A ESFINGE EGÍPCIA

 

       

      

 

    Esfinge é uma imagem icônica inventada pelos egípcios da Império Antigo. O nome arábico da esfinge de Gizé, Abu al-Hôl, traduz como "Pai do Terror". O nome grego "esfinge" foi aplicado a ela na Antigüidade clássica baseando-se numa criatura da mitologia grega formada pelo corpo de um leão, a cabeça de uma mulher e asas de águia, embora as estátuas egípcias tenham a cabeça de um homem. Existem no mundo 335 esfinges, apesar da mais famosa ser a do Egito. Era guardiã das ciências humanas (a pirâmide das ciências naturais).

 

    A palavra "esfinge" deriva do grego, que significa "estrangular", já que a esfinge da mitologia grega estrangulava todos que não conseguissem decifrar suas charadas.. Não se tem certeza qual seria o nome usado pelos antigos egípcios para designar a estátua.A grande esfinge é uma das maiores estátua lavradas numa única pedra em todo o planeta

 

    A Grande Esfinge de Gizé no banco oeste do rio Nilo, nas cercanias da actual metrópole do Cairo, ao sul do complexo da Grande Pirâmide e perto do templo do vale da pirâmide de Kéfren; data de aproximadamente 5000 a.C., era o resumo, juntamente com a Grande Pirâmide, da admirável ciência egípcia.

 

    A palavra egípcia que designava a esfinge era shesep-ankh, que significa imagem viva, e que os gregos traduziram erroneamente por sphigx, que significa atar, ligar, uma vez que a esfinge é composta por um elemento animal e outro humano ligados entre si.

 

    A Esfinge feita num contraforte rochoso de pedra calcária, que não fora usado pelos construtores da pirâmide de Kéops. A cabeça e a parte anterior do corpo foram cinzeladas na rocha viva, completando-se o corpo e as patas com tijolos. Com a forma de um leão deitado, flancos de touro e uma a cabeça humana com um toucado real. A esfinge olha para o leste. É possível que originalmente estivesse coberto de gesso pintado. Quase nada resta atualmente da serpente Uraeus na testa e da barba no queixo, que eram outros símbolos da realeza do faraó. Pensam os arqueólogos que a face representa o rei Kéfren ou possivelmente a de seu irmão, o faraó Djedefré, que dataria sua construção da quarta dinastia (2723 a.C.–2563 a.C.). Contudo, há algumas teorias alternativas que redatam a esfinge ao pré-antigo império – e, de acordo com uma hipótese, a tempos pré-históricos.
 

 


 

 

    Uma imagem, também provavelmente desse faraó, foi esculpida no peito, mas pouquíssimo resta dela.

 

    Seu comprimento é de 73 metros e 15 centímetros, sua altura de 20 metros e 12 centímetros e a largura máxima da face é de quatro metros e 17 centímetros.

 

    Após o abandono da necrópole, a esfinge foi soterrada até seus ombros por areia e primeira tentativa de "desenterrá-la" ocorreu já por volta de 1400 a.C., no reinado de Tutmósis IV.

 

    Entre as patas estendidas do leão, existe uma grande laje de granito vermelho contendo uma inscrição que registra um sonho tido por Tutmósis IV, faraó da XVIII dinastia, antes de ascender ao trono. Conta ela que certa vez, ao caçar, o príncipe resolveu descansar do forte calor do meio-dia à sombra do monumento e adormeceu. Na época a Esfinge era identificada com o deus-Sol Harmakhis e este apareceu em sonho ao príncipe e prometeu lhe entregar a Coroa Dupla do Egito se ele mandasse retirar a areia que havia quase que totalmente coberto o corpo da esfinge. Embora a inscrição esteja grandemente danificada em sua parte final, pode-se deduzir que Tutmósis IV realizou o que lhe foi pedido e, em recompensa, tornou-se faraó.

 

   

    Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho afastado os intrusos. Eu jogo os inimigos no chão e suas armas com eles. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair.

 

    Uma possível razão para a identificação das características do deus-Sol com aquelas do rei morto pode ser a crença heliopolitana de que o rei, após a sua morte, realmente torna-se o deus-Sol. A esfinge gigante representaria, assim, Kéfren como o deus-Sol atuando como guardião da necrópole de Gizé. figura como o guardião dos lugares sagrados, sendo o leão considerado como guardião dos portões do mundo subterrâneo nos horizontes leste e oeste.

 

    Somente em 1817 foi levado a cabo um restauro supervisionado pelo italiano Giovanni Battista Caviglia, descobrindo todo o peito da estátua. Somente em 1925 a esfinge foi completamente revelada.

 

Não se sabe o paradeiro do nariz da estátua, de um metro de largura. Segundo lendas, o nariz teria sido arrancado por balas de canhão da artilharia de Napoleão Bonaparte ou também por tropas britânicas, até mesmo pelos mamelucos. Todavia, desenhos da esfinge feitos por Frederick Lewis Norden em 1737 e publicados em 1755 já ilustram a estátua sem o nariz. O historiador egípcio al-Magrizi, do século XV, atribui o vandalismo a Muhammad Sa'im al-Dahr, um fanático sufi que, em 1378, após observar que camponeses deixavam oferendas à esfinge na esperança de aumentar suas colheitas, teria destruído a parte mais frágil da estátua.

 

 

 

 

 

 

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