria e, ao nascer do dia, supervisionava os trabalhos. Seus operários eram muito numerosos; ele os havia dividido em três classes - aprendizes, companheiros e mestres, tendo cada um uma senha para receber um salário gradual: os aprendizes na coluna J.:, os companheiros na coluna B.: e os Mestres na câmara do meio. Os trabalhos chegavam a seu fim, quando três companheiros, descontentes com seu pagamento e impacientes por não serem mestres, imaginaram obter pela força a senha dos mestres. Sabendo que todos os dias, ao meio-dia, durante a ausência dos trabalhadores, Hiram visitava regularmente o edifício dirigindo-se ao sanctum inacabado para rezar, para realizar seu intento convieram postar-se nas três portas do templo para aí esperar o seu mestre. Hiram não demorou a se apresentar na porta do sul, onde ele encontrou um companheiro que lhe perguntou com palavras ameaçadoras a senha de mestre. Hiram lhe respondeu que ele não podia absolutamente recebê-la desse modo, que era preciso que ele esperasse pacientemente que seu tempo fosse terminado. Descontente com a resposta, o companheiro ferio o Mestre com um golpe de régua, que o atingiu na garganta. Hiram fugiu na direção de outra porta, a oeste. Aí ele encontrou o segundo companheiro, que lhe fez a mesma pergunta; tendo recebido a mesma recusa, ele lhe deu sobre o peito esquerdo um forte golpe com seu esquadro de ferro. Hiram fugiu cambaleando rumo à porta leste, onde o último companheiro olhe fez a mesma pergunta que os outros dois e, tendo recebido a mesma resposta, descarregou sobre ele um tão terrível golpe de martelete sobre a fronte que o derrubou morto. Os assassinos, reunindo-se, perguntaram reciprocamente qual era a senha de mestre; vendo que não haviam conseguido obtê-la, desesperaram-se por terem cometido um crime inútil, e não pensaram em nada mais a não ser em escondê-lo; para tanto, carregaram o corpo, esconderam-no sob uns escombros e, durante a noite, levaram-no para fora da cidade e o enterraram junto a um bosque, em uma cova feita às pressas, plantando sobre seu túmulo um ramo de acácia. A ausência de Hiram não tardou afazer com que os operários conhecessem essa terrível catástrofe, que eles atribuíram aos três companheiros que haviam faltado à chamada. Os Mestres se reuniram imediatamente na câmara do meio, que eles forraram de negro em sinal de luto; em seguida, depois de terem dado livre curso a sua dor, eles resolveram tudo fazer para encontrar o corpo de seu infortunado chefe, a fim de lhe dar uma sepultura condigna, caso estivesse morto. Para tanto, mandaram à sua procura nove mestres, em grupos sucessivos de três. Quando, extenuados, os exploradores chegaram ao ponto de encontro, seus semblantes desencorajados só expressaram a inutilidade de seus esforços. Um deles, contudo, fez um relatório que reanimou todas as esperanças. Caindo literalmente de fadiga, esse Mestre tentava agarrar-se a um ramo de acácia. Ora, para sua grande surpresa, o ramo soltou-se em sua mão, pois havia sido enterrado numa terra há pouco removida. Depois dessa "tríplice morte", Hiram ressuscita no ritual Maçônico. A lenda de Hiram revela-se assim altamente iniciática. Na tradição maçônica, Abiff é considerado o maior mártir da seita, e seu destino trágico costuma ser relatado para que ninguém esqueça a seriedade dos votos maçônicos de segredo.
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SIMBOLOGIA MAÇÔNICA
Acácia - A planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.
Altar - Simboliza a presença Divina. Destinado a reverência do Grande Arquiteto do Universo, Deus.
Avental - Parte da indumentária ritualística, serve para lembrar ao maçom que ele tem o dever de trabalhar para o progresso da humanidade. Branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres.
Cinzel - É uma ferramenta utilizada para fazer a lapidação das pedras, seguindo este mesmo raciocínio; simboliza a lapidação, o aprimoramento da condição humana. Seguro com a mão esquerda, o lado passivo. Indica o discernimento.
Círculo - Por não ter um começo nem um fim, representa o infinito. Símbolo da Esfera Celeste, símbolo de Deus.
Colunas - Simboliza a força, a sustentação.
Compasso - Serve não só para traçar círculos como também para tomar e transferir medidas. O Compasso é um instrumento móvel enquanto o Esquadro é um instrumento fixo. Símbolo relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto).
Corrente - Simboliza a prisão, a escravidão, falta de evolução.
Delta Luminoso - Evoca a idéia da Trindade Divina. Os maçons costumam colocar após sua assinatura uma seqüência de três pontos, formando um delta. Os três lados são geralmente traduzidos pela fórmula; L, I, F (Liberdade, Igualdade e Fraternidade).
Espada - Simboliza a coragem e a justiça. Representa o cavaleiro que serve a Deus e defende os fracos.
Espelho - Materializa a "reflexão" (no sentido de ponderar com maturidade).
Esquadro - (do lat. exquadra e exquadrare = esquadrar) = refere-se à "matéria" que ele retifica e ordena. Sinal de retidão de vida e princípios. Instrumento indispensável para transformar a pedra bruta em pedra cúbica. O mesmo que a régua.
Luvas Brancas
- Símbolo da pureza. Sabemos que um magnetismo emana da extremidade dos dedos e que as mãos enluvadas de branco só podem deixar filtrar um magnetismo transformado e benéfico.
Martelo ou Malho
- Utilizado junto como Cinzel na lapidação das pedras. Emblema do trabalho e da força material, ajuda a derrubar os obstáculos e a superar as dificuldades. Seguro com a mão direita, simboliza a vontade na aplicação.
Mosaico - Faz parte do chão do templo, quadrados alternados nas cores preto e branco (xadrez). Simboliza o entrelaçamento dos opostos.
Pão - Feito de trigo, simboliza o alimento espiritual.
Pedra bruta - Símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral.
Pentagrama - Simboliza o corpo humano.
Pirâmide - A construção perfeita.
Quadrado - Simboliza a limitação, a Terra.
Régua - O andar correto, o bom caráter.
Sol - Representa a busca do conhecimento, a iluminação.
Trolha (A Colher do Pedreiro)
- A trolha reúne, unifica. Símbolo do amor fraterno.
Velas - Simboliza luz, sabedoria da alma.
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O imperador D. Pedro I era maçom, chegando inclusive a ocupar o cargo de Grão-Mestre (maior cargo dentro da Maçonaria Simbólica) do Grande Oriente do Brasil; quando D. Pedro I rompeu com a Maçonaria, os maçons desencadearam célebre vingança, obrigando-o a abdicar em favor de seu filho ainda infante, para retornar a Portugal. Lá, morreu ainda jovem, de estranha doença.
LINKS DE VÍDEOS
http://www.youtube.com/watch?v=lI0RhkPbT-c
http://www.youtube.com/watch?v=4G3gIJYhhPE&mode=related&search=