Abreviatura de Quasi stelars objectus, do latim Objetos quase estelares, são objetos com o tamanho aparente de uma estrela e massa é ligeiramente maior do que a de qualquer outro corpo celeste já catalogado, de extrema luminosidade, obscurecem as galáxias onde estão localizados (emitem uma energia luminosa - com excesso de ultravioleta - que pode atingir 100 a 1.000 vezes mais que a das galáxias gigantes).
As radiações radioelétricas e ópticas captadas dos quasares apresentam com freqüência variações de uma semana para outra, às vezes de um dia para outro. Em função disso, se calcula que eles não podem medir muito mais de um dia-luz, pouco mais que o diâmetro do nosso Sistema Solar. A enorme energia dos quasares, geralmente de cem a um milhão de vezes a da nossa Via Láctea, deve provir de uma região pequena pelos padrões cósmicos.
Eles são relativamente raros, encontrados nos confins do Universo conhecido, mais precisamente a partir de 2 bilhões de anos-luz da Terra (a maioria dominante dos quasares, entretanto, está a mais de 10 bilhões de anos-luz); quase todos têm redshifts enormes, em alguns casos correspondendo a 90% da velocidade da luz. Quando observamos estes quasares, nós estamos medindo objetos que existiram quando o universo era muito jovem. Cerca de 13 mil foram identificados, mas o número total pode chegar a 100 mil. O catálogo de galáxias ativas dos franceses Marie-Paule Véron-Cetty e Philippe Véron, Quasars and Active Galactic Nuclei (12th Ed.), publicado em 2006, contém 85 221 quasars, 21 737 AGNs e 1122 blazares.
Galáxias são grandes e brilhantes. Uma galáxia gigante típica, como a nossa Via Láctea, contém vários milhões de estrelas e uma luminosidade correspondente a 10 bilhões de sóis. Galáxias elípticas são 10 vezes mais brilhantes que isto, mas ainda assim, se colocadas às distâncias de um quasar típico, elas nunca poderiam ser vistas. O fato dos quasares serem vistos a distâncias enormes significa que eles são muito mais luminosos que galáxias normais. Hoje sabemos que um quasar típico é 100 vezes mais brilhante que a nossa Via Láctea.

O brilho de vários quasares varia em intervalos de alguns meses, semanas, dias ou mesmo horas. Observações recentes em raios-X revelam grandes variações que ocorrem em períodos de três horas. Nós sabemos que um objeto não pode variar em brilho mais rapidamente que o tempo que a luz leva para atravessá-lo. Por exemplo, um objeto que tem 1 ano-luz de diâmetro não pode variar em brilho com um período menor que um ano. Esta variação rapidíssima mostra que a fonte da energia do quasar deve ser muito pequena. A região emissora de um quasar típico (que emite a luminosidade de 100 galáxias) tem um diâmetro de apenas um dia-luz. Se os quasares realmente estão a distâncias enormes (como indicado por seus redshifts), algo deve produzir esta luminosidade de 100 galáxias em um volume correspondente ao tamanho do sistema solar!
Outro aspecto interessante é que muitos quasares liberam imensos jatos de partículas radioativas. Alguns destes quasares emitem enormes quantidades de radiação, incluindo ondas rádio e raios X. Eles não precisam necessariamente ser fontes de rádio. Na verdade, a grande maioria deles não emite radiação na faixa rádio. Mesmo assim todos são chamados de quasares.
Devido ao fato de estarem tão distantes não é possível saber ao certo o que é um quasar, mas acredita-se que sejam núcleos galácticos ativados por buracos negros super-maciços (com massas de 1 milhão a 1 bilhão de vezes a massa do Sol), que absorvem gás e poeira da galáxia liberando no processo energia muito superior à liberada pela fusão nuclear. Supõe-se que os quasares eram mais comuns no passado porque as fusões de galáxias também eram mais comuns.
Mas há um problema grave na teoria a respeito dos quasares: por que não se formam quasares mais perto da Terra? Uma das explicações aceitas é a de que só deve haver galáxias ativas no início da formação do universo, porque elas eram novas e ainda havia matéria próxima aos seus buracos negros para alimentá-los. No decorrer de sua existência, essa matéria de acréscimo para buracos negros acabou parando de alimentar o sistema que gera a energia colossal. Mas ainda fica a dúvida, pois novas galáxias estão sempre se formando pelo encontro e conseqüente junção de galáxias menores, e isso deveria reacender o sistema fornecedor de energia dos quasares.
Na mesma categoria dos quasares encontram-se também os Blazares, grupo do qual fazem partes os objetos BL Lacertae e os OVVs, dois tipos bem pouco estudados, mas que provavelmente são quasares sofrendo uma atividade incomum ou atravessando um determinado momento de sua evolução.