PROFECIA DO CALENDÁRIO MAIA

 

 

 

 

    QUEM ERAM OS MAIAS

 

Há mais ou menos 300 anos desaparecia a mais extraordinária civilização pré-colombiana: os maias. Até hoje os pesquisadores do mundo inteiro se intrigam diante das maravilhas artísticas do conhecimento científicos deixados por eles, cuja proeza civilizatória se compara à dos egípcios na Antigüidade.

 

Os maias atingiram seu apogeu entre 435 d.C. e 830 d.C, ocupando as planícies da Penísula de Yucatán, onde hoje fica o México, quase toda a Guatemala, a parte ocidental de Honduras, Belize e regiões limítrofes.

 

Enquanto a Europa mergulhava na Idade das Trevas, os habitantes da América Central estudavam astronomia, tinham dois calendários - um solar de 365 dias, o Haab, e um sagrado de 260 dias, o Tzolkin - e um sofisticado sistema de escrita por hieróglifos.

 

Por volta do ano 900, o antigo império Maia começou a sofrer um declínio de população, e seus suntuosos centros urbanos foram abandonados por motivos até hoje misteriosos. Seus habitantes voltaram à vida simples nas aldeias no campo, onde seus descendentes vivem até hoje. Alguns estudiosos atribuem o abandono das cidades à guerra, insurreição, revolta social, seca. Mais recentemente, surgiu a teoria de que eles abandonaram seus centros devido a alterações nas radiações solares. No século XIII, quando o norte se integrou à sociedade tolteca, a dinastia Maia chegou ao final, muito embora alguns centros periféricos sobrevivessem até a conquista espanhola, no século XVI.

 

 

    A ASTRONOMIA DOS MAIAS

 

Já há 500 anos antes dos árabes, utilizavam o conceito do zero. E mais, suas medidas astronômicas provaram ser tão exatas, que comparando-as com as medidas tomadas pela NASA, são apenas diferentes em milésimos de segundo. Por exemplo: Segundo os maias, a rotação completa da Terra ao redor do Sol é de 365,2420; a NASA (com toda a sua tecnologia) mediu em 365,2422 (sabendo-se que existem variações seculares!). Estes incríveis astrônomos mediram inclusive a rotação de nosso sistema solar na galáxia, o que corresponde a 25.625 anos!

 

 

    O CALENDÁRIO PROFÉTICO DOS MAIAS

 

Sua cultura estava centrada na concepção que tinham do tempo, distinta da nossa idéia mecanicista e linear da temporalidade. Para eles, o CALENDARIO (tempo) era CICLICO e não continuo como o nosso. Haveriam períodos distintos no mundo terreno, durante um período os homens dominavam a Terra, e em outro período os DEUSES dominavam a Terra, e isso ocorria em períodos diferentes

 

Foi com esta visão cíclica do tempo que os maias criaram o calendário mais sofisticado já concebido por uma civilização. Complexo e preciso, na verdade são 3 calendários em 1. O primeiro e mais conhecido é o calendário Solar, conhecido como Haab. Tem 365 dias divididos em 18 meses e 20 dias, mas um curto período de 5 dias, considerado muito desfavorável. Seus cálculo são tão precisos que ele é 4 segundos mais precisos que o calendário usado hoje!

 

Mais que um calendário, os Maias possuíam um sistema de calendários circular cujo ciclo completo era de 52 anos solares e que sincronizava dois outros a saber: o calendário Tzolk'in de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5.

 

Representação da roda calendárica que combinava os calendários Tzolkin (roda pequena) e Haab (roda Grande). O calendário maia com ciclo equivalente a um ano solar era chamado Haab, e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais afeto às atividades agrícolas, notadamente na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos. Era o calendário das coisas e das plantas. Já o calendário Tzolk'in que possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas em função do qual se marcavam as cerimônias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis.

 

O Calendário Maia prevê o final do ciclo atual (segundo os maias “Era do Jaguar”) no dia 21 de Dezembro de 2012, quando tudo se extinguirá para o início de uma nova era e começará o quinto mundo, considerado muito perigoso pelos Maias.

 

Esse povo da América Central acreditava em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles (assim como para os astecas), nós estamos vivendo na quarta era do sol - sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores, destruídas por grandes cataclismas. A primeira era teria sido destruída pela água, depois de chover sem parar, coincidindo com o mito do dilúvio. O segundo mundo teria sido destruído pelo vento e o terceiro pelo fogo. O quarto mundo, o que nós vivemos hoje, de acordo com as profecias do rei-profeta Maia Pacal Votan, será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue e fogo. Talvez não por acaso, a tumba desse rei, encontrada em 1952, fique em uma das mais belas e importantes ruínas desta civilização: a cidade de Palenque, localizada justamente em Chiapas.

 

 

 

 

 

 

Erick Von Daniken chamou esta imagem de “o astronauta de Palenque”

 

Segundo a cronologia Maia, a era atual começou em 10 de agosto de 3113 a.C., data que marca o Nascimento de Vênus, e deve terminar em 22 de dezembro de 2012, quando esta estrela "morrerá" simbolicamente, ou melhor, segundo o Skiglobe (programa de computador que indica o movimento astronômico), desaparecerá por traz do horizonte ocidental, no mesmo instante em que as Plêiades nascerão a leste.

 

Basicamente a idéia é que os Maias, que tinham um calendário mais preciso, mais complexo e muito mais holístico que o nosso, previram vários acontecimentos que entretanto se passaram, como a chegada do homem branco - Hernan Cortez - a 8 de Novembro de 1519. Este calendário Maia prevê que algo de muito grave se passará no solstício de Inverno, 21 de Dezembro, de 2012. Tão grave será o acontecimento, que o mundo tal como o conhecemos desaparecerá. Isto não quer dizer que o mundo acabará, quer simplesmente dizer que um grande acontecimento transformará o mundo. Mas o tempo dos Maias não era imediatista. As transformações não vão acontecer de uma hora para outra. Elas já vêm acontecendo desde 1988.

 

O ano de 2012 no Calendário Maia equivale ao período da chegada dos espanhóis na América (1492 mais ou menos), mais ou menos nesse período estava estabelecido que ocorreria a "troca de turnos" e que os deuses passariam a dominar o planeta. E mais, a chegada dos espanhóis pelo atlântico conferia com a profecia que os deuses chegariam pelo leste. Por isso que os maias se entregaram tão facilmente, vendo homens brancos, com armaduras douradas e prateadas, montados em cavalos - animal desconhecido para eles - parecendo um único ser, cavalo e cavaleiro, assim para eles a profecia estava se cumprindo.

 

 

Não é por outra razão que a cada katum (período de 20 anos), data auspiciosa como nossa década, os maias erigiam uma estela, monumento lítico belissimamente decorado, no qual registravam as datas e principais eventos, que poderiam ser interpretados no futuro.

 

Todo esse processo será provocado pelo sol. De fato, sabemos que a vida na Terra depende da luz solar, mas o sol transmite para cá muito mais do que luz. Ele irradia também raios cósmicos através do espectro eletromagnético. Cálculos demonstram que o ciclo de manchas solares é de 68.302 dias, e que após 20 ciclos (20 x 68.302= 1.366.040 dias) o campo magnético da lâmina neutra solar se inclina. A Terra tenta alinhar seu eixo magnético com o do sol e também se inclina - o que pode causar catástrofes de dimensões gigantescas no nosso planeta. Essa mudança de direção do campo magnético solar, que acontece cinco vezes em cada ciclo cósmico, é o que, para muitos, abalará o eixo da Terra, que ficará sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas. Eles dizem que isso acontece a cada 5.125 anos. Que a terra se vê afetada pelas mudanças do sol mediante o deslocamento do seu eixo de rotação. Previram que a partir desse movimento haveria grandes desastres.

 

Ora, sabe-se atualmente que nesta data durante o solstício a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, Via Láctea. A cada 26.000 anos o sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro “Maya Cosmogenese 2012”.

 

 

 

 

 

 

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