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Coliseu de Roma Taj Mahal (Índia)
Mas, quais eram as 7 Maravilhas do Mundo Antigo?
Das sete maravilhas, a única que resiste até os dias atuais quase intactas são as Pirâmides de Gizé, construídas há mais de cinco mil anos. É interessante dizer que na própria Grécia se encontrava apenas uma das sete maravilhas: a Estátua de Zeus em Olímpia.
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Ainda no Egito temos a segunda maravilha. O Farol de Alexandria, com uma altura de 12 metros, foi construído a mando de Ptolomeu no ano 280 a.C., pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnidos, ele alertava os navegantes, pois, naquela época, Alexandria tinha tornado-se um centro de ciências e artes, para onde convergiam os maiores intelectuais da Antiguidade.

Réplica do Farol de Alexandria (USA)
– onde se pode ler na placa
“The George Washington Masconic National Memorial”.

Os jardins suspensos da Babilônia,
como imaginados por Martin Heemskerck.
Os Jardins Suspensos da Babilônia talvez sejam a mais instigante das sete maravilhas, pois é sobre as quais menos se sabe, já que até hoje encontram-se poucos relatos. Segundo a lenda, foram construídos por volta de 600 a.C. pelo rei Nabucodonosor II (ou Semiramis) no século VI a.C. para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que sentia saudade das montanhas e do verde de sua terra natal, a Média, um reino vizinho. Assim, o rei mandou construir o monumento com seis montes de terra artificiais, terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, na antiga Babilônia.

Nabucodonossor II


Ruínas do Templo de Ártemis
Vamos agora para o Mar Egeu, onde encontrávamos a cidade de Éfeso, que se tornou o porto mais rico da Ásia Menor, hoje na região da Turquia, lá está a quarta maravilha do mundo: o Templo da Deusa Ártemis, construído para a deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens e também irmã de Apolo, chamada de Diana pelos romanos. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significante feito da civilização grega e da cultura helenística.
Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia cultuando uma deusa que identificaram como Ártemis. Eles então construíram um pequeno templo que foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão, o templo, que levou 120 anos para ser terminado, foi incluído na lista das sete maravilhas do mundo antigo.

O Templo de Ártemis foi erguido em 450 a.C., por Creso, rei da Lídia, tendo como arquitetos Chersiphron e seu filho Metagenes. Media 138 metros de comprimento, por 71,5 metros de largura, 90 metros de altura e com 127 colunas de mármore de 19,5 metros de altura. Era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa Ártemis com três seios esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Logo depois de concluído, virou uma verdadeira atração turística, com visitantes de diversos lugares entregando inúmeras oferendas, mas foi destruído em 356 a.C. por um maníaco de nome Eróstrato, que acreditava que destruindo o Templo de Ártemis iria conseguir ter seu nome espalhado por todo o mundo. Enfurecidos e sabendo disso, os habitantes da cidade não revelaram o nome do homem, só conhecido graças ao historiador grego Strabo. Alexandre, o Grande nasceu na mesma noite, e anos depois ofereceu-se para restaurar o templo, mas isso foi negado e ele só começou a ser reconstruído em 323 a.C., ano da morte do macedônio. Mesmo assim, em 262 d.C. ele foi destruído em um ataque dos godos ao "renomado templo". Com a conversão dos cidadãos da região e do mundo ao cristianismo, o templo foi perdendo importância e hoje existe apenas um pilar erguido da construção original em suas ruínas. Restaram algumas esculturas e objetos, hoje expostas no Museu Britânico, em Londres.




O Mausoléu de Halicarnasso foi construído em 353 a.C., na região da atual Turquia, a mando de Ártemis, rainha de Cária, em homenagem ao seu irmão e marido, o rei Mausolo. Quando concluído, tinha mais de 50 metros de altura, terminando em uma carruagem puxada por quatro cavalos. O interior, já vastamente decorado, foi incrementado pela rainha após a morte do rei Mausolo, mandando construir sobre seus restos mortais um soberbo monumento. O prédio tinha uma base quadrada e sobre ela um templo sustentado por 36 colunas decoradas. Em seu interior haviam magníficas estátuas, uma dessas, talvez do próprio Mausolo, com mais de 4 metros de altura, que hoje encontra-se no Museu Britânico.
A partir daí, o nome "Mausoléu" difundiu-se pelo mundo representando este tipo de construção sepulcral. A construção resistiu por mais de quinze séculos, mas foi destruído por uma série de terremotos por volta do século XIII ou século XIV. Em 1404, apenas as suas fundações ainda podiam ser reconhecidas e anos depois seus restos foram usados para a construção de um castelo pelos cavaleiros da Ordem dos Hospitalários. Alguns restos e artefatos encontram-se no Museu Britânico, em Londres, e na mesma cidade, hoje conhecida como Bodrum.

O Mausoléu de Halicarnasso, pintado por Martin Heemskerck (1498-1574)
baseando-se em descrições.

O Colosso de Rodhes era uma gigantesca estátua do deus Hélio, identificado pelos romanos com Apolo, colocada na entrada marítima da ilha grega de Rodhes. construída entre 292 a.C. e 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindus, uma das cidades da ilha, tendo 30 metros de altura [a mesma altura da estátua do Cristo Redentor – sem contarmos a base com 8 metros], 70 toneladas e era totalmente feita de bronze (sendo oca por dentro). Qualquer embarcação que adentrasse a ilha passaria por entre suas pernas, que possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar o polegar da divindade.
Conta-se que o povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedônio Demétrio Poliorcetes, que promovera um longo cerco à ilha na tentativa de a conquistar. Demétrio era filho do general Antígono, que após a morte de Alexandre, o Grande, herdou uma parte do império grego. O material utilizado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedônios ali abandonaram.
Apesar de imponente, ficou em pé durante apenas 55 anos, sendo abalada por um terremoto que a jogou ao fundo da baía. Ptomoleu III se ofereceu para reconstruí-la, mas os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Apolo. E até no fundo do mar ainda era tão impressionante que muitos viajaram para vê-la embaixo d'água, onde foi esquecida, até a chegada dos árabes que a venderam como sucata. Para se ter uma idéia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para o transportar.
Esta estátua, que foi considerada uma obra maravilhosa, teria no entanto levado Chares a suicidar-se, logo depois de a ter terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.
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