CONTEÚDO:
Pré-Cambriano
Era Paleozóica
Era Mesozóica
O que aconteceu aos dinossauros
A Evolução dos mamíferos
Era Cenozóica
Próximos temas
Os cientistas criaram uma escala de tempo que divide a história da Terra em Eras. Cada Era se caracteriza pela forma como se encontravam distribuídos os continentes e os oceanos, e pelo tipo de organismos que neles viviam. As Eras Geológicas são: Pré-Cambriana (a mais antiga), Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica (a mais recente).
Estas Eras, por sua vez, são divididas em Períodos, os quais se dividem em Épocas. A mais longa dessas divisões temporais foi a era Pré-Cambriana. Não existe muito consenso na divisão destas eras, e é comum que cada campo de estudo tenha uma escala em função de uma perspectiva de análise.

PRÉ-CAMBRIANO
Também chamada de Era Primitiva ou Era Proterozóica (gr. proteros =
primeiro + zoe = vida). O Pré-Cambriano está compreendido entre o
aparecimento da Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos
(estimativa
baseada na radioatividade), até o surgimento de uma larga
quantidade de fósseis, a 570 milhões de anos. Durante esse tempo, a vida no mar
se desenvolveu desde as minúsculas e gelatinosas bolhas flutuantes até os
primeiros vermes. Os primeiros fósseis conhecidos têm dois bilhões de anos, e
acredita-se que sejam restos de antigas bactérias.

Sabe-se pouco dos eóns pré-cambrianos, apesar de corresponderem a sete oitavos da vida da Terra, já que as modificações a que a crosta terrestre foi submetida posteriormente dificultam a interpretação dos vestígios dos mesmos. Foi durante o Pré-Cambriano que os eventos mais importantes da história biológica e geológica da Terra aconteceram:
Início do movimento das placas tectônicas*;
Início da vida na Terra (surgimento das primeiras células procarióticas)**;
Aparecimento das primeiras células euarióticas;
Formação da atmosfera;
Aparecimento dos primeiros animais e vegetais.
*Placas Tectônicas - A Terra tem sete placas tectônicas principais e muitas mais sub-placas de menores dimensões. O exemplo acima mostra as placas nos dias de hoje.
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**As células podem ser divididas em dois grandes grupos, consoante possuem ou não uma estrutura designadas por núcleo. De acordo com esta divisão temos as células: procarióticas (não possuem núcleo) e eucarióticas (apresentam núcleo). As células procarióticas são relativamente simples (comparativamente às eucarióticas) e são as que se encontram nas bactérias e cianófitas ("algas" azuis ou cianobactérias), geralmente estes são organismos constituídos por uma só célula.
Os primeiros organismos eram "heterótrofos", apenas tempos depois apareceram os organismo autótrofos. O que os autótrofos fizeram foi o maior milagre que o nosso mundo viu. Eles se alimentavam de luz solar e produziam oxigênio a partir da fotossíntese. Sem eles, a continuação de vida teria sido impossível, pois foram os principais responsáveis pela mudança da composição atmosférica para a forma atual. Na época estes seres eram formas extremamente primitivas de algas, similar às algas cianofícias azuis-esverdeadas modernas.

Algas cianofícias (colônia – cada uma é um indivíduo, mas trabalham juntas para obtenção do alimento e defesa, ampliando a eficiência individual)
Os primeiros 3 bilhões de anos a vida permaneceu como em sua maior parte microscópica, após esse período formas mais complexas de vida multicelulares, floresceram. Os eucariontes (seres vivos cujas células possuem núcleo) apareceram no Pré-Cambriano Superior, no Proterozóico Médio (2 bilhões de anos atrás), com as mudanças na atmosfera.
Surgem os primeiros seres vivos pluricelulares, animais primitivos de corpo mole (cnidários e anelídeos) e algas verdes.
O interior da Terra ainda estava bastante quente e ativo e erupções vulcânicas eram comuns, formando um grande número de pequenas ilhas alinhadas em cadeias. Essas ilhas eram empurradas de sua posição original, como resultado dos movimentos que ocorriam em profundidade e, ocasionalmente, colidiam entre si formando ilhas cada vez maiores.
A Era dos invertebrados e o aparecimento dos primeiros seres vivos terrestres. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Domínio dos invertebrados primitivos (trilobitas, graptozoários, braquiópodes, nautilóides...), aparecimento dos peixes, plantas e artrópodes terrestres. Os animais do início da Era Paleozóica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Surgiram, nesta ordem, os peixes, os anfíbios e os répteis, e também as primeiras plantas terrestres, os fetos.
Por volta do final da Era Paleozóica, todos os continentes estavam unidos em um só, o Pangéia (teoria de Wegener). A paleogeografia da Era Paleozóica mostra similaridades entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália - flora fóssil comum, vestígios de glaciaação aparentemente da mesma idade.

Trilobitas

Divide-se em seis períodos que, na ordem dos mais antigos para os mais modernos, são os seguintes: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces.
As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo.
Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero.
ERA MESOZÓICA
O nome vem do grego mesos que significa “meio”, e zoé que indica “vida”, isto é, “vida intermediária”. Durante a Era Mesozóica, o supercontinente Pangéia se fragmentou em diversos blocos, que começaram a separar-se a partir do Período Triássico, até chegar à atual distribuição de continentes e oceanos, o que permitiu que as águas oceânicas penetrassem entre eles.

Conhecida como a Idade dos Répteis. O mundo é dos Dinossauros! (230 a 65 milhões de anos) e dos répteis marinhos. Surgiram os peixes teleósteos, as primeiras aves (criaturas exóticas dotadas, no início, de dentes e de cauda), os primeiros mamíferos.
Durante o Mesozóico a fauna do mundo mudou drasticamente daquela que tinha sido vista no Paleozóico. As plantas com sementes desenvolveram-se, formando grandes bosques de coníferas e ao final da era apareceram as plantas com flores (angiospermas),
Divide-se em três períodos, do mais antigo para o mais moderno: Triásico (245-208 milhões de anos atrás), Jurássico (160 a 110 milhões de anos) e Cretáceo (110 a 65 milhões de anos). Os dinossauros dominaram o ambiente terrestre durante os períodos Jurássico e Cretáceo. Desapareceram a cerca de 65 milhões de anos.
Os primeiros animais a pôr os ovos em terra foram os répteis. Os maiores entre estes foram os dinossauros. Embora o termo signifique “lagarto terrível”, poucos o eram...
O primeiro estudo científico sério de restos de dinossauros foi feito na década de 1820 pelos pioneiros Willian Buckland e Gideon Mantell que “descobriram” e nomearam as primeiras espécies de dinossauros.

Nenhum dos gigantescos répteis da Era Mesozóica atingia as proporções da baleia azul, o maior animal que já apareceu na Terra. Por vezes, ela chega a ter 34 m de comprimento, enquanto seu peso atinge mais de 150 toneladas.
O QUE ACONTECEU AOS DINOSSAUROS
Durante milhões de anos, a vida na Terra foi dominada pelos dinossauros. Mas, há 65 milhões de anos, 70% de toda a vida na Terra desapareceu!

Em 1970, os cientistas Walter Alvarez, Louis Alvarez, Frank Asaro e Helen Michel analisando quimicamente uma camada de argila depositada sob vestígios do Período Cretáceo em Gubbio, na Itália, verificaram que tinha um valor muito grande de um elemento que é extremamente raro na Terra, mas muito comum nos asteróides: irídio. A camada geológica marcava a separação dos períodos Cretáceo e Terciário (que indica o fim do Paleoceno), um ponto da história há 65 milhões de anos, ao qual se associa à extinção abrupta dos dinossauros na superfície do planeta. Escavações arqueológicas realizadas pelo mundo todo revelam muita vida (fóssil) até a camada chamada KT, encontrada em todo o planeta.
Apareceu assim a hipótese da possibilidade de um asteróide ter colidido com a Terra há cerca de 65 milhões de anos e que o seu impacto teria sido imenso, dando-se assim uma alteração muito grande na atmosfera, o que pode ter deixado a Terra quase na escuridão. Foram vestígios tão importantes que os cientistas se referem a isto como sendo a Teoria da Extinção dos Dinossauros. O Planeta inteiro mostra 3mm de espessura de rocha no nível apropriado (exatamente a fronteira entre o Cretácio e o Terciário), contendo muitas evidências do impacto.

Camada KT (cretáceo - terciário), período que compreende a
extinção dos dinossauros.
São evidências que corroboraram para a teoria:
Uma elevada concentração do elemento Iridium (cera de 200% a mais), que é raro nas rochas terrestres (concentração média de um bilionésimo %), mas comum nos meteoritos.
Grãos de quartzo, marcas coloridas são indicadores de um impacto violento.
Aminoácidos raros na Terra são prova de que esta foi freqüentemente bombardeada por asteróides e cometas (que apresentam vestígios destes aminoácidos).
Existem cerca de 150 crateras descobertas na Terra, uma das mais espetaculares é a Cratera Barringer no Deserto do Arizona, Estados Unidos da América, formada a aproximadamente 30.000 anos (muito nova para ter a haver com a extinção dos dinossauros). Mas ela é pequena comparada com algumas velhas crateras.

Cratera Barringer
Na América do Norte os 3 mm de camada fica abaixo cerca de 2cm de espessura, e é 46 cm mais espessa em lugares perto do Haiti e Cuba, sugerindo que o impacto se situou no Mar das Caraíbas. Esta camada contém muito vidro que foi provavelmente formado durante o impacto. A rocha fundida deve ter sido ejetada, e deve ter regressado á Terra. A composição dessas camadas sugerem um impacto no oceano.
Dados mais recentes de um estudo feito em 1990 na Península do Yucatan no México levaram os cientistas a pensar que teria sido naquele sítio exato que se deu a colisão do asteróide com a Terra.

Imagine todas as catástrofes ambientais ocorrendo ao mesmo tempo...
O impacto responsável pela extinção dos dinossauros deve ter produzido uma cratera com pelo menos 100 milhas de diâmetro (ou cerca de 160 km).
O corpo celeste deveria ter algo como 10 Km de diâmetro, e atravessou a atmosfera da Terra a cerca de 40 vezes a velocidade do som. Quando impactou com o planeta, a parte traseira ainda estava a aproximadamente 10.700 metros (a altura dos vôos de cruzeiro). A explosão inicial destruiu tudo por centenas de quilômetros.


A explosão provocada pelo meteoro foi estimada em cem milhões de megatons. Essa energia é 10.000 vezes maior que o arsenal nuclear de armas existente no mundo durante a Guerra Fria. O impacto foi tão energético, derretendo a terra e fazendo-a ondular semelhante a uma gota que cai na água. Milhões de toneladas de fragmentos foram lançados em trajetória sub-orbital. Porém, a cratera tem um formato não circular, mais semelhante a uma ferradura, sugerindo um impacto oblíquo, em torno de 30 graus, com efeitos muito piores. Novos testes revelaram a tragédia. Uma primeira onda de calor e fragmentos silenciosos (pois viajavam mais rápido que o som) passaram pela América do Norte. A seguir, uma nuvem de vapor varreu a América do Norte pulverizando tudo.

Enormes quantidades de poeiras foram projetadas para a atmosfera (parte do material ejetado chegou à metade da distância da Terra à Lua), fazendo com que a Terra arrefecesse e escurecesse e que os animais de sangue frio como os dinossauros não pudessem sobreviver. Sem luz em quantidade as plantas teriam começado a morrer, logo os animais herbívoros também deixaram de ter o que comer, morrendo de fome. De seguida os carnívoros, como eram animais maiores eram mais depressa afetados pela falta de comida. Assim pensa-se que os dinossauros se tenham extinguido por falta de alimento e frio.
Quando os maiores fragmentos caíram novamente, eles aqueceram até incandescência e houve tempestades de fogo ardente na terra por todos os continentes. Após muitos dias, a fuligem resultante, por ser muito fina, bloqueou por seis meses a luz solar, provocando um inverno terrível. Deve ter havido resfriamento global por décadas. Enxofre foi injetado na estratosfera, formando chuva ácida (ácido sulfúrico). A camada de ozônio foi temporariamente destruída pela turbulência atmosférica.
Não só desapareceram
os dinossauros completamente, mas também répteis voadores como por exemplo os
pterosauros, e os répteis marinhos ichthyosauros e plesiosauros. De fato, entre
60 a 80 % dos animais de todas as espécies, incluindo muitas formas marinhas
desapareceram. Muitas tartarugas, e pássaros primitivos também desapareceram,
mas alguns sobreviveram para
evoluir e parecer nas formas modernas.

Pterosauros
Entre os poucos sobreviventes estavam os pequenos mamíferos que se alimentavam de insetos e restos e viviam debaixo da Terra, único lugar seguro. Deles viemos nós milhões de anos depois.
Em 1984, quatro anos depois da equipe de Alvarez apresentar sua teoria para o mundo científico, os pesquisadores de Chicago Jack Sepkoski e David Raup apresentaram uma teoria similar. Enquanto estudavam biodiversidade perceberam que em intervalos de 26 milhões de anos havia massas de extinção ou grandes quedas em populações, por que provavelmente uma estrela companheira do Sol se aproxima e trás consigo enormes meteoros, que poderiam causar enormes extinções. Essa teoria era verdadeira? Vamos esperar mais 13 milhões de anos e ver. (Nós estamos no meio do ciclo).

Marsupial
Somente depois dos
dinossauros terem desaparecido os mamíferos iniciaram a sua grande
diversificação e tornaram-se os animais dominantes na Terra.
Então, no espaço de 10 milhões de anos, havia mamíferos de todos os gêneros em
diferentes habitats em terra, no mar e no ar.
Durante o Cenozóico deu-se uma tremenda onda de crescimento em outros grupos incluindo pássaros, répteis, anfíbios e peixes, fazendo com que a diversidade biológica ficasse mais rica.
ERA CENOZÓICA
O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam vida recente. Durante a Era Cenozóica, que principiou há cerca de 60 milhões de anos, a face da Terra assumiu sua forma atual. A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece.
A Era Cenozóica divide-se em dois períodos principais, dos quais o mais antigo, denominado Período Terciário, subdivide-se em cinco épocas: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno. Durante todo o Período Terciário houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia.
O Período Quaternário, sucedente, subdivide-se em Pleistoceno e Holoceno ou Atual. Durante o Período Quaternário, o clima mudou em quatro ocasiões, tornando-se muito mais frio. O gelo polar recobriu boa parte da Europa, da América do Norte e do norte da Ásia. Essas mudanças climáticas são conhecidas como glaciações. A fauna e a flora tiveram de adaptar-se a essas grandes transformações.
Com efeito a Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem.
PRÓXIMOS TEMAS:
Estudando e Entendendo a Formação dos Fosseis
Teoria da Evolução
Evolução da Espécie Humana