Akhenaton e Nefertiti
O casal solar

 

 

 
 

    Akhenaton (ou Amen�fis IV - XVIII Dinastia) � o m�tico fundador da Ordem Rosacruz AMORC, segundo os escritos da pr�pria ordem, e por isso o Ano Rosacruz � contado a partir de 1353 a.C. [refer�ncias: "O Dom�nio da Vida", distribui��o gratuita pela AMORC].

    Filho do fara� Amen�fis III, nasce em Tebas cerca de 1362 a.C. Sua m�e era a rainha Tiy. Embora fosse o filho mais novo todos os anteriores morreram e ele teve que reinar. Ainda muito jovem, Amen�fis IV se casou com a bela e misteriosa Nefertiti (sua primeira esposa - que, por isso, era a �nica que tinha o t�tulo de rainha do Egito), uma mulher t�o inteligente, sensitiva e determinada quanto seu marido, e ambos dividiram um profundo amor m�tuo e uma inabal�vel devo��o a Aton. Era considerada uma das mais belas mulheres da corte. Ficou c�lebre seu busto (foto acima), que por motivos desconhecidos tem um olho incompleto. Ela teve papel fundamental na revolu��o feita por Akhenaton, uma vez que se tornou a suma sacerdotisa de Aton.

 

  Tiveram seis filhas. Em ordem cronol�gica de nascimento: Meritaton, Maketaton, Ankhsepaton, Neferneferuaton, Neferneferur� e Sepetenr�. Al�m delas, provavelmente, Tutankhamon, o �nico menino, que mais tarde se casaria com a irm� Ankhsepaton e seria fara�.

  Em 1379 AC Amen�fis IV (seu nome como Filho de R�) assumiu a co-reg�ncia sob o nome de coroa��o Neferkheprure. Sem d�vida com a aprova��o de Amen�fis III e da Rainha Tiy, Amen�fis IV renunciou ao seu nome como Filho de R� por um nome como Filho de Aton: Akhenaton, "Aton � bem servido". Nefertiti, cujo nome significa "chegou a bela mulher", se tornou Neferneferuaton, "a beleza de todas as belezas de Aton". Suas duas irm�s tamb�m adotaram nomes associados a Aton - Meritaton e Meketaton.

  Os sacerdotes haviam se interposto entre os homens e os deuses, de modo que s� estes "eleitos" podiam se aproximar do Divino. Com esta tirania religiosa os sacerdotes se tornaram cust�dios do certo e do errado, emitindo leis morais que governavam todos os aspectos da vida. Assim, para manter-se a harmonia com a Deidade, devia-se permanecer do lado certo, junto com os sacerdotes.

  Em uma sociedade que respeitava as classes sociais sem t�-las absolutizado - mesmo os escravos (obtidos s� atrav�s de conquistas) eram pagos e encarregados apenas de certas horas de trabalho, dispondo de algum tempo livre - este elitismo era perturbador. Os deuses podiam ser remotos em sua transcend�ncia palp�vel, mas jamais haviam sido colocados al�m do alcance de qualquer cidad�o, pois o Fara� era visto como uma encarna��o terrena do alento divino, irradiando sua benefic�ncia sobre todos.

  Akhenaton foi o fara� que instituiu o monote�smo entre os eg�pcios, numa tentativa de retirar o poder pol�tico dos sacerdotes. Para concentrar o poder na figura do fara�, Akhenaton instituiu o deus Aton, o Sol, que era o �nico deus que deveria ser cultuado e ele, seu �nico representante. Rompe com o esoterismo dos seguidores de Amon e de outros deuses menores. � hostilizado pela classe sacerdotal.

  Essa breve fase monote�sta do Novo Imp�rio Eg�pcio ocorreu cerca de meio s�culo antes de Mois�s liderar a fuga dos hebreus do Egito. Al�m da concep��o monote�sta, j� naquela �poca Akhenaton era contra a escravid�o e o abate dos animais, contra os altos impostos e contra as guerras. Foi o construtor de Amarna, a cidade solar (que os gregos batizaram de Heli�polis), para onde transferira a capital do Egito, e o provocador da enorme revolu��o na arte eg�pcia, que em seu reinado ganhou mais realismo.

  Foi escolhido um local despovoado para uma nova capital em um crescente de colinas que se voltavam para o Nilo. Dentro do espantosamente breve per�odo de quatro a seis anos, uma pr�spera cidade real se ergueu das areias, iniciando com um enorme templo de Aton, cujas grandes portas de bronze atingiam uma altura de quase seis metros. Ao contr�rio dos templos de Amon, cujos p�tios abertos conduziam atrav�s de sombra crescente at� a escurid�o do santu�rio interno, o Templo de Aton consistia de colunatas sombreadas que cercavam um grande santu�rio a c�u aberto para receber os raios do Senhor.

  O Fara� governava como uma encarna��o de Aton sobre a Terra. Grandes pinturas murais representavam Akhenaton e Nefertiti em �ntimas cenas familiares, comendo, adorando, brincando com suas princesas. O casal r�gio fez, juntos, votos de jamais deixar a cidade solar, e embora n�o tenham permitido templos de outros deuses, n�o impuseram restri��es �queles recrutados para a constru��o da capital imperial. Aos trabalhadores que constru�ram os pal�cios e templos era permitido manter imagens de seus deuses e mesmo capelas em sua pr�pria cidade-modelo.

  A religi�o atoniana � uma religi�o fraterna, sob os ausp�cios de um deus intang�vel, mas onipresente, ao mesmo tempo pai e m�e de toda a humanidade. Tudo o que na terra existe, proclamam os hinos, procede de Aton, a m�sica, o amor, o riso, os frutos, os vinhos, as flores, o canto dos p�ssaros, o murm�rio das �guas, etc.

 

  Akhenaton escreveu muitos hinos e poemas, que foram escritos nos t�mulos amarnianos. S�o belos os tributos que eram recitados nos cultos de Aton na cidade solar.

  Akhenaton morre com cerca de 29 anos. Ap�s a sua morte, Tutancamon (seu genro?) transfere a corte para Tebas e reimplanta o anterior culto polite�sta. N�o se sabe ao certo como ou onde Akhenaton tenha morrido, mas sua tumba jamais foi encontrada. Tiy (m�e de Akhenatom) viveu at� o ano 16 do reinado de seu filho, e sem d�vida ajudou na grande reforma. Ela morreu em Tebas e sua tumba se encontra no Vale dos Reis.

 

 

 

 


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