AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO
 
 
 
    Através da campanha lançada no ano 2000 pela organização privada New 7 Wonders, foram eleitas as Novas 7 Maravilhas do Mundo. No final de 2005 das 77 candidatas foram pré-selecionadas 21 monumentos históricos para fazer parte da eleição. Os mais votados foram:
 

 

               

 

A Muralha da China            Petra (Jordânia)    Cristo Redentor (Brasil)        Machu Picchu (Peru)          Chichen Itzá (México)

 

   

Coliseu de Roma        Taj Mahal (Índia)

 

 


 

Mas, quais eram as 7 Maravilhas do Mundo Antigo?

 

 

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo são as mais belas e majestosas obras arquitetônicas e artísticas erguidas durante a Antiguidade Clássica. Os Gregos foram provavelmente os primeiros povos a relacionar as sete maravilhas do mundo, isto aconteceu entre os anos 150 e 120 a.C. A origem da lista é duvidosa, normalmente atribuída ao poeta e escritor grego Antípatro de Sídon, que escreveu sobre as estruturas em um poema. Outro documento que contêm essa lista é o livro De Septem Orbis Miraculis, do engenheiro grego Philon de Bizâncio. A lista também é conhecida como Ta Hepta Thaemata (as sete coisas dignas de serem vistas).

 

Das sete maravilhas, a única que resiste até os dias atuais quase intactas são as Pirâmides de Gizé, construídas há mais de cinco mil anos. É interessante dizer que na própria Grécia se encontrava apenas uma das sete maravilhas: a Estátua de Zeus em Olímpia.

 

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1-    PIRÂMIDES DE GIZÉ

 

 

Começamos pelo Egito, onde estão as pirâmides, consideradas a primeira maravilha, e únicas das 7 listadas que ainda existe. O curioso é que as pirâmides de Gizé já eram as mais antigas dentre todas as maravilhas do mundo antigo (afinal, na época já fazia mais de dois mil anos que haviam sido construídas). Construídas por volta de 2.500 a.C., utilizando-se de soluções invejáveis de arquitetura e engenharia, com blocos de pedra que pesam toneladas e encaixam-se perfeitamente, em uma época em que não se conhecia o ferro para elaboração de instrumentos mais resistentes. [Para um estudo mais profundo sobre as Pirâmides, veja o conteúdo de nossa página sobre “Enigmas e Mistérios”].

 

 

2 – FAROL DE ALEXANDRIA

 

 

Ainda no Egito temos a segunda maravilha. O Farol de Alexandria, com uma altura de 12 metros, foi construído a mando de Ptolomeu no ano 280 a.C., pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnidos, ele alertava os navegantes, pois, naquela época, Alexandria tinha tornado-se um centro de ciências e artes, para onde convergiam os maiores intelectuais da Antiguidade.

 

Réplica do Farol de Alexandria (USA) – onde se pode ler na placa
The George Washington Masconic National Memorial”.

 

O farol era uma gigantesca torre de mármore, situada na ilha de Faros, próxima ao porto de Alexandria, Egito. Na torre ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava à distância (origem do termo farol). Dizia-se que a luz refletida chegava a 50 km de distância, daí a grande fama e imponência daquele farol, que o fizeram entrar na lista das sete maravilhas do mundo. À exceção das pirâmides de Gizé, foi a que mais tempo durou entre as outras maravilhas do mundo, sendo destruído por um terremoto em 1375. Suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores, o que depois foi confirmado através de imagens de satélite.

 

 

3 - JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA

 

 

Os jardins suspensos da Babilônia,

como imaginados por Martin Heemskerck.

 

Os Jardins Suspensos da Babilônia talvez sejam a mais instigante das sete maravilhas, pois é sobre as quais menos se sabe, já que até hoje encontram-se poucos relatos. Segundo a lenda, foram construídos por volta de 600 a.C. pelo rei Nabucodonosor II (ou Semiramis) no século VI a.C. para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que sentia saudade das montanhas e do verde de sua terra natal, a Média, um  reino vizinho. Assim, o rei mandou construir o monumento com seis montes de terra artificiais, terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, na antiga Babilônia.

 

Nabucodonossor II

 

"A entrada para os Jardins estava inclinada como uma ladeira, e as várias partes da estrutura cresciam de camada em camada.... Sobre tudo isto, a terra foi empilhada... foi espessamente plantado árvores de todas as espécies que, por seus grande tamanhos e outros charmes, davam prazer ao proprietário... As máquinas de água elevavam a água em grandes quantidades do rio, apesar de ninguém fora dos terraços poder vê-los." (Diodorus Siculus).

 

 

As mais detalhadas descrições dos Jardins vem dos historiadores Gregos como Berossus e Diodorus, escrituras babilônicas não falam nada sobre o assunto. Nos documentos do tempo de Nabucodonossor não há uma simples referência aos Jardins Suspensos, embora descrições dos palácios, da cidade da Babilônia e das muralhas são encontradas. Mesmo os historiadores que deram descrições detalhadas dos Jardins Suspensos nunca os viram. Historiadores modernos argumentam que quando os soldados de Alexandre, o Grande, conquistaram a fértil terra da Mesopotâmia e viram a Babilônia, eles ficaram impressionados. Mais tarde, quando eles retornaram para terra natal deles, contavam história sobre fantásticos jardins e palmeiras da Mesopotâmia... sobre o palácio de Nabucodonossor... sobre a Torre de Babel e os zigurates (espécie de templo). Especulou-se que teria sido a fértil imaginação dos poetas e historiadores antigos que teria misturado todos este elementos para produzir uma das Sete Maravilhas. Todavia, escavações arqueológicas recentes na antiga cidade da Babilônia, no Iraque, descobriram as fundações do palácio. Na ala nordeste do palácio real, encontrou-se vestígios possíveis dos jardins, ruínas e fundações de construções abóbadas em tijolos. Um inusitado poço, com nora e apetrechos, sugere que o conjunto servia à rega. Outros achados incluem o Edifício Abobadado com paredes grossas e um sistema de irrigação bem próximo ao sul do palácio.

 

Os jardins ficavam a 200 metros do palácio real; eram seis montanhas artificiais (terraços). Nesses terraços estavam plantados árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos Jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Os terraços eram feitos de tijolos e foram construídos um em cima do outro. Apoiadas em colunas de 25 a 100 metros de altura, ficavam ao sul do rio Eufrates. Eram impermeabilizadas por camadas de junco, betume e chumbo. Seus construtores evitaram, assim, as infiltrações da rega.

 

 

4 - TEMPLO DE ÁRTEMIS (Diana)

 

 

Ruínas do Templo de Ártemis

 

Vamos agora para o Mar Egeu, onde encontrávamos a cidade de Éfeso, que se tornou o porto mais rico da Ásia Menor, hoje na região da Turquia, lá está a quarta maravilha do mundo: o Templo da Deusa Ártemis, construído para a deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens e também irmã de Apolo, chamada de Diana pelos romanos. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significante feito da civilização grega e da cultura helenística.

 

Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia cultuando uma deusa que identificaram como Ártemis. Eles então construíram um pequeno templo que foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão, o templo, que levou 120 anos para ser terminado, foi incluído na lista das sete maravilhas do mundo antigo.

 

 

O Templo de Ártemis foi erguido em 450 a.C., por Creso, rei da Lídia, tendo como arquitetos Chersiphron e seu filho Metagenes. Media 138 metros de comprimento, por 71,5 metros de largura, 90 metros de altura e com 127 colunas de mármore de 19,5 metros de altura. Era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa Ártemis com três seios esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Logo depois de concluído, virou uma verdadeira atração turística, com visitantes de diversos lugares entregando inúmeras oferendas, mas foi destruído em 356 a.C. por um maníaco de nome Eróstrato, que acreditava que destruindo o Templo de Ártemis iria conseguir ter seu nome espalhado por todo o mundo. Enfurecidos e sabendo disso, os habitantes da cidade não revelaram o nome do homem, só conhecido graças ao historiador grego Strabo. Alexandre, o Grande nasceu na mesma noite, e anos depois ofereceu-se para restaurar o templo, mas isso foi negado e ele só começou a ser reconstruído em 323 a.C., ano da morte do macedônio. Mesmo assim, em 262 d.C. ele foi destruído em um ataque dos godos ao "renomado templo". Com a conversão dos cidadãos da região e do mundo ao cristianismo, o templo foi perdendo importância e hoje existe apenas um pilar erguido da construção original em suas ruínas. Restaram algumas esculturas e objetos, hoje expostas no Museu Britânico, em Londres.

 

 

5 - ESTÁTUA DE ZEUS EM OLÍMPIA

 

Estamos por volta do ano de 450 a. C., e se está terminado de construir o impressionante Templo de Zeus, em Olímpia, na Élida, centro religioso da Antiga Grécia, onde se rende culto ao principal dentre todos os deuses. Os melhores escultores da Grécia trabalharam nele. Aqui, debaixo do Monte Olimpo (um dos muitos que há na Grécia com esse nome), se celebra a cada quatro anos a mais famosa das festividades em honra de Zeus: a Olimpíada. Na época de jogos, as guerras paravam, e os atletas vinham da Ásia Menor, Síria, Egito e Silícia para celebrar a Olimpíada.

 

O magnífico Templo de Zeus foi desenhado pelo arquiteto Libon e foi construído entre 456 e 447 a.C. Sob o poder crescente da Grécia Antiga, o templo em estilo Dórico simples tornou-se muito mundano, e modificações foram necessárias. A solução: uma majestosa estátua. O escultor atenense Fídias, o mais célebre escultor da Antigüidade, foi designado para a tarefa "sagrada". Levou mais de uma ano trabalhando na estátua; depois desta Fídias não fez mais nenhuma outra obra.

 

      

 

Tinha 12 metros de altura, foi feita de marfim e ébano e era toda incrustada de ouro e pedras preciosas. Mostrava Zeus sentado em seu trono de cedro o qual está adornado por diversas pinturas. Tinha uma coroa em torno da cabeça. Trazia uma estátua de Nicéia, deusa da vitória, em sua mão direita espalmada, e um cetro (bastão de rei) com uma águia na sua mão esquerda.

 

 

    

 

Entre os gregos, considerava-se desafortunado aquele que não tivesse visitado a estátua. Ela havia tornado-se famosa na Antigüidade pela magnificência e pela espiritualidade que irradiava.

 

A única idéia que se tem da Estátua de Zeus vem das moedas de Elis, que se supõe carregar cunhada a figura original da Estátua.

 

Olímpia foi atingido por terremotos, desabamentos e enchentes, e o templo foi destruído por fogo no século 5 a.C. Antes, após 800 anos, a estátua foi transportada pelos Gregos abastados para um palácio em Constantinopla (hoje Istambul). Lá, sobreviveu durante algum tempo, mas não resistiu a um severo incêndio em 462 d.C. Hoje, nada resta do local no velho templo, exceto rochas e ruínas, a fundação do prédio, e colunas em destroços. Esta obra perdurou por cerca de mil anos.

 

 

    6 – MAUSOLÉU DE HALICARNASSO

 

 

 

O Mausoléu de Halicarnasso foi construído em 353 a.C., na região da atual Turquia, a mando de Ártemis, rainha de Cária, em homenagem ao seu irmão e marido, o rei Mausolo. Quando concluído, tinha mais de 50 metros de altura, terminando em uma carruagem puxada por quatro cavalos. O interior, já vastamente decorado, foi incrementado pela rainha após a morte do rei Mausolo, mandando construir sobre seus restos mortais um soberbo monumento. O prédio tinha uma base quadrada e sobre ela um templo sustentado por 36 colunas decoradas. Em seu interior haviam magníficas estátuas, uma dessas, talvez do próprio Mausolo, com mais de 4 metros de altura, que hoje encontra-se no Museu Britânico.

 

A partir daí, o nome "Mausoléu" difundiu-se pelo mundo representando este tipo de construção sepulcral. A construção resistiu por mais de quinze séculos, mas foi destruído por uma série de terremotos por volta do século XIII ou século XIV. Em 1404, apenas as suas fundações ainda podiam ser reconhecidas e anos depois seus restos foram usados para a construção de um castelo pelos cavaleiros da Ordem dos Hospitalários. Alguns restos e artefatos encontram-se no Museu Britânico, em Londres, e na mesma cidade, hoje conhecida como Bodrum.

 

O Mausoléu de Halicarnasso, pintado por Martin Heemskerck (1498-1574)

 baseando-se em descrições.

 

 

    7 – COLOSSO DE RODHES

 

 

O Colosso de Rodhes era uma gigantesca estátua do deus Hélio, identificado pelos romanos com Apolo, colocada na entrada marítima da ilha grega de Rodhes. construída entre 292 a.C. e 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindus, uma das cidades da ilha, tendo 30 metros de altura [a mesma altura da estátua do Cristo Redentor – sem contarmos a base com 8 metros], 70 toneladas e era totalmente feita de bronze (sendo oca por dentro). Qualquer embarcação que adentrasse a ilha passaria por entre suas pernas, que possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar o polegar da divindade.

 

Conta-se que o povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedônio Demétrio Poliorcetes, que promovera um longo cerco à ilha na tentativa de a conquistar. Demétrio era filho do general Antígono, que após a morte de Alexandre, o Grande, herdou uma parte do império grego. O material utilizado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedônios ali abandonaram.

 

Apesar de imponente, ficou em pé durante apenas 55 anos, sendo abalada por um terremoto que a jogou ao fundo da baía. Ptomoleu III se ofereceu para reconstruí-la, mas os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Apolo. E até no fundo do mar ainda era tão impressionante que muitos viajaram para vê-la embaixo d'água, onde foi esquecida, até a chegada dos árabes que a venderam como sucata. Para se ter uma idéia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para o transportar.

 

Esta estátua, que foi considerada uma obra maravilhosa, teria no entanto levado Chares a suicidar-se, logo depois de a ter terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.

 

 

 


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