Na planície de Salisbury, sul da Inglaterra, é que
se ergue esse estranho e indecifrável complexo monolítico de
pedras erectas do
período neolítico (ou Era do Bronze) chamado pelos saxões
de "Stonehenge" ou "Hanging Stones" (pedras
suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança
de Gigantes", um enigma tão grande quanto o das pirâmides egípcias. O nome Stonehenge se origina de stan (pedra) e hencg (eixo), palavras do
inglês arcaico. É o monumento pré-histórico mais
importante da Inglaterra e não há nada semelhante à ele
em todo o mundo. Ninguém sabe muito bem se a famosa construção
de pedras na Inglaterra foi um templo, um observatório ou um monumento.
Quem primeiro se deteve para estudar o monumento foi o clérigo Henry
de Huntingdon que, por volta de 1130, escreveu um livro sobre a história
da Inglaterra, e incluiu Stonehenge como incógnita histórica. Em 1965 o astrônomo da Universidade de Boston, Gerard Hawkins descobriu
uma forte correlação entre os alinhamentos de 165 pontos chaves
do monumento e os pontos do nascente e poente do sol e da lua, assim, seria
possível com Stonehenge descobrir as datas em que eclipses ocorreriam,
e Hawkins chamou Stonehenge de “computador neolítico”.
O que ainda não se sabe e para que os antigos precisavam de um observatório!
Nenhum achado de 2.900 a.C mostrava que os primitivos povos da região
se baseavam no céu ou na astronomia para fazerem suas colheitas ou
fazerem rituais.
Ainda não se sabe quem erigiu esse monumento,
mas o que se sabe é que nenhum povo europeu da época tinha
conhecimentos de engenharia para construir sequer uma casa mais sofisticada,
quanto mais um monumento, e a 2.900 anos, nenhum povo europeu mapeou o céu
para poder fazer Stonehenge ter esses alinhamentos com as estrelas tão
perfeitos (quando falamos em Astronomia, nesse período, em geral nos referimos
aos povos da região do Mediterrâneo).
Que civilizações eram estas, que já na pré-história
tinham conhecimentos tão profundos de astronomia, engenharia, e matemática?
Stonehenge nos dá a certeza de que nossos ancestrais possuíam
muito mais conhecimento tecnológico e cientifico do que possamos admitir,
sim porque a elaboração de um observatório fixo dos astros tinha como requisito
a boservação
Os seus 80 fragmentos de arenito cinzento (conhecidas como “pedras
azuis”) pesam entre 26 a 50 toneladas e chegam a 5 metros de altura.
O mais interessante é que foram levadas de Preselli (nas montanhas
do País de Gales, ao sul) para a Planície de Sulisbury (sul
da Inglaterra), distantes em média 240 km, com direito a travessia
marítima, quando não faltavam pedreiras na vizinhança.
Estes enormes pedregulhos foram certamente transportados em jangadas ao longo
da costa galesa e depois, rio Avalon acima, até Bristol, seguindo
primeiramente por via fluvial e depois por via terrestre, foram finalmente
arrastados sobre cilindros e colocados na vertical.
Originalmente Stonehenge era um círculo externo que media 86 m de
diâmetro.
O círculo interno, com as pedras maiores, media 30 m. Havia ainda
uma avenida de acesso principal onde ficavam os portais de pedra, marcando
o alinhamento do sol e os ciclos da lua. Analisando-se as pedras viu-se que
elas foram cortadas para encaixar exatamente uma na outra, o que é incrível,
já que na época não existiam ferramentas de construção
com esta precisão.
Operários que instalavam tubulações em Boscombe, área
próxima ao sítio histórico, acharam no ano passado uma
tumba coletiva. A empresa Wessex Archaeology cuidou das escavações
após a descoberta acidental e exumou sete corpos (três crianças,
um adolescente e três homens). Ao lado dos esqueletos havia diversas
pontas de flecha e potes de barro datados de 2.300 a.C., época da
construção
de Stonehenge. Analisando as camadas de esmalte dos dentes dos mortos, pesquisadores
descobriram traços da composição da água encontrada
na região de Wales, local de origem das pedras centrais de Stonehenge.
Essa evidência levou-os a concluir que os "Arqueiros de Boscombe" (como
foram apelidados) provavelmente ajudaram a erguer as pedras da monumental
construção da Idade do Bronze. (Fonte: Revista Galileu – ago
2004).
Ao meditar sobre os mistérios de Stonehenge, vale lembrar que, naquela época,
diferentes tribos e autoridades contribuíram para a construção
de Stonehenge, que foi erguido em fases. Cada um pode ter tido objetivos
diferentes para construir o monumento.
John Aubrey, o descobridor do círculo de 56 buracos da fase I da construção
(de que falaremos abaixo), foi o primeiro a sugerir que Stonehenge era um
templo druídico.
Desde então, muitas lendas em torno de Stonehenge surgiram, e William
Stukeley, um estudioso de monumentos e franco-maçon do século
XVIII, convenceu muita gente de que se tratava de um templo construído
pelos druidas britânicos.
A descoberta de outros círculos de pedra no interior da Grã-Bretanha
e de antigos escritos romanos, conduziu os pesquisadores e cientistas até os
celtas e os druidas. Alguns habitantes dessa região consideram o feito
realizado pelo mítico mago Merlim, que magicamente teria transportado
as pedras que já existiam na Irlanda para Salisbury, por ordem de
Aurélio Ambrósio, tio do rei Arthur - posto que alguns relatos
históricos contam que os Druidas, ou seja, a casta sacerdotal de uma
tribo Celta que habitou a região durante o Império Romano,
fizeram cerimônias aqui, mas é certo que não foram eles
que construíram Stonehenge, pois o monumento já existia quando
os Druidas chegaram à Inglaterra, a datação pelo carbono-14
prova isto. Eles apenas herdaram a tradição, costumes e rituais
dos primeiros moradores deste lugar, por acreditarem que fossem lugares de
grande força para concretizarem seus rituais... Em vez de templos
fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem
nas ruínas de Stonehenge, Avebury, Silbury Hill e outros.
Os druidas eram grandes alquimistas e conhecedores da linguagem das estrelas,
sendo Stonehenge para eles um observatório solar e um ponto de convergência
das energias cósmicas e um catalisador de energias curativas. Os druidas também eram profundos conhecedores das energias telúricas.
Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões
de camponeses e nos últimos 90 anos os "Druidas modernos"
celebraram aqui o Solstício de Verão. Durante aproximadamente
20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho
para assistirem ao festival que aí tem lugar. Mas em 1985 as autoridades
proibiram tanto a vinda dos Druidas como o festival em si, receosas de que
as pedras, assim como a paisagem circundante, possam ser danificadas.
No séc. XVII, o rei James I comandou a primeira investigação
sobre o monumento, liderada pelo maior arquiteto da corte inglês, Inigo
Jones, após uma investigação minuciosa, foi descoberto
o seguinte: Os antigos povos de Salisbury viviam da subsistência e
mal dominavam as técnicas da agricultura, tanto é, que nenhum
outro monumento, mesmo que mais simples fora achado na região, assim,
passaram a achar que tal obra teria sido feita pelo Império Romano,
depois pelos celtas, druidas e quem mais tivesse passado por lá. O
problema dessas teorias é que os arqueólogos já descobriram
que Stonehenge tem no mínimo 1.500 anos a.C, sendo que os druidas,
os mais antigos dessas teorias, chegaram à Inglaterra em 500 d.C !,
assim persistia a questão: Quem construiu Stonehenge afinal?
Em 1953, um achado feito pelo arqueólogo Richard Atkinson parecia
ter achado uma solução, ao fotografar algumas escritas numa
pedra chamada “Grande Trilito”, nela, ele ao olhar pela lente
da câmera, sem querer observou abaixo da inscrição uma
seta apontando para um local do chão, aonde se encontravam 3 machados,
que possuíam um formato perfeito do ponto de vista da engenharia,
mesmo datando do tempo que Stonehenge fora construído. Esses machados
eram semelhantes às ferramentas achadas nos túmulos reais da
cidade de Micenas, na Grécia. Tudo parecia bater perfeitamente, o
povo Micênico vivera na mesma época que Stonehenge fora construído,
e aqueles machados indicavam que Stonehenge teria sido feita por algum arquiteto
de Micenas, povo muito mais civilizado. Mas essa teoria de Micenas, caiu
tão rápido quanto surgiu, uma nova datação foi
feita em 1960, usando-se radiocarbono, e ela mostrava que Stonehenge era
muito mais antiga que a civilização Micenica, enquanto esta
surgiu entre 1.600 e 1.500 A.C, as áreas e canais em volta das pedras
principais de Stonehenge foram erguidos em 2.900 A.C, e as pedras principais
em 2.400 A.C! Nessa época não existia nenhuma civilização
européia civilizado o bastante, e as que o eram, estavam longe demais
da Europa e como se sabe, nunca alcançaram a Inglaterra.
O fim de Stonehenge aconteceu por volta do ano 1600 a.C. Foi a partir daí que
começou sua destruição. Apesar do tamanho enorme, muitas
das pedras desapareceram. As menores foram carregadas por visitantes que
queriam levar uma "lembrança". A partir de 1918 o local
começou a ser recuperado, e muitas das grande pedras que estavam inclinadas
e ameaçando tombar foram reerguidas. Atualmente, o lugar é administrado
pelo English Heritage, e como o número de visitantes é de
cerca de 700.000 por ano, foram tomadas medidas mais rigorosas para garantir
a
preservação do local.
Ao redor do monumento principal existem outras obras intrigantes. Afastado
de Stonehenge, 800 m ao norte está o chamado Cursum. Semelhante à uma
pista reta de corridas de cavalos, com 2,8 km de comprimento e 90 m de largura,
imagina-se que ele também era usado em cerimoniais religiosas e procissões.
Alguns adeptos do estudo dos OVNIs afirmam entretanto que seu objetivo era
servir como pista de pouso para naves interplanetárias... A zona de
Wiltshire, nos arredores de Stonehenge, é rica em ruínas pré-históricas.
Woodehenge, Durrington Walls, Cursus e mais de 350 sepulturas são
testemunho da intensa atividade comunal dos habitantes, que pastoreavam animais,
semeavam trigo e adoravam os seus deuses na planície de Salisbúria
e em torno dela. AS FASES DA CONSTRUÇÃO DE STONEHENTE
1ª Fase [no final do neolítico (2.400 a. C.)]: Os arqueólogos
britânicos, com destaque para Richard Atkinson, declararam em 1950
que o primeiro monumento de Stonehenge era constituído por uma formação
circular em torno da qual se dispunham 56 fossas conhecidas hoje por Aubrey
Holes (Pedras Aubrey), formando um anel (“Morro Circular”),
que conhecemos como o círculo externo de Stonehenge e dos três
círculos
de buracos, 56 ao todo, que cercam o monumento, e as quatro "pedras
de estação" (Estações Monte 1 e 2 e Estações
de Pedra 1 e 2) que se supõe terem sido utilizadas como um Observatório
Astronômico; o objetivo aparente seria observar o nascer e o por
do Sol e da Lua, visando elaborar um calendário de estações
do ano. Além da série de buracos de postes no Causeway (calçada)
do lado de fora da abertura.
2ª Fase: Cerca de 2.500 a.C., um povo vindo possivelmente da
Holanda e do Reno chega à Salisbury. Conhecidos como povo Beaker,
iniciam a segunda fase de Stonehenge, chamada de "Conjunto Aubrey".
O conjunto é composto
da Avenue (=Avenida), 2 bancos de cal afastados 14 m entre si, um crescente
de pedras azuis e uma entrada de pedras azuis a nordeste alinhada com um
grande vão oposto à sudoeste.
3ª Fase: Em 1.800 a.C., já na Idade do Bronze, período
conhecido como o da cultura Wessex, Stonehenge, na sua terceira fase, adquire
as características pelas quais é conhecido nos dias de hoje.
Essa fase de Stonehenge começa com a destruição do círculo
de pedras azuis e a construção de um anel de pedras sarcenas
com cerca de 4,25m e 25t de peso encimadas por lintéis. Uma formação
em formato de ferradura no interior do círculo sarceno composta por
5 trílitos
com aproximadamente 7,30m, duas enormes pedras de um portão a meia
distância
entre o círculo sarceno e Heel Stone, uma ferradura de pedras azuis
no interior da ferradura trílita e finalmente um círculo de
pedras azuis entre o círculo sarceno e a ferradura trílita,
completam o conjunto.
A primeira pedra erecta, Heel Stone, foi colocada do lado de fora da única
entrada da fortificação. O segundo monumento foi iniciado passados
200 anos ou mais tarde ainda. Os buracos abertos fora do círculo principal
destinavam-se à colocação de um segundo círculo
de pedra, o que nunca chegou a acontecer.
Novos construtores edificaram uma avenida de monólitos ligando o henge
ao rio Avalon, a cerca de 3,2 km de distância.
Embora nos faltem informações sobre os povos que construíram
Stonehenge, análises cuidadosas feitas por arqueólogos e astrônomos
comprovam que a sua função era a de uma grande observatório luni-solar. Os alinhamentos dos vários componentes marcavam os pontos
de solstícios, de equinócios
e as declinações máximas e a mínimas da Lua (em
razão do movimento de precessão dos equinócios, alguns
alinhamentos não marcam mais).
O que resta hoje de Stonehenge é uma sombra, uma impressão
apenas, de sua antiga glória. Pode ainda discernir-se a sua forma
primitiva, embora muitas das pedras tenham caído e já não
se encontram mais no lugar ou estejam enterradas na turfa.
ENTENDENDO A FORMAÇÃO DE STONEHENGE
-
As pedras verticais formam dois círculos (o maior mede 32 m de diâmetro)
e as pedras do círculo maior sustentam as pedras transversais. Suas
formações surpreendentes proporcionam o palco para as representações
do solstício do verão no eixo de entrada, já que a orientação
do monumento está voltada para o nascimento do Sol (se alguém
traçar uma linha no chão, passando no meio do círculo
formado pelas pedras, vai ver que esta linha aponta para a posição
do nascer do sol de verão).
Os menires, os lingans (falos) da Índia, e os megálitos de
Filitosa e de Carbac, na França, os da Grã-Bretanha, Alemanha,
Rússia, Ásia, etc., são semelhantes aos de Tula, no
México, de Tiahuanaco, na Bolívia e Peru, da Ilha de Páscoa,
Ilhas Marianas, das Ilhas Guanches nas Canárias, Lampur, Senegal,
Egito e outros. A pirâmide de Carnac, conhecida como túmulo
de Saint Michel, e a de Plouézoch, na Bretanha, são semelhantes às
pirâmides maias em Monte Albán, obedecendo à mesma arquitetura.
Esses e outros indícios, ainda envoltos em mistério, podem
ser desvendados desde que os pesquisadores ousem rever a história
oficial sem medo, e não se acomodem ao conhecido e referendo pela
maioria.




Buracos Aubrey (a entrada fica a nordeste)
[The Avenue = A Avenida]
Talvez ainda ninguém tenha realmente pensado na verdadeira finalidade
de Stonehenge... 
Vista aérea, ao lado um "círculo nas plantações"
PARA QUANDO VOCÊ FOR
-
As ruínas
de Stonehenge ficam localizadas próximo à Amesbury,
na Inglaterra, cerca de 13 km a noroeste de Salisbury, a duas horas de Londres.
As agências inglesas vendem um passeio de um dia a partir de Londres,
com parada também nas ruínas de Bath por cerca de US$ 80. Pode-se
ainda ir de trem até Salisbury e de lá tomar um ônibus.
Se você for de carro, Stonehenge fica a duas milhas à oeste
de Amesbury, quase na junção das estradas A303 e A344.