A TEORIA DO BIG BANG
Vivemos o nosso quotidiano sem entendermos quase nada do mundo".
(Stephen Hawking - Uma Breve História do Tempo)

A luz das estrelas que estão vindo em nossa direção assumem um tom azulado, a luz das estrelas que estão se afastando de nós assumem um tom avermelhado.
Para se ter uma idéia das dimensões de um átomo basta dizer que na pequena quantidade de tinta que constitui o ponto final desta frase estão contidos cerca de 3 bilhões de átomos. Se ampliássemos o núcleo de um átomo 100 trilhões de vezes, ele teria o tamanho aproximado de uma azeitona. Agora, se colocássemos esse átomo no centro do estádio do Maracanã, os életrons orbitariam provavelmente depois das arquibancadas.

Imaginemos uma bolha de sabão, concentremo-nos na superfície da bolha. Esta no início é um ponto de água com sabão, que começa a aumentar através da inserção de um gás, tomando a forma esférica. Observemos que, na medida em que o ar penetra preenchendo seu interior (a exemplo de uma bexiga), começa a haver a expansão volumétrica do objeto, nos concentremos no diâmetro da bolha e na espessura da parede desta. Verificaremos que, à medida em que seu diâmetro aumenta, a espessura diminui, ficando mais e mais tênue, pois a matéria está se desconcentrando e se espalhando em todas as direções. O aumento do diâmetro da bolha é o universo em expansão, o aumento da área da superfície é a diminuição da densidade material, a redução da espessura da parede é a constante térmica que diminui à medida em que o universo se expande. No modelo quadridimensional, não existe a fronteira, ou a parede; o conceito é volumétrico no domínio tempo, portanto, só visualizável através de cálculo.

Outra significativa descoberta foi realizada por Martin Ryle, que determinou que o número de radiogaláxias distantes ser maior que o número das próximas. Uma vez que as observações de corpos distantes correspondem a instantes mais remotos no passado, isto significava que o universo era diferente, no passado, do que é hoje, isto é, significava que teria havido uma evolução.Mapa do céu mostrando a Radiação Residual Cósmica de Fundo. As regiões vermelhas são mais quentes do que a média e as azuis mais frias. Os resultado indicam que a idade do Universo é de (13,73 ± 0,15) bilhões de anos.
Evidentemente, essa solução só se mantêm de pé se os Buracos de Minhoca e os Buracos Brancos verdadeiramente existirem, o que é incerto. Outra hipótese diz que o "Ovo Cósmico" ou "átomo primordial" teria sido tão denso que a gravidade seria negativa, forçando a matéria a se expandir, em vez de contrair. A expansão produziria instabilidades que criariam bolsões de matéria (e antimatéria) com gravidade positiva, como as que conhecemos. Os bolsões cósmicos seriam incessantes e não interagiam entre si, seriam universos paralelos. Nosso bolsão cósmico começou com uma temperatura extremamente alta que foi caindo rapidamente à medida que se expandia. Isso produziu transformações profundas tanto nas partículas elementares como nas propriedades globais do Universo.
Um Buraco de Minhoca (em ingl.: Hole of Earthworm) é uma espécie de túnel de dobra do espaço-tempo. No gráfico, o plano azul é a dimensão espaço-tempo. A distância entre o astro maior e o astro menor no plano temporal e reduzida pela dobra espacial.
Qualquer coisa que por ventura tenha “existido” antes do Big Bang, para nosso Universo, é inexistente.