Mapas medievais até hoje inexplicados mostram a América, Austrália e Antártida com formas quase perfeitas, condizentes com descobertas feitas séculos depois?
OS MAPAS DE PIRI REIS - O almirante turco Piri Ibn Haji Mehmed, conhecido como Piri Reis (Reis quer dizer almirante), célebre herói (para os turcos) e pirata (para os europeus), que viveu entre 1470 a 1554, mapeou partes do mundo que ninguém conhecia até então, baseando-se em antigas cartas marítimas. Devido ao seu alto escalão dentro da marinha turca isto lhe permitiu ter um acesso privilegiado na Biblioteca Imperial de Constantinopla. No prefácio de seu livro de memórias “Bahrye”, Piri Reis descreve como se baseou e preparou este polêmico mapa, na cidade de Galibolu, entre 9 de março a 7 de abril de 1513. Declara aí que para fazê-las estudou todas as cartas existentes de que tinha conhecimento, "algumas delas muito antigas e secretas". Eram mais de 20, "inclusive velhos mapas orientais de que era, sem dúvida, o único conhecedor na Europa". Descrições de Piri Reis no mapa indicam que algumas fontes dos seus mapas datam do tempo de Alexandre o Grande (332 A.C.). No seu livro encontra-se uma grande coleção de outros mapas, 210 no total.

Piri Ibn Haji Mehmed (Piri Reis). Descendente de uma tradicional família de marinheiros, suas façanhas contribuíram para manter alto no Mediterrâneo o prestígio da marinha turca. Em sua obra são descritas em detalhes as principais cidades daquele mar e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes.
Comparado a outras cartas da época, o mapa de Piri Reis as supera em muito.
O mapa ficou perdido por muito tempo e só foi redescoberto em 9 de novembro de 1929 por um grupo de historiadores que trabalhavam no harém do Palácio de Topkapi em Istambul, enrolado em uma prateleira empoeirada dois fragmentos de mapas foram encontrados em meio a um monte de entulho.
Vista Noturna do Palácio/Museu de Topkapi, local onde foram encontrados 2 mapas de Piris Reis e seu livro “Bahrije”.

Entrada do Museu
Os mapas mostram com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Aparecem extremamente bem desenhados os detalhes da costa do continente americano; Até mesmo a cordilheira dos Andes aparece em detalhes. Várias ilhas e faixas de terras aparecem em vários pontos que não são visíveis hoje em dia, como por exemplo, a "falta" do Estreito de Drake (entre América do Sul e a Antártica) e a ilha de Cuba ligada à península da Florida. Em um dos mapas aparece a Antártida sem gelo (como suas montanhas), denominada de “terra da Rainha Maud” que hoje está sob um quilômetro de gelo. E sua verdadeira posição não foi determinada até 1949. Possuí uma exatidão impressionante nomeadamente no que tange aos contornos da Antártida, cujos contornos mais ou menos exatos, só foram possíveis de determinar nos dias que correm, mais concretamente a partir da década de 60 do século XX, com o recurso a meios aéreos e a satélites. Eles também revelam detalhes geológicos surpreendentes.

O mapa de Piri Reis está no Palácio de Topkapi mas não fica em constante exposição. Este mapa tem grande valor para a Turquia e para o mundo. Apresenta descrições das Américas.
Há muitas dúvidas a respeito deste mapa por causa dos seus impressionantes detalhes. O mapa de Piri Reis não foi feito como mapas modernos com linhas horizontais e verticais tendo como propósito a localização, mas foi feito com uma série de círculos e linhas que se irradiam. O propósito era guiar os navegantes de porto a porto e não com o objetivo de localização. Isto faz com que seja mais difícil comparar as características do mapa de Piri Reis com mapas modernos.
A princípio não lhes foram atribuídas o devido valor. Em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana, que alertou por sua vez Arlington H. Mallery, um especialista em mapas antigos. Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis veio à tona.
Mallery fez estudar as cartas por algumas das maiores autoridades mundiais do assunto, como o cartógrafo I. Walters e o especialista polar R. P. Linehan. Com a ajuda do explorador sueco Nordenskjold e de Charles Hapgood e seus auxiliares, chegaram a uma conclusão sobre o sistema de projeção empregado nos mapas que fora então confirmada por matemáticos: embora antigo, o sistema de Piri Reis era exato. Além disso, o mapa traz desenhado, na parte da América Latina, algumas lhamas, animais desconhecidos na Europa, àquela época. Também as posições estão marcadas corretamente, quanto à sua longitude e latitude.
Em 1956, o professor de Ciências Charles Hapgood estudou esse mapa. Perguntava-se como era possível que desenhasse a costa oriental da América do Sul se, todavia, ainda não havia sido inteiramente cartografada, e a Antártida - parte da qual aparece no mapa -, que só foi descoberta em 1820. Hapgood enviou o mapa de Piri Reis para especialistas da USAF (Força Aérea Americana). Ficaram igualmente surpresos. De onde Piri Reis obteve a informação para confeccionar o mapa? Seria ele, um descendente dos antigos habitantes da Atlântida?
Os especialistas da Força Aérea americana concluíram que a precisão do mapa chegava até ao limite de meio grau, algo impossível de ocorrer antes de 1735. Cartógrafos analisaram a estranha projeção utilizada. Descobriram que se parece com a que um moderno submarino nuclear usa, medindo o mundo conforme ele se desloca a partir do centro. Neste caso, o centro é Syene, no Egito, lar dos antigos cartógrafos. O mapa parecer estar distorcido, mas mostra precisamente esta região do mundo.

O mapa de Piri Reis não foi feito como os mapas modernos, com grades verticais e horizontais para facilitar a localização. O método utilizado é mais antigo, aperfeiçoado por Dulcert Portolano, que utilizava uma série de círculos com linhas se irradiando a partir deles. Os mapas feitos com esse método são, por isso, denominados de mapas "portolanos". Seu objetivo era guiar os navegadores de porto a porto, ao contrário da concepção moderna que é a de localizar uma posição.
O aspecto mais importante do mapa de Piri Reis é aquele que descreve a longitude com precisão. Algo que os europeus só conseguiram fazer no século XVIII. E este é um mapa do século XVI. No entanto, o mapa, feito 250 anos antes já demonstrava conhecimentos de longitude. No mapa de Piri Reis é mencionado que ele é uma compilação de muitos outros, mas originais. Estas são cópias das cópias das cópias. Os pesquisadores acreditam que estes mapas são da época de Alexandre, o Grande, mas na verdade são muito mais antigos.
A Antártida não foi descoberta senão no ano de 1800. Ao que parece, o primeiro a atravessar o Círculo Antártico foi James Cook, na sua viagem de 1772-5, comandando o Resolution e o Adventure. Só recentemente descobrimos que debaixo da capa de gelo havia um continente, mas esta informação já estava aqui, neste mapa. Temos que postular a existência de uma civilização com habilidades para a navegação e a confecção de mapas que só se reinventaram em nosso tempo.
"Isto significa que a costa tinha sido cartografada antes de ser coberta pela capa de gelo - informaram os especialistas da USAF -, e nesta região, o gelo tem mais de um quilômetro e meio de espessura. Não sabemos como foi feito este mapa, com os dados e o nível de conhecimento de 1513". Departamentos da marinha e da força aérea dizem que fizeram comparações de picos salientes e montanhas. Eles são parecidos de forma assustadora.
Devemos enfatizar que não estamos falando do mapa de Piri Reis que é discutível. Estamos falando de dezenas de mapas. Por exemplo, o mapa de Finneaeus da Antártica é bastante preciso, mostrando rios que existem, mas não eram conhecidos no século XVI.
Nós só descobrimos a Antártica em 1800. Como os europeus a incluíram nos mapas?

Mapa do Almirante Piri Reis (1470 – 1554) – Confeccionado entre 9 de março e 7 de abril de 1513 na cidade de Galibolu. Segundo estudiosos, este mapa foi baseado em 8 mapas de Ptolomeu, um mapa árabe da índia e 4 mapas portugueses, e de um suposto mapa capturado por seu tio, usado por Colombo. Seu tamanho é 86 cm comprimento, 61 cm de largura superior e 41 cm de largura inferior. Pintado em 9 cores convencionalmente utilizadas: partes rochosas marcadas em preto, águas barrentas ou pouco profundas por vermelho. No oceano, ao longo dos litorais, desenhos de barcos. As legendas estão grafadas em turco. As montanhas, indicadas pela silhueta e o litoral e rios, por linhas espessas. O mapa mostra a costa ocidental da África, a costa oriental da América do Sul e a costa norte da Antártica, perfeitamente detalhado. Seu autor sabia a circunferência precisa da Terra. Como que quase 500 anos atrás, o Almirante Piri Reis teria um mapa tão detalhado das Américas e do Oeste da África com tanta precisão?
As distorções que aparecem nas ilustrações existem apenas em uma interpretação linear, sobre uma mesa de superfície plana, mas, ajustando os mapas ao globo terrestre desaparecem as incorreções e tudo, mares, ilhas, fica em seu lugar. Como se o mapa mundi tivesse sido feito em nossos dias, baseando-se em uma só fotografia a grande altitude.

Figura retirada do site da revista UFO, fazendo uma ótima comparação do mapa desenhado por Piri Reis e os Continentes.

Comparação entre
imagens de um mapa moderno e o de Piri Reis
O litoral e a ilha que são mostradas na parte onde se localiza a Antártica deve ter sido navegadas em algum período antes de 4.000 a.C. quando estas áreas ainda não estavam cobertas com gelo.
Piri Reis descreveu com seu próprio punho como ele fez o mapa baseado em uma coleção de mapas antigos e complementada por mapas que foram feitos por Colombo. Isto sugere que estes mapas antigos estariam disponíveis a Colombo e poderiam ter sido a base de sua expedição.
A análise das cartas de Piri Reis esbarrou em outra polêmica: se tudo ali aparece representado com notável exatidão, então como explicar as formas das regiões árticas e antárticas, diferentes das da nossa era? O resultado das pesquisas é incrível. As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam à mostra antes da última glaciação. E de maneira perfeita.
Cartógrafos analisaram a estranha projeção utilizada. Descobriram que se parece com a que um moderno submarino nuclear usa, medindo o mundo conforme ele se desloca a partir do centro. Neste caso, o centro é Syene, no Egito, lar dos antigos cartógrafos. O mapa parecer estar distorcido, mas mostra precisamente esta região do mundo. E tem mais.

Mapa do globo terrestre apresentando a Projeção Eqüidistante Azimutal centrada na cidade do Cairo, Egito. Força Aérea dos Estados Unidos da América - USF.
Então Hapgood encontrou outro mapa misterioso, outro documento "impossível": o mapa de Oronteus Finaeus, copiado em 1531. Nele figurava a Antártida em sua totalidade, com grande detalhamento, incluindo a localização precisa de montanhas, planícies e rios.
O MAPA DE ORONTEUS FINAEUS - Há alguns anos, Charles Hapgood, causou alvoroço nos meios científicos com a descoberta de um mapa da Antártida datado de 1532. O mapa, desenhado por Oronteus Finaeus, matemático e cartógrafo francês do século XVI que detalhou planícies férteis, rios sem neve e montanhas na Antártida, numa perfeição assustadora, num continente não oficialmente descoberto até 1820. Tal mapa foi também copiado de documentos antigos.
Os mapas, atual e de Oronteus Finaeus, foram sobrepostos e as semelhanças impressionaram o professor Hapgood, pois nós só viemos, a saber, como a Antártida é sob o gelo, em 1956, após realizados levantamentos sísmicos através da camada de gelo. Além disso, cientistas revelaram recentemente que um exame profundo de amostras do gelo confirmou que houve rios correntes na região detalhada no mapa de Oronteus Finaeus.
Mapa de Oronteus Finaeus (Fineus) ― de 1531 encontrado na biblioteca do Congresso em Whashington DC, em 1950, mostra os pólos da Terra. À direita, boa parte da Antártida da Antártida aparece retratada, despida da neve que hoje domina a região, com representações de rios e cadeias de montanhas, e com seus limites inexplicavelmente bem delineados para uma época em que este território era completamente ignorado pelos povos dominantes de então: europeus, no ocidente e as monarquias asiáticas, do oriente. A presença das montanhas somente foi verificada muito recentemente. A calota de gelo nessa região tem atualmente uma espessura de 1.6 km.
Essas revelações sobre a Antártida podem sugerir que o continente perdido de Atlântida foi uma realidade. O vulcão ativo Erebus, na ilha de Ross, na Antártida, pode ter sido segundo especialistas, uma fonte de energia para os moradores da Atlântida. As plantas fossilizadas encontradas no continente indicam que houve uma fase de clima temperado.

Mapa de Piri Reis representando uma terra desconhecida por nós, seria a Atlântida?
O MAPA BAUCHE - Um terceiro mapa foi elaborado pelo geógrafo francês Philippe Bauche, membro da French Academy of Science. Bauche terminou o mapa em 1737, bem antes da (re)descoberta da Antártida. É um mapa ainda mais desconcertante que os anteriores porque mostra o pólo sul dividido em dois por uma faixa de água. Uma medição sísmica feita em 1958 confirmou que a Antártida é, realmente, dividida por um antigo curso de água. Muitos geólogos afirmam que uma configuração como essa somente poderia ser observada há milhões de anos atrás. Inexplicavelmente, o mapa de Bauche contém o registro dessa topografia que nenhum ancestral conhecido poderia ter observado.
Quem quer que tenha cartografado o globo, ha milhares de anos atrás, tinha um nível tecnológico tão alto quanto o nosso. Segundo Finaeus, o mapa por ele desenhado foi baseado em outras cartas muito mais antigas, a exemplo do mapa do turco Piri Reis.
Em outros tempos, navegantes sabiam mais sobre a topografia dos contornos dos continentes do que sugere a história convencional (ou oficial)? Antártida era território "oficialmente" desconhecido até 1820 quando foi descoberto por um oficial da Marinha Imperial Russa, Mikhail Perovich Lazarev.
A precisão desses mapas por si só já é um desafio à lógica histórica e pré-histórica oficial. Analisando essas datas, esses milênios, e comparando com o que se sabe da Antigüidade, nota-se que entre 6.000 e 10.000 anos passados, foi também a época de "aparecimento" das civilizações Egípcia e Suméria. Ambas, de modo semelhante, capazes de progredir do nomadismo tribal para uma sociedade complexa e tecnologicamente avançada.
As cartas originais nas quais se basearam, deviam ter sido feitas por pessoas que tinham alcançado um nível tecnológico que o homem só adquiriu plenamente ao decorrer do século XX.
Note-se que cada capitão de navio levava consigo um cartógrafo, cujo trabalho era para "consumo interno", ou seja, para orientação do capitão e não como trabalho em prol do conhecimento geográfico do mundo. Por isso cada mapa era praticamente personalizado.