
Próximo à pirâmide de Kéops, foi encontrada a tumba de sua mãe, a rainha Heteferes, um dos poucos templos funerários que chegaram até nossos dias sem ser saqueados.
Nós o chamamos de Quéops porque assim a chamou Heródoto; mas também poderia ser denominada com qualquer de seus outros nomes: Saofis, segundo Erastóstenes, ou Jufu, segundo a própria pirâmide, porque o nome original da Grande Pirâmide era "O luminoso horizonte de Jufu".
Os canais, câmaras e corredores do interior da Grande Pirâmide a destaca entre as demais pirâmides egípcias.
O revestimento externo também foi concebido com blocos de pedra calcárea compacta, de cor branca bem semelhante ao mármore. A pedra calcárea é superior ao mármore em durabilidade e resistência aos elementos externos. Essas pedras de revestimento tão admirável, já não existem mais, pois foram roubadas a cerca de 600 anos atrás. O brilho dessas pedras era distinto e podia ser visto a centenas de quilômetros de distância, das montanhas de Israel era possível ver o brilho magnífico. O polimento era tão perfeito que era chamada de "luminosa", e a perfeição das juntas de pedra, que são quase invisíveis, tem causado a admiração de todos os viajantes, desde Heródoto até nossos dias.
Após Quéops, as pirâmides continuaram a ser construídas por mais de mil anos, mas em versões mais modestas. Ao longo dos séculos seguintes, as pirâmides passaram a ser construídas de forma mais simples e padronizada. Materiais menos resistentes levaram a seu desgaste mais rápido e a maior parte se encontra em péssimo estado. Com uma menor disponibilidade de materiais e a evolução teológica da cultura egípcia, as pirâmides foram eventualmente abandonadas e substituídas por templos mortuários como os encontrados na cidade de Tebas e no Vale dos Reis, onde foi descoberta, por exemplo, a famosa tumba do faraó Tutancamon. Nota: O Vale dos Reis, ou Wadi el-Muluk em língua árabe, é um vale no Egito no qual foram construídos túmulos para os Faraós do Antigo Egito entre a 18a e a 20a dinastias.

- Nome antigo: Horizonte de Jnum-Jufuy.
- Nome Moderno: Grande Pirâmide de Gizeh.
- Faraó: Jnum-Jufuy (Jufu, Kéops, Quéopes - IVa Dinastia).
- Arquiteto: Hemiunu (primo do faraó).
- Dimensões: Base, 230 metros; altura original, 146,6 metros; altura atual, 137 metros aproximadamente se reduziu em 9 metros, devido à erosão e o passar do tempo - equivale a um prédio de 49 andares; As quatro faces da pirâmide se inclinam em um ângulo de 51º 50' 35'' em relação ao solo.
- Volume: 2.592.968 metros cúbicos.
- Localização geográfica: Egito, sobre a meseta de Gizeh, a 12 km da cidade do Cairo.
- Superfície: A grande plataforma onde está construído o conjunto monumental mede 1500 metros de norte a sul, por 2000 metros de leste a oeste. Tendo uma superfície que cobre quase 53 mil metros quadrados. Se a Grande Pirâmide fosse na cidade de Nova Iorque, ela poderia cobrir sete quarteirões da cidade. Na área ocupada pela Grande Pirâmide caberiam oito campos de futebol. Para rodeá-la, é necessário caminhar quase 1 km.
- Altitude: 40 metros sobre o nível do Vale de Gizeh.
- Localização: As três pirâmides estão colocadas por ordem de tamanho e antigüidade seguindo um eixo que vai do noroeste ao sudeste.
- Alinhamento: A pirâmide de Quéops apresenta um erro de apenas 4' 35" (quatro minutos e trinta e cinco segundos de grau) em relação às coordenadas geográficas, ou seja, seus lados são acentuadamente alinhados com os pontos cardeais.
- Evolução arquitetônica: Sua forma seguiu uma clara evolução, cujo ponto de partida se encontra na mastaba e que, através das etapas intermediárias representadas pela pirâmide de degraus de Dyoser, em Saqqara, a de Esnofru, em Meidum e a pirâmide romboidal de Dahshur, conduz às pirâmides perfeitas de Gizeh.
- Quantidades de anos da construção: Conforme o Papiro de Turin, a estrutura completa foi construída em aproximadamente 23 anos. Outras fontes indicam que a construção se desenvolveu durante 30 anos.
- Quantidade de blocos: A Grande Pirâmide é formada por 2.300.000 blocos de pedras individuais, cada um deles com um peso de cerca de 2,5 e 20 toneladas, apesar de que existiram blocos maiores. A Grande pirâmide contém mais pedras que todas as catedrais, igrejas e capelas da Grã-Bretanha reunidas ou daria para construir 30 Empire State Buildings.


Muitos arquitetos e engenheiros que estudaram a pirâmide concordam que, com toda a tecnologia de hoje, teríamos dificuldades imensas em construir uma réplica igual; e se usássemos os mesmos supostos materiais da época acredita-se ser uma tarefa inviável. Todavia, em 1994, um grupo de arqueólogos coordenado pelo egiptólogo Dr. Mark Lehner e o mestre-de-obras Roger Hopkins tentou construir uma réplica da pirâmide, sem usar a tecnologia moderna, nem mesmo a roda, mas seguindo uma escala proporcional de tamanho, tempo e número de operários 40 vezes menor. Para surpresa geral, as pedras foram se encaixando com precisão milimétrica e a construção progrediu; O que frustrou o sucesso da empreitada foi o tempo. Não deu. Se a equipe dispusesse de alguns dias a mais, além dos 45 dias determinados, teria construído uma Grande Pirâmide em escala; todavia, conseguiram construir uma pirâmide 24 vezes menor; isso resultaria justamente nos 10m que faltam ao cume da Grande Pirâmide. Foram consultados os relatos de Heródoto sobre como os egípcios lhe contaram que haviam sido feitas as pirâmides, no passado remoto. O sistema utilizado para erguer as pedras foi uma combinação da rampa com as alavancas. Tudo como se supõe ter sido. Ao concluir a construção, Lehner disse: "Quanto mais construíamos da pirâmide, melhor o fazíamos e mais coisas aprendíamos. Onde testamos as ferramentas e técnicas da Antigüidade não conseguimos obter melhores resultados... certamente devido à falta de prática e não porque tenhamos perdido alguma misteriosa tecnologia".

O reflexo das sombras da Grande Pirâmide acusam com uma exatidão cronométrica os pontos essenciais do ano solar, dando as datas precisas dos equinócios de primavera e outono e os solstícios de inverno e verão, e isso também significa que os quatro cantos do monumento são ângulos retos quase perfeitos [as esquinas diferem menos de um grau do ângulo reto (ou seja, 90º )]. Destacamos também o fato de que as quatro faces da Pirâmide são ligeiramente encurvadas ou côncavas, não se pode perceber este detalhe quando se olha para cima. Verificou-se isto por volta de 1940, por um piloto que fazia aerofotografias para conferir medições. O raio dessa inclinação é igual ao raio da Terra. Todos aqueles blocos de pedra teriam sido deliberadamente inclinados e entalhados com exatidão da curvatura da Terra? Para quê uma precisão tão grande se nem o olho humano pode percebê-la? A Grande Pirâmide divide as massas de terra em quadrantes aproximadamente iguais, e a terra e as águas em hemisférios equivalentes, em outras palavras, ela está no centro da superfície terrestre (o "umbigo do mundo"), em outras palavras, ela separa a maior parte da superfície de terra do planeta da maior parte da superfície de oceano, exatamente sobre o paralelo 300 N (que percorre a mais extensa superfície continental). Sua construção deu-se exatamente no ponto que corresponde ao centro da massa terrestre, o eixo Leste-Oeste corresponde ao paralelo mais longo que atravessa a Terra, isto quer dizer que passa pela África, Ásia e América. O meridiano mais longo que atravessa a Ásia, África, Europa e a Antártica também passa através da Pirâmide. Existe na Terra uma área suficiente de terrenos para oferecer 3 bilhões de possíveis locais para a construção das Pirâmides acredita-se que as chances de uma escolha não intencional são de 1 para 3 bilhões. Se dermos crédito ao que alguns cientistas afirmam, na Grande Pirâmide estão registrados dados surpreendentes como a lei de variação da obliqüidade da eclíptica, a lei de variação da constante de gravidade sobre a superfície da terra, a distância exata do sol, a lei das variações periódicas das estações e da freqüência dos terremotos, a medida do ano solar, a medida do ano sideral e do ano anomalístico, as leis da precessão dos equinócios e a variação de longitude do periélio, etc. Uma boa análise destas teorias pode ser encontrada no livro "Fads and Fallacies in the Name of Science", de Martin Gardner, que explica que qualquer estrutura complexa como a Grande Pirâmide fornece uma quantidade tão grande de medidas que, com um pouco de paciência, é sempre possível encontrar estas coincidências. Além disso, as medidas originais da Grande Pirâmide não são conhecidas com exatidão, bem como as unidades de medida usadas pelos egípcios, e diferentes pesquisadores apresentam diferentes valores. E os dados científicos aos quais elas são comparadas também fornecem múltiplas oportunidades. Por exemplo, a distância da Terra ao Sol não é constante, então podemos usar o menor valor, o maior valor, a média, o valor em uma determinada data simbólica, etc. Outro dado curioso: tomando-se o perímetro da base da pirâmide e dividindo-o por 2, multiplicando pela sua altura, chegamos ao número pi (3,14159...) até o 15o dígito; as chances de esse fenômeno ocorrer ao acaso são quase nulas. Até o século 6 d.C., o pi havia sido calculado só até o 40 dígito! Uma vez que o conhecimento matemático dos antigos egípcios não era suficiente para que eles chegassem a resultados como esse por meio de cálculo, os estudiosos acreditam que tal precisão foi alcançada empiricamente através, por exemplo, da medição de distâncias usando-se a contagem das rotações de um objeto cilíndrico como um tambor. A unidade de medida egípcia era o côvado sagrado (0,63566m), o qual multiplicado por 10 milhões é a longitude do raio da Terra nos pólos. Esse côvado sagrado está dividido em 25 partes de 25,4264 mm, denominadas polegadas piramidais, ou polegada sagrada. Esse número multiplicado por 100 mil milhões equivale ao comprimento da órbita terrestre em um dia de 24 horas! Multiplicando-se por pi o comprimento da antecâmara do túmulo do faraó, obtemos 365,242, que é o número de dias do ano. A altura da pirâmide, multiplicada por um bilhão, dá a distância da Terra ao Sol. Estão também registrados na pirâmide, o peso da Terra e a medida das circunferências polares. Podem ainda ser identificados assombrosamente na Grande Pirâmide muitos outros dados matemáticos e astronômicos... São cálculos assombrosos. É como se a Grande Pirâmide fosse um grande repositório de dados, ou uma espécie de biblioteca onde os antigos que a construíram, ali gravaram conhecimentos avançadíssimos. Isso mostra como os antigos egípcios estavam avançados na matemática e na engenharia, numa época em que muitos povos do mundo ainda eram caçadores e andarilhos. Os exploradores perceberam também que se continuassem as linhas diagonais da base da pirâmide, o Delta do Nilo seria perfeitamente enquadrado. Perceberam também que o meridiano passa exatamente no ápice da pirâmide, cortando o Delta em duas partes iguais. Seria mesmo uma simples coincidência, um mero acaso que a altura da Pirâmide de Quéops, multiplicada por um milhão, corresponde aproximadamente à distância Terra-Sol, isto é, a 146.600.000 Km? E que o meridiano que passa pelo centro da pirâmide divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais? De que a circunferência da pirâmide, dividida pelo dobro de sua altura, tenha como resultado o famoso número de Ludof, Pi=3,1416? O mais curioso é que no seu interior não se encontra nenhuma inscrição em contraste com as outras edificações egípcias que são ricas em inscrições. Por mais interessantes que sejam as teorias fantásticas sobre a construção das pirâmides egípcias, fica claro que não existe nada de inexplicável em sua existência. A forma piramidal é a mais simples para a construção de grandes estruturas e as pirâmides remanescentes mostram claramente a evolução técnica dos engenheiros egípcios. A Grande Pirâmide não é uma estrutura isolada, surgida misteriosamente do nada, e sim o resultado de gerações de aperfeiçoamento de técnicas simples de construção. Ainda que várias dúvidas persistam sobre os detalhes de sua construção, as teorias alternativas na verdade levantam mais perguntas do que respostas. Talvez por estarem acostumados às facilidades da tecnologia moderna, muitas pessoas tendem a achar que os povos antigos eram incapazes de feitos grandiosos com seus recursos técnicos limitados. Ao contrário, eles fornecem mais uma demonstração da inventividade e capacidade humana e é injustificável sugerir que os egípcios seriam incapazes de construir uma pirâmide sem ajuda de "civilizações desaparecidas mais avançadas". Apesar dos egípcios não contarem com instrumentos como a bússola, eles faziam seus cálculos e medidas através das estrelas. Sabiam que tudo no céu noturno estava em constante movimento, com exceção de um ponto escuro imóvel que era reverenciado como eterno, a localização do "céu" mesmo. Ao redor deste ponto duas estrelas especialmente brilhantes giravam em um círculo constante e, quando uma estava diretamente sobre a outra, era possível traçar uma linha perpendicular que atravessava o ponto escuro com total precisão. Estas estrelas que hoje conhecemos como Circumpolares eram chamadas pelos egípcios de "indestrutíveis".( 1 ) TYCHO BRAHE (Escandia, província da Dinamarca - 13 dez. 1546 - 1601). Adido da corte por Rodolfo, rei da Hungria. Frederico II lhe confiou a cátedra de astronomia em Copenhague e o cumulou de favores e lhe doou a ilha Stelborg e Hvens, na Dinamarca, onde instalou seus incríveis e gigantescos observatórios "Uranienburg" (Castelo do Céu) e "Sternenburg" (Castelo das Estrelas), onde pôde realizar observações cerca de 50 vezes mais precisas que seus antecessores. A qualidade de suas observações (com uma precisão superior no registro do movimento dos Planetas) foi crucial para o desenvolvimento da astronomia. Brahe era muito preciso em suas observações.
Os dutos de ventilação que desembocam na Câmara do Rei permitem que, a partir do sarcófago de granito vazio que existe no interior da Câmara, se visualize numa determinada época do ano o "Cinturão de Órion" por um duto, e a estrela Sírius (Alpha Canis Majoris), pelo outro, e a entrada na face norte indicava a estrela polar (Alfa do Dragão, Draconis ou Thuban) ao cruzar o meridiano abaixo do pólo em 2170 a.C., na época de sua construção. Sabe-se hoje também, que a partir da face norte da pirâmide, do fim da galeria que leva à câmara real, através de milhares de toneladas de pedras perfeitamente encaixadas, sai uma linha que aponta diretamente para a estrela polar.
Robert Bauval, autor de "The Orion Mystery: Unlocking the Secrets of the Pyramids" sustenta a teoria de que as três pirâmides de Gizeh foram construídas de forma a reproduzir a posição relativa das três estrelas do chamado cinturão de Órion, uma constelação que teria importância religiosa para os egípcios. Além disso, a posição das pirâmides em relação ao rio Nilo seria uma reprodução da posição daquelas estrelas em relação à Via Láctea. Mas o próprio Bauval percebeu que, devido à mudança das posições das estrelas no céu com o passar dos séculos, esta coincidência com o cinturão de Órion não existia na época da construção das pirâmides, mas sim por volta de 10.500 a.C. (8.000 antes delas serem construídas, segundo os arquólogos). As estrelas em questão só teriam sido grupadas no que chamamos de constelação de Órion pelos gregos, dois mil anos depois.
Devido à precessão, as constelações mudam sua posição aparente ao longo de um ciclo que demora 25.980 anos para completar-se. Reconstituindo por computador, as posições das estrelas sobre as pirâmides até 2.500 anos a.C., Bauval observou que um dos canais da Grande Pirâmide orientado para o sul, apontava diretamente para a estrela Sírio (associada à deusa Isis). O Outro canal aberto ao sul apontava para a mais baixa das três estrelas do cinturão de Órion, a constelação que acreditava ser a residência do deus Osíris e que levou a civilização ao Vale do Nilo em uma época muito remota chamada Zep Tepi, que significa " Primeiro Tempo".
O cinturão de Órion era o que os egípcios chamavam de Duat, uma espécie de "porta" pela qual a alma do faraó deveria passar para chegar a Amenti, a mais alta.
Ao que parece, todas as construções na planície de Gizeh estão espetacularmente alinhadas. No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o sol se põe exatamente no centro da Grande Pirâmide e de sua vizinha Quéfen. No Equinócio, um observador situado no meio do lado norte de sua base, vê o Sol ao meio-dia passar sobre o vértice da pirâmide.
O vínculo entre as pirâmides de Gizeh e a constelação de Órion foi fortalecido quando Bauval percebeu que a terceira e menor das pirâmides estava fora do alinhamento das outras duas. Observando o cinturão de Órion, comprovou que suas três estrelas também estavam localizados da mesma forma. Chegou à conclusão de que as três pirâmides poderiam ser uma representação simbólica destas estrelas. Contudo, o ângulo de cinturão de Órion não coincide exatamente com a disposição de Gizeh. A única época em que o cinturão de Órion coincidiu exatamente com a posição das pirâmides, foi em 10.500 a.C...
Ainda verificando "coincidências", observa-se uma grande possibilidade de que o alinhamento do ápice das três pirâmides estava perfeitamente sincrônico com as três estrelas do "Cinturão de Órion" quando estas atingiam o zênite (Interseção da vertical superior de um lugar específico com a esfera celeste. Popularmente: o ponto mais alto do céu. Posição do Sol ao meio-dia) em aproximadamente 10.500 a.C.! Como?! A História oficial afirma que as pirâmides foram construídas durante a IV Dinastia (por volta de 4.000 a.C.). O fato de as Pirâmides serem bem mais antigas do que se supunha, não é uma hipótese nada absurda...
No início do século XIX, John Herschel - astrônomo que descobriu as radiações infravermelhas -, baseado na teoria de que o corredor descendente da Grande Pirâmide servia como um tubo de mira e que fora construído em posição tal que ficasse em linha com uma estrela polar, procurou determinar que estrela seria essa e em que época o fato ocorrera. Tais cálculos, pensava ele, o levariam à data aproximada da construção do monumento. A conclusão a que chegou foi a de que no ano de 2170 a.C. o corredor descendente apontava para Alfa Draconis, ou seja, a Estrela do Dragão. O mesmo fato ocorrera também no ano de 3440 a.C., mas essa data estava em desacordo com a opinião geral dos cientistas de então de que o monumento fora construído cerca de 4000 anos antes. Assim, o ano de 2170 a.C. foi considerado por ele como a data correta da construção da Grande Pirâmide, em que pesasse a opinião contrária dos egiptólogos da época, os quais acreditavam que a obra tinha sido erguida entre 4760 e 3360 a.C.
Piazzi Smyth aceitou a data de 2170 a.C. sugerida por Herschel como válida, mas estranhou o fato do corredor descendente apontar para uma estrela polar relativamente sem importância. Sua lógica dizia que deveria haver também, na mesma data, uma importante estrela zodiacal ou equatorial alinhada para o sul. Descobriu, então, naquela posição, alinhada diretamente com o vértice da pirâmide, a estrela principal de um grupo de sete estrelas chamadas Plêiades, conhecida como Alcione ou Eta Tauri. Essa coincidência de posicionamento - Alcione sobre o vértice da Grande Pirâmide e Alfa Draconis em linha com o corredor descendente - ocorre apenas uma vez em cada 25.827 anos, ou seja, um ciclo sideral. Smyth concordou, portanto, que no outono do ano 2170 a.C. o ângulo do corredor descendente do monumento estava sendo estabelecido e a obra em andamento.
Não seria surpresa portanto que, se fosse dado prosseguimento a esta pesquisa, pudéssemos verificar monumentos e/ou localidades correspondentes a outras estrelas de Órion, como as principais Betelgeuse (Alpha Orionis), Rigel (Beta Orionis), Bellatrix (Gamma Orionis) e Saiph (Kappa Orionis), além de outras estrelas importantes para os antigos egípcios como Aldebaran (Alpha Taurii), as Plêiades - também em Taurus - constelação aliás que marcava o início do zodíaco egípcio [algumas estrelas de Touro, em particular Aldebaran, o aglomerado estelar das Hyades e o aglomerado das Plêiades, sempre despertaram um "interesse especial" em outras culturas antigas (Vedas, Hindus, Chineses, Persas, Sumérios, Babilônicos, Gregos, Celtas, Aztecas, Incas, Maias) incluindo Tribos norte-americanas (Navajo, Anasazi, Sioux, etc.) e brasileiras (Tupi-Guarani, Jê, Aruaque, Bororo, Carajás, Txucarramãe, etc.]. Também destaca-se Sírius, a "Estrela Sagrada" dos antigos egípcios, a mais brilhante de todo o firmamento. Sírius "anunciava" a cheia do rio Nilo pressagiando mais um período de abundância, fartura e fertilidade.
Porém, os egípcios não parecem ter tido uma teoria planetária, nem as apropriadas técnicas matemáticas (o sistema sexagesimal dos mesopotâmicos era superior ao sistema decimal egípcio).
Baseando-se nestas crenças e conhecimentos, Hemiunu (primo de Khufu e principal arquiteto da Grande Pirâmide) desenvolveu o projeto como uma "máquina de ressureição". Na parede norte da Câmara do Rei existe uma pequena abertura que funciona como telescópio até as "Indestrutíveis" (como eram chamadas essas estrelas), garantindo assim a viagem para a eternidade para o seu rei e para todos os que colaboraram na construção da pirâmide.
Disso tudo resulta então que a pirâmide foi construída ali com algum propósito definido, o qual ainda não sabemos...
As prováveis profecias contidas na Grande Pirâmide não são textos ou inscrições, mas estariam embutidas nas medidas dos aposentos internos, as câmaras e corredores do monumento. Cada reentrância no piso, fazendo-se a conversão pelas polegadas piramidais - a medida básica da construção do monumento -, constituiria uma data profética, sem qualquer indicação textual local. Ressalte-se novamente que não há inscrições nas paredes ou piso, nem em qualquer outro lugar. Representariam, segundo os piramidólogos, uma cronologia específica profética, sem narração de qualquer fato - exceto algumas alegorias contidas no Livro dos Mortos que, na verdade, contém a chave do mistério. Tudo é, portanto, bem ao contrário das profecias tradicionais, que raramente mencionam datas, senão somente fatos. As datas proféticas seriam determinadas a partir das intercessões da linha do tempo com as saliências dos recintos, tais como degraus, paredes, etc. Cada polegada piramidal representaria um ano. Há também uma variação constatada na datação, de um dia.