- Biografia de C. G. Jung
- A relação entre Freud e Jung
- Teste de Associações Determinadas
- A Energia Psíquica
- Os Complexos
- Os Arquétipos
- O Eu e o Ego
- Personalidade
- Persona
- Sizígia ou Anima & Animus
- A Sombra
- Si-Mesmo ou Self
- Os Sonhos
- O Processo de Individuação
- A Psicoterapia Analítica
- O Inconsciente (Pessoal e Coletivo)
- Sincronicidade
- Imaginação Ativa
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Enquanto Freud trabalhava quase exclusivamente com neuroses, Jung dedicou a maior parte de seu tempo às psicoses. Isso lhe deu uma experiência extensa com material proveniente de camadas mais profundas do inconsciente.
A Psicologia Analítica é centrada na realização arquetípica da personalidade.
Jung fez pela psicologia aquilo que Einstein e seus colegas realizaram nos domínios da Física. Ele estabeleceu um "novo" quadro de referência para o raciocínio psicológico; e, uma vez que a psicologia está destinada a assumir uma função, cada vez mais ampla, na evolução do pensamento humano, a nova civilização - que agora está lutando para encontrar formulações adequadas e manifestações concretas na estrutura na vida social e pessoal - deve e deverá muitíssimo a Carl Jung. O grande legado de Jung foi sua capacidade de traduzir a experiência espiritual, até então confinada aos sistemas religiosos, em termos de psicologia, mediante a qual aquela poderia ser questionada e examinada. Ele foi capaz de traduzir os mitos de outras épocas e culturas no nosso mito da ciência do século XX, e nos ensinou técnicas para integrar o inconsciente em nosso cotidiano. Um dos pontos fundamentais de sua obra, e que o levou a novo enfoque na Psicologia, foi a noção de que, assim como os conteúdos conscientes podem mergulhar no inconsciente, há conteúdos novos, que jamais foram conscientes, que podem surgir do inconsciente. Assim, Jung formulou a idéia de que o inconsciente não é mero depositário de experiências passadas, desejos ou instintos reprimidos. O inconsciente também é criativo, no sentido de que pode conter as sementes de futuras situações psíquicas e idéias novas. Para Jung, o inconsciente é uma parte tão vital e tão real da vida de uma pessoa quanto a consciência e o mundo do Ego. O aspecto mais poderoso da perspectiva de Jung foi que ele chegou a confiar na interioridade do homem, no mundo das imagens espontâneas. Jung foi levado a voltar-se para dentro, a confiar na inteligência dos sonhos, a dialogar com as figuras da fantasia, a respeitar e registrar símbolos espontâneos que chegam à orla da diminuta ilha da consciência. Ele sabia que as imagens interiores são as genuínas diretrizes do mundo exterior. Através dele, a imaginação é reabilitada e vista como função de extrema importância ao conhecimento do real.