NOSTRADAMUS

 


(1503 - 1566)

 

    BIOGRAFIA

 

    Michel de Nostredame, mais conhecido sob o codinome latino de Nostradamus. Nasceu em 14 de dezembro de 1503 em Saint-Rémy-de-Provence. Ficou famoso por sua suposta capacidade de vidência. Escreveu um livro de centúrias, versos codificados que seriam previsões do futuro. Descendente de família judia de comerciantes de grãos instruída e próspera recém-convertida - ou, como se dizia na época, cristãos novos -, freqüentava a igreja regularmente. O sobrenome Nostredame (Notre-Dame, em português, Nossa-Senhora) vem de seu bisavô (judeu convertido e um conhecido vidente), que escolheu o nome de Pierre de Nostredame quando da sua conversão ao catolicismo.

 

    Durante toda a sua vida, de acordo com a lenda, Nostradamus interessou-se tanto pelas profecias do Apocalipse como pela Cabala, um ramo místico do Judaísmo. Foi considerado como homem erudito, um homem além de seu tempo Nos seus versos, pode-se ver citações de autores como Plutarco, Platão, Jamblico entre os filósofos gregos. Foi querido e considerado extremamente bom (ajudava os pobres e diz-se que empregou parte do dinheiro que obteve financiando construções de interesse público, como pontes, estradas, etc.) e sua casa e seu túmulo podem ser visitados até hoje.

 

    Em Avinhão, aos 14 anos, o jovem Michel começou a estudar humanidades, gramática, filosofia, retórica e arte num famoso centro renascentista. Já dominava o grego e o latim. Ali teria entrado em contato com pessoas de idéias avançadas para a época, que vislumbravam uma nova teoria revolucionária, o heliocentrismo, postulado considerado herético pelos cânones. Por isso, em 1522, sua família, ciente de suas idéias "subversivas", com medo da Inquisição, achou por bem enviá-lo a Montpellier para estudar medicina na universidade local, cujo renome equiparava-se à de Paris.

 

    Três anos depois o jovem Michel obteve o grau de bacharelado, recebendo licença para praticar a medicina. Saiu então a andarilhar pelas províncias em auxílio às vítimas da peste negra que assolava a Europa (acusavam-se os judeus de espalharem a peste, e muitas vezes os “cristãos novos”, como Nostradamus, eram mal vistos). Quatro anos depois retornou a Montpellier para terminar os estudos, rematriculando-se em 23 de outubro de 1529.

 

    Doutorou-se, recebendo o chapéu quadrado, que identificava os médicos (o mesmo chapéu que se vê em seu retrato na igreja de Salon), o anel de ouro, e um exemplar das obras de Hipócrates. Foi-lhe oferecido um lugar de mestre na escola, e ele lecionou aí durante mais ou menos um ano.

 

    Praticava a Astrologia e a Alquimia (como muitos dos médicos do século XVI).

 

Lugar de onde nasceu Nostradamus

 

    Na sua época a peste bubônica, um dos maiores flagelos da humanidade, ainda fazia aparições e  se alastrou principalmente no sul da França. Com o passar dos anos, ganhou reputação por causa do tratamento dado às vítimas da peste bubônica. Através do incentivo aos cuidados com a higiene e do desenvolvimento de remédios inovadores, foi capaz de curar alguns pacientes seriamente doentes. Sua fama de curador espalhou-se. Cidades próximas e longínquas o chamavam. Seus feitos eram legendários. Mesmo que ele nunca tivesse previsto nada, entraria para a história como um excelente médico.

 

    Andarilhou assistindo os enfermos de Narbonne, Toulouse, La Rochelle e Bordéus. Ganhando a vida como médico, Nostradamus também vendia cosméticos, perfumes e filtros de amor que ele mesmo preparava. Em 1534 estava em Agen, onde conheceu e logo se casou com Adriette du Loubejac, jovem de alta posição, com quem teve um casal de filhos (há quem diga que eram dois meninos).

 

    Foi preso pela Inquisição à mando do pai de sua primeira mulher, um homem rico que não queria que sua filha se casasse com alguém sem perspectivas (a Igreja nos controla através da Lei da Heresia, e a heresia é qualquer coisa alegada pelo inquisitor); então os dois resolvem fugir juntos.

 

    Em 1537 a peste chega a Agen e Adriette e os filhos morrem repentinamente, e o profeta se retira - dizem alguns biógrafos - ao mosteiro dee Orval, no Luxemburgo.

 

    Depois andarilhou novamente, percorrendo a França e a Itália. Viajou muito mesmo considerando que as viagens naquela época eram muito penosas, levava-se quase um mês para atravessar a França de carruagem, mas isso lhe deu uma visão muito grande.

 

    Em 1544 passou a residir em Marselha, passando a trabalhar contra a peste. Em 1547 seu irmão Bertrand manda chamá-lo a Salon e apresenta-lhe uma jovem viúva rica - Anne Ponsard Gemelle, com a qual se casa em 11 de novembro, tendo com ela três filhos e três filhas.

 

    Morando em Salon, cidade francesa próxima à costa do Mediterrâneo, passou então a escrever um Almanaque anual que era vendido pelos mascates às populações rurais. Esse Almanaque, que fazia grande sucesso, basicamente tratava de previsões metereólogicas ordinárias, das plantações, condições locais e regionais.

 

    Publicou ainda o “Adornos e Cheiros Para Embelezar o Rosto”, e em 1552 o “Tratado de Adornos e Confeitaria”, um livro de receitas diversas onde expõe métodos de assepsia para a conservação de doces em compotas, além de cosmética.

 

    Em maio de 1555, então com 52 anos, Nostradamus publicou seu famoso livro de profecias, “AS CENTÚRIAS”, pela casa Macé Bonhomme, de Lyon - Aparentemente, esse título foi acrescentado após a época de Nostradamus; o original era simplesmente "As Profecias de Michel Nostradamus". Após a Bíblia é o segundo livro mais lido, comentado e publicado continuamente de todos os tempos. Essa primeira edição continha apenas as três primeiras Centúrias e mais 54 quadras da quarta, precedidas pelo Prefácio de M. Nostradamus às suas Profecias, dedicado ao seu filho César, recém-nascido [Nota: César é o primeiro filho que Nostradamus teve com Anne Ponsarde (princípios de 1554), depois de sete anos de casamento, sendo muito esperado pelo casal].

 

    Com o sucesso, a rainha Catarina de Médicis, que reconheceu em uma de suas profecias um sonho repetitivo que a incomodava (a rainha da França era perturbada por sonhos de que sua família morreria), mandou chamá-lo à Corte, aonde chegou em 15 de agosto de 1555. Instalado, por fim, no palácio de Nevers, a nobreza vinha procurá-lo para horóscopos e palpites.

 

    Em 1557 saiu uma segunda edição de “As Centúrias”, aumentada até a sétima. Em 1558 o editor de Lyon, Pierre Rigaud, imprimiu o livro com seu corpo principal, incluindo uma longa epístola supostamente dedicada a Henrique II. Em edições posteriores seriam acrescentados as Sextilhas e os Presságios, além de quadras suplementares.

 

    Num curto espaço de tempo, as suas profecias tornaram-se conhecidas, com os acertos que encontravam com relação aos acontecimentos. O Rei Henrique II convidou-o a explicar-se, pois sua profecia da quadra 35 da Centúria I era interpretada como referindo-se à morte do rei (a qual coincidia com um sonho persistente da rainha Catarina), e Nostradamus viajou até Paris (1556), cidade que ficava distante um mês em viagem por carruagem da Provença (Salon) onde ele residia. O rei disse que era ridículo, nunca participaria de tal torneio. Nostradamus respondeu que só escreveu o que viu:

 

    O jovem leão vencerá o velho num combate de campo, numa gaiola dourada [a armadura], seus olhos serão furados, duas feridas em uma [a lança atravessou seu crânio], em uma morte cruel.

 

    Sua consagração como grande profeta aconteceu ainda durante seu tempo de vida, com a morte trágica de Henrique II, em 10 de julho de 1559, prevista pelo profeta. A pesar da advertência, o rei participou do torneio. Seu oponente era o Conde Gabriel de Montgomery. "O jovem leão vencerá o velho". O que Nostradamus previu quatro anos antes, quando foi editada a primeira parte de sua Obra, realmente aconteceu.

 

    Quanto aos filhos do rei Henrique II, Francisco II e Carlos IX, previu que se tornaram reis, mas viveriam pouco e governariam sob a regência de sua mãe Catarina, o que de fato aconteceu, com a morte do rei (considerada por alguns como prevista na Centúria I-35).

 

    A estrela de Nostradamus brilhou com maior intensidade. A sua fama de adivinho prosseguiu, ultrapassando as fronteiras do seu país natal. Era publicado na Alemanha, Áustria, Itália etc. Dizem que de todos os cantos da Europa chegavam celebridades que o procuravam para conhecer o futuro, ou simplesmente para o conhecer pessoalmente. A saúde do profeta começa a ser abalada, não acompanhando sua fama.

 

    Em 1561, cansado da superficialidade da corte, retornou a Salon, retomando seu trabalho. Montou então no ápice de sua bela residência um laboratório-observatório. A casa ainda pode ser vista na Place de la Poissonnerie.

 

    Em 1561 consta também a impressão, em Paris, do seu “Le Remède Très Utile Contre la Peste et Toutes Flèvres Pestilentielles” (O Remédio Muito Útil Contra a Peste e Todas as Febres Pestilentas).

 

    Já na velhice, escreveu o “Moultes Opuscules”, onde narra sua atuação contra a peste na Provença, além de esporádicas passagens de suas andanças, particularmente pela Itália. Em 1572 imprimiu-se em Lyon seu “Traité des Singulières Recettes pour Entretenis la Santé du Corps; les Confitures; Opuscule de Plusieurs Exquises Recette” (Tratado de Receitas Singulares para Manter a Saúde do Corpo; Confeitarias; Opúsculo de Várias Receitas Esquisitas). Deixou também manuscritos onde parafraseava o Hórus Apolo, e uma paráfrase de Galeno.

 

Nostradamus: Retrato original de seu filho César.

 

    O grande mago de Salon, atormentado pela gota, que evoluiu para hidropisia, e insuficiência cardíaca, sabendo que sua morte estava próxima, fez seu testamento em 17 de junho de 1566. No dia 30 o grande profeta acrescentou um codicilo ao seu testamento, e no dia seguinte o sacerdote local deu-lhe a extrema unção. Nostradamus disse então ao seu grande amigo e discípulo, Jean-Aimé Chavigny: "Amanhã de manhã já não mais me vereis com vida ao nascer do sol". Na manhã do dia 2 de julho de 1566 foi encontrado morto no seu gabinete de trabalho, em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar. No presságio 141, última quadra de suas CENTÚRIAS, Nostradamus prediz a própria morte:

 

De retorno da Embaixada, tendo o presente do rei colocado no lugar,

Nada mais fará, será levado a Deus:

Os parentes mais próximos, amigos, irmãos de sangue,

Encontrá-lo-ão morto perto do leito e do banco.

 

    Foi sepultado na igreja do Convento de Cordeliers. Em seu túmulo constava um epitáfio, em latim, encomendado pela esposa: 

 

    "Aqui estão os restos mortais do mui ilustre Michel Nostradamus, o único, na opinião de todos os mortais, cuja pena, quase divina, foi digna de escrever segundo o movimento dos astros, os futuros acontecimentos que hão de acontecer no mundo inteiro. Viveu 62 anos, 6 meses e 17 dias. Morreu em Salon no ano de 1566. Que a posteridade não perturbe o seu repouso. Ana Ponsard, sua segunda esposa, deseja ao seu excelente esposo um eterno descanso".

 

    No decorrer da história seu túmulo foi visitado por muitas personalidades, entre elas Luís XIII, em 1622, Luís XIV e o cardeal Mazarino, em 1660.

 

    Em 1700, quando lhe exumaram os restos mortais para outro local do Convento, foi encontrada junto dos ossos uma placa escrita: 1700!

 

    Em 1793, durante a Revolução Francesa, quando se destruíam conventos, soldados marselheses antimonarquistas violaram as tumbas, e um deles arrombou o caixão de Nostradamus e espalhou os ossos pelo local. Mas quando foram lembrados de que o profeta havia profetizado claramente o ano da queda da monarquia ("E durará esta até o ano de 1792..." Vide a Epístola a Henrique), os soldados recolheram os ossos de volta ao caixão, que foi então transladado para a capela da Virgem, na igreja de Saint-Laurent, em Salon. Seu túmulo ainda está lá, acompanhado de um retrato, e pode ser visto ainda hoje.

 

 

    VISÕES DO FUTURO

 

    Uma das primeiras visões dele, foi religiosa. Ele viu um jovem frade se aproximar do poço. Sentiu-se compelido a ir prestar-lhe uma homenagem. Ajoelhou-se e beijou as vestes do jovem. Perguntando porque fazia aquilo, respondeu: "Preciso beijar as vestes de sua santidade, o Papa".Acharam seu comportamento um tanto excêntrico. Mas muitos anos depois de já estar morto, o jovem Felice Peretti tornou-se o Papa Sixtus V.

 


Felice Peretti - PAPA SISTO V°

 

    Numa ocasião num banquete, o anfitrião quis enganá-lo. Disse que naquela noite comeriam um leitão. Disse que tinha um branco e um preto, e pediu a Nostradamus que adivinhasse qual deles comeriam. Ele disse: "O preto". O anfitrião mandou prepara o branco. Durante o jantar desafiou Nostradamus a dizer mais uma vez, qual o leitão que comiam. Como antes, respondeu: "O preto". Triunfante, o anfitrião chamou o cozinheiro para aquele dissesse qual deles comiam. Este contou que, enquanto preparavam o leitão branco, ele caíra da mesa e fora devorado pelos cachorros. Então tiveram que servir o preto.

 

    Nostradamus disse ser capaz de prever o futuro através de uma combinação de estudo astrológico e inspiração divina. "Sentado à noite no meu estúdio apoiado em um tripé de cobre, uma tênue chama brilha fazendo-me pronunciar aquilo que não é vão". Sabe-se que ele empregava um tripé de ramos de louro, sobre o qual colocava uma vasilha de bronze com água, na qual passava uma varinha na borda.

 

    Como o próprio Nostradamus informa, os acontecimentos preditos não se encontram em ordem cronológica. Ele viaja pelo tempo e  mistura a ordem dos acontecimentos, e para sincronizá-los  se vê obrigado a deixar lacunas no texto: num instante ele está profetizando sobre a Revolução Francesa e Napoleão, e sem qualquer indicação,  imediatamente se desloca para o final dos tempos ou acontecimentos da III Guerra Mundial, indo e vindo no tempo.

 

    Descreveu a vinda de três líderes poderosos e tirânicos, os Anti- -Cristos. Eles submeteriam seus povos a eras de terror, antes, seduzindo-os com promessas de grandeza. Dizem que Napoleão foi o primeiro, e que Hitler teria sido o segundo!

 

Astrologicamente, pode-se ver que algumas quadras previam conjunções de planetas em datas futuras e respondem bem aos fatos que aconteceram naquelas datas.

 

 

   NOTA DOS EDITORES: Uma visão pode ser muito difícil de retratar e depois de compreender, pois nem sempre o vidente a compreende, e mesmo compreendendo-a parcialmente, não é fácil transpô-la para a linguagem de sua época, reproduzindo a visão. Vamos citar um exemplo: primeiro na Idade Média um viajante descreveu para um pintor a sua viagem para a China. O pintor então produziu uma tela aonde se via um castelo medieval e um chinês com feição de Europeu. Só uma legenda esclarece que se trata da China!

 

    Muitos dos acontecimentos descritos por Nostradamus só podem ser bem interpretados por alguém com profundo conhecimento da época, além, é claro de um grande conhecimento de francês antigo, latim, grego, Cabala (pois ele escrevia usando anagramas), astrologia, etc.

 

        AS CENTÚRIAS

 

    Escreveu suas visões em rimas formando quadras de versos métricos decassílabos de quatro linhas, reunidos em grupos de cem dai o nome de centúrias. São 942 quadras divididas em dez grupos de cada, chamados "séculos". Para se defender dos supersticiosos da época e da Inquisição, escreveu em francês, mas misturou-as com latim, grego e até anagramas. De acordo com o prefácio do trabalho, uma carta de Nostradamus ao seu filho César (nascido de seu segundo casamento), a intenção dos versos era intrigar. Nostradamus disse que estava com medo de ser perseguido e ter seu trabalho destruído se as autoridades entendessem completamente suas profecias. De acordo com ele, seriam mais bem entendidas no futuro, por pessoas esclarecidas.

 

 

Centúrias impressas em Turim em 1720.

 

 

    As Centúrias foram publicadas em várias ocasiões; uma pequena parte em 1555, outra em 1557, sendo que das três últimas centúrias conhecemos apenas edições póstumas. Existem ainda alguns adendos, algumas profecias separadas que são os “Presságios” e as “Sextilhas” e existem duas cartas sempre ligadas às profecias quais sejam a “Carta a Henrique II” e a “Carta ao meu filho César”. Atualmente, somente os intérpretes desavisados consideram essa Epístola como uma dedicatória de Nostradamus ao então soberano Henrique II, medíocre rei que de modo algum faz jus à imensa apologia que o profeta supostamente lhe dirige. Esta Epístola, na verdade, como se pode facilmente perceber hoje, refere-se ao futuro Grande Monarca Universal, também chamado Henrique. Os acontecimentos vaticinados nesta Epístola vão desde a Revolução Francesa (Nostradamus chega ao absurdo de fornecer o ano da queda da monarquia - 1792) até o fim dos tempos e a Idade de Ouro da humanidade.

 

    As quadras evidentemente não estão dispostas em ordem cronológica e algumas são totalmente imprecisas pelo menos até o presente momento e não dizem nada aparentemente, outras pelo contrário são claríssimas e retratam um fato com precisão entre elas citamos:

 

 

    Foram atribuídas a ele as previsões do reinado de Napoleão, da bomba atômica, da chegada do homem à Lua e do assassinato de John F. Kennedy, entre outras.

 

    No PREFÁCIO de sua famosa Obra, Nostradamus antevê  até mesmo a loquacidade das calúnias que sofreria no decorrer dos séculos, a injúria e o comércio desenfreado que  se faria  sobre seu legado. Na Biblioteca de Paris há inúmeras obras que querem ter o mérito de serem produzidas por Nostradamus, mas são apenas falsificações.

 

    Foram feitos muitos filmes, sobre as profecias.

 


Muitos acreditam que Nostradamus previu a ascensão e queda de Hitler e Mussolini

 

 

    Uma quadra famosa (Centúria II, Quadra XXIV) diz:

 

Bestas ferozes com fome cruzarão os rios,

A maior parte do campo de batalha será contra Hister.

Para uma gaiola de ferro será o grande arrastado,

Quando a criança da Alemanha não observa nada.

 

    Os seguidores de Nostradamus alegam que o nome "Hister" é uma referência direta a Hitler. Outra quadra se refere a um líder cruel nascido na Europa Ocidental, de pais pobres (como era Hitler). Uma outra diz respeito ao conflito de Hister com a Ásia e com a África.

 

 

        OS ESTUDOS DAS PROFECIAS DE NOSTRADAMUS

 

    Em 1938 Max de Fontbrune publicou um livro que viria a ser a inauguração de estudos que associam Nostradamus a guerras intermináveis. Mas logo a seguir o mundo mergulhou no que seria a pior guerra da humanidade, a II Guerra Mundial, assim o livro começou a exercer grande influência nos outros estudiosos.

 

    Por volta de 1975 seu filho J. C. Fontbrune publicou nessa linha o que viria a ser o maior best seller sobre o assunto. Esse livro então começou a exercer grande influência sobre os escritores e exegetas de Nostradamus. A influência é tão marcante que todos estudiosos citam interpretações desse autor.

 

 

        OPINIÃO DOS CÉTICOS

 

    No entanto, os céticos apontam que essas "previsões" só são interpretadas corretamente depois dos fatos, nunca antes.

 

    Logo após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, o interesse por Nostradamus e suas profecias voltou.

 

    Centúria X, Quadra LXXII:

 

No ano mil novecentos e noventa e nove e sete meses

Do céu virá um grande rei do Terror

Ressuscitará o rei de Angoumois

Antes que isso ocorra Marte reinará entre eles. Boa Hora.

 

    Em 1999 houve um grande eclipse solar que culminou com uma grande cruz entre os astros no céu envolvendo os Signos das Estações... todos os astrólogos achavam que tal evento marcaria significativamente a humanidade, mas todos eram unânimes em afirmar que não seria um evento imediato...

 

 

 

 

    Centúria VI, Quadra XCVII:

 

O céu queimará a quarenta e cinco graus,

O fogo aproxima-se da grande cidade nova:

Num instante uma enorme chama saltará e se espalhará,

Quando alguém desejará exigir prova dos normandos.

 

    Muitos seguidores de Nostradamus acreditam que ambas as quadras se referem ao ataque ao World Trade Center. que a cidade de Nova York está situada à latitude de 40º 5' N (relativamente próximo de "quarenta e cinco" graus). Imediatamente após o ataque de 11 de setembro, os livros de Nostradamus foram para o topo da lista de vendas da Amazon.com e desapareceram das prateleiras das livrarias dos Estados Unidos. Todavia, os críticos dizem que no francês original, Nostradamus se referiu a "Villeneuve", que literalmente quer dizer "cidade nova", mas também é o nome de uma cidade nos arredores de Paris, próxima da latitude quarenta e cinco graus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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